Nos dias de hoje, na sociedade de hoje, que significado tem realmente o Natal?
Para muitos é apenas uma altura em que se recebe prendas, em que muitos fingem gostar de toda a gente só para receberem presentes e, só pensam no Natal como isso mesmo, uma altura para receber, e não pelo significado que realmente tem.
Para outros o Natal tem realmente um significado. É uma época feliz em que se deveriam dar mais presentes do que trocar. Mas, nos dias de hoje, na sociedade de hoje, são poucas, ou mesmo nenhumas, as pessoas que dão sem esperar receber nada em troca.
Tânia Silva (11º B)
segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
sábado, 13 de dezembro de 2008
Vida Dupla


O seu nome é José Couto. Tem 27 anos, vive em Lisboa e é um calceteiro/pianista. De dia, preenche os buracos da calçada; à noite, preenche os ouvidos de quem o ouve tocar.
Entrevistador: Quando começou o seu interesse pela música?
José Couto: Bem, eu oiço música desde o tempo em que estava na barriga da minha mãe. Ela punha CD’s de Beatles, David Bowie ou mesmo Rolling Stones a tocar e colocava os auscultadores na sua enorme barriga, com ela diz que era, para eu ouvir. Ouvia todos os dias. A minha mãe disse que, quando punha os CD’s a tocar, eu dava muitos pontapés e ela sentia-me a mexer. Foi só esperar até eu chegar para fora para poder entrar em verdadeiro contacto com a música.
E qual foi o seu primeiro e verdadeiro contacto com a música?
Foi quando tinha quatro anos. Os meus pais decidiram inscrever-me numa escola de música, onde tive aulas de piano, canto e flauta de bisel. Era um excelente aluno, mas acabei por sair aos seis anos, pois a mensalidade aumentava e o salário dos meus pais diminuía. Mas continuei a praticar. Tinha um piano em casa. Não era de cauda, nem algo do género, mas dava para tocar e isso era o que interessava.
E porquê calceteiro? Porque não fazer da música a sua carreira?
Por uma razão simples: nem sempre somos bem sucedidos como músicos e eu também não tinha dinheiro para frequentar o conservatório, nem para tirar um curso superior.
Eu também sou um desastre noutras áreas. Não tenho pinta nem pachorra para físico, astronauta, biólogo, advogado, nem mesmo para empregado de mesa. Trabalhei num café no Verão de ’99, mas fui despedido por falta de competências.
O meu pai tinha um amigo que era calceteiro e perguntou-me se eu não queria ir trabalhar com ele, pois havia falta de pessoal. Eu lá fui experimentar e saí-me bem. Saí-me tão bem que ainda lá trabalho.
Porque decidiu tocar piano em restaurantes e bares à noite?
Eu, simplesmente, não queria deixar a música e precisava de ganhar mais uns trocos, é verdade. Por isso, peguei no meu talento, não querendo ser muito convencido e fui a vários restaurantes e bares à procura de uma oportunidade como pianista. Lá fui aceite num restaurante. Apesar de me pagarem mal, eu aceitei. Todos os fins-de-semana eu vou tocar a um barzinho no Bairro Alto, mas aí faço trabalho de borla. Não me importo de não ser pago. Quando não posso ir, não vou.
Com duas profissões, não deve ter muito tempo para a família.
Não tenho, é verdade. Mas para alguma coisa servem os Domingos. A minha mulher percebe o porquê destes dois empregos e as minhas filhas também. Se não fosse isso, elas não teriam casa, comida e roupa. Até acham engraçado eu ter duas profissões tão distintas.
Pensa continuar a ser calceteiro/pianista durante o resto da sua vida?
Calceteiro não serei para o resto da minha vida. Um dia, irei reformar-me. Da música nunca me reformarei, nem me cansarei. Quando não me quiserem mais, eu irei continuar a tocar, pois ainda tenho o meu piano de infância em casa.
Beatriz Madeira, 10º C
quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
Crise económica:suas consequências
Um problema actual que a todos preocupa – a crise económica que se instalou a nível mundial. Madalena Sobral, auditora financeira, dá algumas respostas sobre o que causou esta situação e as consequências que esta poderá trazer.Ana Sobral: → Por que razão acha que se instalou esta crise económica?
Madalena Sobral: Devido à especulação imobiliária nos Estados Unidos. Toda a gente acreditava que as casas valiam muito mais do que na verdade, porque as empresas do sector imobiliário a todos convenceram dessa realidade. Quando se percebeu o verdadeiro valor das coisas, gerou-se um sentimento de insegurança que se alastrou a todos os sectores económicos.
A.S.: → Qual é, afinal, a verdadeira dimensão desta crise?
M.S.: A crise atingiu uma dimensão global, atingindo inclusive as economias mais estáveis.
A.S.: → A expansão da crise terá tendência para continuar?
M.S.: Sim, porque só agora começamos a tomar consciência dos reais impactos da instabilidade que se gerou.
A.S.: → Já assistimos à falência de várias instituições financeiras. Que outras consequências poderão advir desta crise?
M.S.: Outras consequências serão o aumento das falências de empresas que não sejam auto-sustentáveis, isto é, que necessitam de empréstimos bancários para sobreviver e às quais os bancos colocam neste momento muitos entraves aos empréstimos, aumento do número de desempregados e diminuição do poder de compra, entre outros.
A.S.: → Quem serão os mais afectados?
M.S.: Os trabalhadores e as pessoas com menos recursos. Os mais ricos também serão afectados se bem que estão menos susceptíveis de sofrer consequências mais graves e conseguem ultrapassar mais facilmente momentos complicados.
A.S.: → Que medidas podemos tomar para tentar travar esta situação?
M.S.: É uma resposta difícil. Na minha opinião, devemos recorrer o mínimo possível ao crédito e não investir em negócios de risco.
A.S.:→ Quanto tempo julga que irá durar?
M.S.: No mínimo dois anos, porque ainda estamos no início da fase em que percebemos o impacto real da instabilidade económica que se registou em Setembro.
A.S.: → Será que, contrariamente a algumas opiniões, esta crise vais afectar directamente Portugal?
M.S.: Vai afectar claramente todas as empresas que tenham negócios no estrangeiro e, para além disso afectará também a economia portuguesa porque, certamente, vão diminuir as remessas de dinheiro enviadas pelos emigrantes que actualmente trabalham nos países que estão a entrar em estagnação ou recessão económica.
Parece que a crise está apenas no início. As consequências serão cada vez mais visíveis e cabe agora às entidades responsáveis tentar resolver este problema. Todos esperamos o fim desta situação.
segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
Aviso aos Glutões de Sílabas e aos Saboreadores de Palavras
A ideia que presidiu a este blogue, quando ele nasceu, em 2006, foi torná-lo apenas e tão só um espaço de divulgação e partilha dos vossos trabalhos, surgidos no âmbito da disciplina de Português-Língua Portuguesa (vossos - não meus!), independentemente do seu valor literário.
O que combinámos, nessa altura, e o acordo que renovámos no ano passado, e no início deste ano, é que qualquer texto vosso aqui cabe, nesta montra do vosso labor e da vossa criatividade, sem que qualquer tipo de censura se exerça previamente sobre ele.
E porque o importante era - e é! - o vosso trabalho, e não o que eu possa pensar dele, é que o blogue adoptou, desde o seu nascimento, um carácter isento de qualquer juízo avaliativo sobre a qualidade dos textos aqui publicados; a opinião que eu possa ter sobre os vossos textos, reservo-a exclusivamente para vocês, e para a intimidade da nossa relação professora-aluno(a), como combinámos no início. Mas isso só nos vincula a nós.
Acontece que, como todos sabem, este ano o Salta-Letrinhas quis crescer, e abriu-se à escola, e anda muito feliz com a nova vida e com os parceiros que arranjou. Delicia-se mesmo com este sangue novo que chegou, a desafiar a preguiça dos "velhos residentes da casa". Respeita os novos residentes-parceiros e a sua forma de habitar este espaço, que a todos passou a pertencer por igual.
Na verdade, este nosso blogue é agora uma casa de várias famílias, onde todos nos respeitamos, independentemente dos nossos diferentes hábitos, e onde todos somos/são desejados. Não é estimulante ser uma espécie de "Residência Espanhola", rica em diversidade e em variedade? E não é muito melhor assim?
O sermos muitos mais a alimentar o Salta-Letrinhas só pode ser encarado como um estímulo a que se escreva cada vez mais! E isto é válido para todos - os recém-chegados e os antigos -.
Escrevam, saltitões!
Escrevam o que vos apetecer, e enviem, que o Salta-Letrinhas anda sedento de sílabas!
Uma palavra, também, para os nossos visitantes: os vossos comentários são muito bem-vindos, e não há da nossa parte qualquer tipo de censura relativamente ao que nos chega. O que há, às vezes, é alguma dificuldade em conseguirmos a rapidez que gostaríamos de ter a publicar textos de uns e comentários de outros.
Não é desculpa nenhuma, é apenas uma constatação.
Um abraço a todos, colaboradores e visitantes!
A Guarda-Letras
O que combinámos, nessa altura, e o acordo que renovámos no ano passado, e no início deste ano, é que qualquer texto vosso aqui cabe, nesta montra do vosso labor e da vossa criatividade, sem que qualquer tipo de censura se exerça previamente sobre ele.
E porque o importante era - e é! - o vosso trabalho, e não o que eu possa pensar dele, é que o blogue adoptou, desde o seu nascimento, um carácter isento de qualquer juízo avaliativo sobre a qualidade dos textos aqui publicados; a opinião que eu possa ter sobre os vossos textos, reservo-a exclusivamente para vocês, e para a intimidade da nossa relação professora-aluno(a), como combinámos no início. Mas isso só nos vincula a nós.
Acontece que, como todos sabem, este ano o Salta-Letrinhas quis crescer, e abriu-se à escola, e anda muito feliz com a nova vida e com os parceiros que arranjou. Delicia-se mesmo com este sangue novo que chegou, a desafiar a preguiça dos "velhos residentes da casa". Respeita os novos residentes-parceiros e a sua forma de habitar este espaço, que a todos passou a pertencer por igual.
Na verdade, este nosso blogue é agora uma casa de várias famílias, onde todos nos respeitamos, independentemente dos nossos diferentes hábitos, e onde todos somos/são desejados. Não é estimulante ser uma espécie de "Residência Espanhola", rica em diversidade e em variedade? E não é muito melhor assim?
O sermos muitos mais a alimentar o Salta-Letrinhas só pode ser encarado como um estímulo a que se escreva cada vez mais! E isto é válido para todos - os recém-chegados e os antigos -.
Escrevam, saltitões!
Escrevam o que vos apetecer, e enviem, que o Salta-Letrinhas anda sedento de sílabas!
Uma palavra, também, para os nossos visitantes: os vossos comentários são muito bem-vindos, e não há da nossa parte qualquer tipo de censura relativamente ao que nos chega. O que há, às vezes, é alguma dificuldade em conseguirmos a rapidez que gostaríamos de ter a publicar textos de uns e comentários de outros.
Não é desculpa nenhuma, é apenas uma constatação.
Um abraço a todos, colaboradores e visitantes!
A Guarda-Letras
Literatura e Matraquilhos
Literatura e matraquilhos ou matraquilhos e literatura?
Optar por uma vida dedicada às letras e à composição literária, à arte onde as palavras tudo podem e conseguem, onde diversão assume apenas um papel secundário e não fundamental?
Ou optar por uma vida centrada na diversão, longe do intelecto, onde as letras poucas palavras formam, onde as palavras de pouco servem e onde a caneta nada escreve?
Cada um de nós sabe de si. As nossas escolhas fazem de nós aquilo que somos hoje.
Literatura ou matraquilhos?
André Calado
11ºB
Optar por uma vida dedicada às letras e à composição literária, à arte onde as palavras tudo podem e conseguem, onde diversão assume apenas um papel secundário e não fundamental?
Ou optar por uma vida centrada na diversão, longe do intelecto, onde as letras poucas palavras formam, onde as palavras de pouco servem e onde a caneta nada escreve?
Cada um de nós sabe de si. As nossas escolhas fazem de nós aquilo que somos hoje.
Literatura ou matraquilhos?
André Calado
11ºB
A Publicidade
Não vivemos sem ela!
A publicidade está presente todos os dias no nosso quotidiano e bombardeia-nos constantemente. Sem ela, não saberíamos da existência de algo novo, de algo inovador que nos venha a alterar as nossas vidas.
A publicidade faz com que a nossa atenção seja despertada para algo, cria-nos interesse, estimula-nos o desejo de adquirir, permite-nos memorizar informações relativamente ao produto ou à campanha em causa e leva-nos à aquisição.
Pode-se dizer que tudo é perfeito quando corrermos feitos loucos em busca do dito produto que as vistosas imagens passadas na televisão (por exemplo) diziam ser milagroso.
Pela publicidade somos bombardeados, tendo por base produtos ou campanhas.Em suma, a publicidade desempenha um papel fundamental na nossa sociedade.
Sofia Rodrigues
11ºB
A publicidade está presente todos os dias no nosso quotidiano e bombardeia-nos constantemente. Sem ela, não saberíamos da existência de algo novo, de algo inovador que nos venha a alterar as nossas vidas.
A publicidade faz com que a nossa atenção seja despertada para algo, cria-nos interesse, estimula-nos o desejo de adquirir, permite-nos memorizar informações relativamente ao produto ou à campanha em causa e leva-nos à aquisição.
Pode-se dizer que tudo é perfeito quando corrermos feitos loucos em busca do dito produto que as vistosas imagens passadas na televisão (por exemplo) diziam ser milagroso.
Pela publicidade somos bombardeados, tendo por base produtos ou campanhas.Em suma, a publicidade desempenha um papel fundamental na nossa sociedade.
Sofia Rodrigues
11ºB
Literatura e Matraquilhos
À partida poderemos pensar que literatura e matraquilhos nada têm em comum, mas como nem tudo é o que parece, vamos debruçar-nos sobre o assunto apesar de no final chegarmos à mesma a conclusão a que chegámos no início do texto.
Ora... matraquilhos… O jogo que nos faz agarrar a bocados de madeira, executar movimentos bruscos com os braços, quiçá com o resto do corpo, nos momentos em que o jogo se torna mais empolgante, com o objectivo de fazer com que um dos onze bonequinhos que constituem a nossa equipa marque o tão desejado golo; nesse momento somos assaltados por uma imensa sensação de júbilo e gritamos. Gritamos tanto que nem reparamos que já está outra bola em jogo, bola essa de que só damos conta que lá está (ou esteve) quando entra na nossa baliza… Bem, isto é mais o que acontece comigo (mas marquei antes, por isso cala-te) não é grave, grave é os vinte cêntimos que se gastam por um jogo, que dariam para comprar quatro pastilhas de menta.
Na Literatura a história é outra (viram só o trocadilho? Não? Tudo bem.) Os bocados de madeira são na verdade lápis, as bolas são palavras, o objectivo é interpretar e escrever bem e não podes gritar, tens é que estar calado. Lado positivo? Podes comprar as pastilhas de menta.
Posto isto, quem é que pode condenar alguém por preferir os matraquilhos? Podemos concluir então que bater às portas e fugir é uma coisa feia de se fazer... alguém se poderia questionar neste momento, ‘’espera lá, o que é que isto tem a ver com o resto do texto?’’ ao que eu responderia: exactamente o mesmo que Literatura tem a ver com Matraquilhos.
Vou ver se tenho vinte cêntimos.
Sílvia Gonçalves
11.ºB
Ora... matraquilhos… O jogo que nos faz agarrar a bocados de madeira, executar movimentos bruscos com os braços, quiçá com o resto do corpo, nos momentos em que o jogo se torna mais empolgante, com o objectivo de fazer com que um dos onze bonequinhos que constituem a nossa equipa marque o tão desejado golo; nesse momento somos assaltados por uma imensa sensação de júbilo e gritamos. Gritamos tanto que nem reparamos que já está outra bola em jogo, bola essa de que só damos conta que lá está (ou esteve) quando entra na nossa baliza… Bem, isto é mais o que acontece comigo (mas marquei antes, por isso cala-te) não é grave, grave é os vinte cêntimos que se gastam por um jogo, que dariam para comprar quatro pastilhas de menta.
Na Literatura a história é outra (viram só o trocadilho? Não? Tudo bem.) Os bocados de madeira são na verdade lápis, as bolas são palavras, o objectivo é interpretar e escrever bem e não podes gritar, tens é que estar calado. Lado positivo? Podes comprar as pastilhas de menta.
Posto isto, quem é que pode condenar alguém por preferir os matraquilhos? Podemos concluir então que bater às portas e fugir é uma coisa feia de se fazer... alguém se poderia questionar neste momento, ‘’espera lá, o que é que isto tem a ver com o resto do texto?’’ ao que eu responderia: exactamente o mesmo que Literatura tem a ver com Matraquilhos.
Vou ver se tenho vinte cêntimos.
Sílvia Gonçalves
11.ºB
Literatura e Matraquilhos

Ele era de regras, nunca podia fazer o que mais gostava; jogar matraquilhos.
De segunda a sexta, só tinha duas opções, casa e escola.
Em casa, o tempo que lhe restava após estudo era para ajudar o pai no laboratório. Seu pai era cientista e tinha entre mãos um estudo sobre gafanhotos verdes.
Na escola, onde ele tinha mais liberdade, havia um jogo de matraquilhos, que era a sua perdição.
Sabes o quanto um cão se perde por um osso? Assim era ele.
Até que um dia não ouve o toque de entrada para a aula de literatura e tem falta.
Os seus pais souberam do que se passava na escola e do gosto que o filho tinha por matraquilhos. Compraram-lhe um jogo de matraquilhos lembrando-lhe que a aula de literatura estava em primeiro lugar.
Leandra Miriam Fonseca
11ºB
Em casa, o tempo que lhe restava após estudo era para ajudar o pai no laboratório. Seu pai era cientista e tinha entre mãos um estudo sobre gafanhotos verdes.
Na escola, onde ele tinha mais liberdade, havia um jogo de matraquilhos, que era a sua perdição.
Sabes o quanto um cão se perde por um osso? Assim era ele.
Até que um dia não ouve o toque de entrada para a aula de literatura e tem falta.
Os seus pais souberam do que se passava na escola e do gosto que o filho tinha por matraquilhos. Compraram-lhe um jogo de matraquilhos lembrando-lhe que a aula de literatura estava em primeiro lugar.
Leandra Miriam Fonseca
11ºB
Para além da vida profissional…
Hoje, tenho aqui comigo no meu estúdio de televisão, Maria do Carmo Pereira, com 45 anos e contabilista de profissão. Vive desde sempre nesta bonita cidade de Santiago do Cacém.
Vamos saber um pouco mais sobre o que faz nos seus tempos livres.
Boa tarde, é com muito gosto que a recebo aqui no meu estúdio. Diga-me, o que faz nos seus tempos livres?
Olá, boa tarde. O prazer é todo meu de estar aqui. Nos meus tempos livres, faço várias coisas, como ler, passear, mas sem dúvida alguma o que eu prefiro é pintar.
Pintar? Fale-me um pouco mais sobre essa sua ocupação tão específica.
Sim, adoro pintar. A minha profissão é muito desgastante, então senti necessidade de um “escape”, foi aí que surgiu a pintura a óleo na minha vida.
Esse seu gosto já vem de família?
Não, tudo começou quando visitava exposições do pintor António do Carmo, o qual admiro muito. Ficava a olhar os quadros com uma vontade enorme de aprender, de fazer também o mesmo…
Estou a ver que o pintor António do Carmo é uma grande referência para si.
Sim, o género de pintura que o pintor António do Carmo faz é o realismo, eu ficava fascinada com o que via.
Quando é que começou a pintar?
Foi há oito anos. Surgiu um curso de pintura a óleo realista com o mestre Charles Hejnal, a funcionar no antigo colégio S. José. Então, comecei a realizar o meu sonho…
E já fez alguma exposição dos seus quadros?
Sim, já fiz uma exposição individual e várias colectivas. A individual foi numa livraria e as colectivas têm sido em vários locais: na Biblioteca Municipal Manuel da Fonseca, na Biblioteca de Santo André, no restaurante “Covas” e no Museu Municipal de Santiago do Cacém.
Depreendo das suas palavras que esse seu passatempo tem muita importância para si, é assim?
Sim, é muito importante para mim ocupar os poucos tempos livres que tenho com uma coisa de que eu gosto muito e aconselho todas as pessoas a terem alguma ocupação para além das suas profissões porque é uma forma de aliviar o “stress” do dia-a-dia.
Vou assim terminar, agradecendo mais uma vez a sua disponibilidade. E fica aqui esta mensagem: a vida não é só feita de trabalho, para além da vida profissional, pode haver outras ocupações que ajudam a realizar sonhos e a uma concretização pessoal mais efectiva.
Patrícia Pereira
10.º C
Vamos saber um pouco mais sobre o que faz nos seus tempos livres.
Boa tarde, é com muito gosto que a recebo aqui no meu estúdio. Diga-me, o que faz nos seus tempos livres?
Olá, boa tarde. O prazer é todo meu de estar aqui. Nos meus tempos livres, faço várias coisas, como ler, passear, mas sem dúvida alguma o que eu prefiro é pintar.
Pintar? Fale-me um pouco mais sobre essa sua ocupação tão específica.
Sim, adoro pintar. A minha profissão é muito desgastante, então senti necessidade de um “escape”, foi aí que surgiu a pintura a óleo na minha vida.
Esse seu gosto já vem de família?
Não, tudo começou quando visitava exposições do pintor António do Carmo, o qual admiro muito. Ficava a olhar os quadros com uma vontade enorme de aprender, de fazer também o mesmo…
Estou a ver que o pintor António do Carmo é uma grande referência para si.
Sim, o género de pintura que o pintor António do Carmo faz é o realismo, eu ficava fascinada com o que via.
Quando é que começou a pintar?
Foi há oito anos. Surgiu um curso de pintura a óleo realista com o mestre Charles Hejnal, a funcionar no antigo colégio S. José. Então, comecei a realizar o meu sonho…
E já fez alguma exposição dos seus quadros?
Sim, já fiz uma exposição individual e várias colectivas. A individual foi numa livraria e as colectivas têm sido em vários locais: na Biblioteca Municipal Manuel da Fonseca, na Biblioteca de Santo André, no restaurante “Covas” e no Museu Municipal de Santiago do Cacém.
Depreendo das suas palavras que esse seu passatempo tem muita importância para si, é assim?
Sim, é muito importante para mim ocupar os poucos tempos livres que tenho com uma coisa de que eu gosto muito e aconselho todas as pessoas a terem alguma ocupação para além das suas profissões porque é uma forma de aliviar o “stress” do dia-a-dia.
Vou assim terminar, agradecendo mais uma vez a sua disponibilidade. E fica aqui esta mensagem: a vida não é só feita de trabalho, para além da vida profissional, pode haver outras ocupações que ajudam a realizar sonhos e a uma concretização pessoal mais efectiva.
Patrícia Pereira
10.º C
Literatura e Matraquilhos
André tinha aproximadamente 17 anos, era um excelente aluno, de boas famílias,ou seja, tinha tudo para ter sucesso.
Adorava ler e jogar matraquilhos, o que era incompativel. Ao início, os matraquillhos eram apenas um divertimento para passar o tempo de intervalo, mas com o passar do tempo o que era um simples divertimento tornou-se num vício. E o André começou a faltar às aulas, a deixar de ler, de estudar, e passou só a pensar nos matraquilhos.
Os amigos tentavam ajudá-lo, mas não servia de muito, pois André não queria saber do que eles diziam.
Enfim, a simples brincadeira de intervalo acabou por arruinar o futuro do André. Enquanto os amigos iam passando de ano e construindo uma carreira para o futuro, ele acabou por desistir da escola por uma simples brincadeira.
Adorava ler e jogar matraquilhos, o que era incompativel. Ao início, os matraquillhos eram apenas um divertimento para passar o tempo de intervalo, mas com o passar do tempo o que era um simples divertimento tornou-se num vício. E o André começou a faltar às aulas, a deixar de ler, de estudar, e passou só a pensar nos matraquilhos.
Os amigos tentavam ajudá-lo, mas não servia de muito, pois André não queria saber do que eles diziam.
Enfim, a simples brincadeira de intervalo acabou por arruinar o futuro do André. Enquanto os amigos iam passando de ano e construindo uma carreira para o futuro, ele acabou por desistir da escola por uma simples brincadeira.
quinta-feira, 27 de novembro de 2008
Advocacia Portuguesa

Lina Costa, 42 anos, advogada de uma grande empresa em Lisboa há cerca de quinze anos, vem falar-nos da advocacia portuguesa exercida como trabalhadora por conta de outrem.
- Porque é que quis ser advogada?
Não sei. Foi algo que esteve sempre presente desde o liceu. No início, pensava tirar a licenciatura em direito e seguir até ao Centro de Estudos Judiciários, tendo em vista e Magistratura. Ser juiz era, à data, algo que, embora não totalmente interiorizado, se mostrava uma hipótese de carreira.
- O que a fez desistir da Magistratura?
Quando terminei a licenciatura, optei por fazer o estágio da Ordem dos Advogados e, logo depois, comecei a fazer um estágio profissional na empresa onde ainda hoje trabalho. O exercício da advocacia, nos primeiros tempos como jurista e pouco tempo depois como advogada, foi algo que me agradou desde o início. Não foi uma questão de desistir da Magistratura, foi sim a realização profissional proporcionada pela advocacia que me fez esquecer qualquer outra hipótese.
- Que dificuldades enfrentou após completar a licenciatura?
Desde logo não foi fácil arranjar um patrono e um escritório de advogados onde fazer o estágio. Vim de Santiago do Cacém, tirei o curso em Lisboa e não conhecia ninguém no ramo a quem pudesse recorrer. Ultrapassada esta questão, deparei-me, no fim do estágio, com as dificuldades inerentes ao exercício da advocacia por conta própria, tais como o arrendamento de espaço para estabelecer o escritório e meios económicos de suportar as despesas inerentes, ou o pagamento de renda em qualquer um outro escritório já estabelecido.
- Como começou a actividade profissional?
Enviei o meu currículo para diversas empresas, tendo uma delas respondido que poderia fazer um estágio profissional na área de regimes, que tem a ver com as relações de trabalho, na Direcção de Recursos Humanos. Aí fiquei até hoje, embora tivesse já passado por outras áreas da mesma empresa todas relacionadas com o exercício da advocacia.
- Qual a diferença entre o exercício da advocacia por conta própria e por conta de outrem?
Basicamente nenhuma. Apenas muda a relação com o cliente no sentido de que a liberdade profissional inerente ao exercício da advocacia por conta de outrem, está, em certos casos, inibida por orientações de gestão nem sempre relevantes na advocacia por conta própria.
- Num momento mais difícil, nunca se arrependeu de ter escolhido esta profissão?
Não. Acabam por ser estes os momentos mais interessantes. Por vezes, tornou-se necessário admitir o desconhecimento, a falta, a impossibilidade ou incapacidade de resolução de uma situação, mas também foram estas as ocasiões que, posteriormente, mais facilmente se resolveram.
- Como vê o exercício da advocacia actualmente?
Cada vez mais competitivo, por vezes difícil, mas sempre e igualmente interessante.
Obrigado por ter cooperado nesta entrevista, as suas informações foram bastante úteis para sabermos um pouco mais sobre a advocacia nos tempos actuais.
- Porque é que quis ser advogada?
Não sei. Foi algo que esteve sempre presente desde o liceu. No início, pensava tirar a licenciatura em direito e seguir até ao Centro de Estudos Judiciários, tendo em vista e Magistratura. Ser juiz era, à data, algo que, embora não totalmente interiorizado, se mostrava uma hipótese de carreira.
- O que a fez desistir da Magistratura?
Quando terminei a licenciatura, optei por fazer o estágio da Ordem dos Advogados e, logo depois, comecei a fazer um estágio profissional na empresa onde ainda hoje trabalho. O exercício da advocacia, nos primeiros tempos como jurista e pouco tempo depois como advogada, foi algo que me agradou desde o início. Não foi uma questão de desistir da Magistratura, foi sim a realização profissional proporcionada pela advocacia que me fez esquecer qualquer outra hipótese.
- Que dificuldades enfrentou após completar a licenciatura?
Desde logo não foi fácil arranjar um patrono e um escritório de advogados onde fazer o estágio. Vim de Santiago do Cacém, tirei o curso em Lisboa e não conhecia ninguém no ramo a quem pudesse recorrer. Ultrapassada esta questão, deparei-me, no fim do estágio, com as dificuldades inerentes ao exercício da advocacia por conta própria, tais como o arrendamento de espaço para estabelecer o escritório e meios económicos de suportar as despesas inerentes, ou o pagamento de renda em qualquer um outro escritório já estabelecido.
- Como começou a actividade profissional?
Enviei o meu currículo para diversas empresas, tendo uma delas respondido que poderia fazer um estágio profissional na área de regimes, que tem a ver com as relações de trabalho, na Direcção de Recursos Humanos. Aí fiquei até hoje, embora tivesse já passado por outras áreas da mesma empresa todas relacionadas com o exercício da advocacia.
- Qual a diferença entre o exercício da advocacia por conta própria e por conta de outrem?
Basicamente nenhuma. Apenas muda a relação com o cliente no sentido de que a liberdade profissional inerente ao exercício da advocacia por conta de outrem, está, em certos casos, inibida por orientações de gestão nem sempre relevantes na advocacia por conta própria.
- Num momento mais difícil, nunca se arrependeu de ter escolhido esta profissão?
Não. Acabam por ser estes os momentos mais interessantes. Por vezes, tornou-se necessário admitir o desconhecimento, a falta, a impossibilidade ou incapacidade de resolução de uma situação, mas também foram estas as ocasiões que, posteriormente, mais facilmente se resolveram.
- Como vê o exercício da advocacia actualmente?
Cada vez mais competitivo, por vezes difícil, mas sempre e igualmente interessante.
Obrigado por ter cooperado nesta entrevista, as suas informações foram bastante úteis para sabermos um pouco mais sobre a advocacia nos tempos actuais.
Beatriz Lourenço, 10º C
terça-feira, 25 de novembro de 2008
Charles - A Entrevista

Conheci Charles, no âmbito do projecto ‘’A Hora do Conto’’, proposto pela Biblioteca Municipal Manuel da Fonseca, Santiago do Cacém.
Basta observar como a sua maneira de estar é tão simples, mas ao mesmo tempo, tão artrítica.
Charles Hejnal nasceu a 7 de Abril de 1947, em Lille, França assumiu como profissão a de “Pintor’’.
Joana Nunes – Quando Descobriu a paixão pela pintura?
Basta observar como a sua maneira de estar é tão simples, mas ao mesmo tempo, tão artrítica.
Charles Hejnal nasceu a 7 de Abril de 1947, em Lille, França assumiu como profissão a de “Pintor’’.
Joana Nunes – Quando Descobriu a paixão pela pintura?
Charles Hejnal – Repentinamente aos 22 anos, acordei uma manhã com um desejo de pintar a aguarela (tipo paixão amorosa mesmo) e no mesmo dia fui para Estrasburgo comprar materiais.
J.N. – Para além da Pintura tem mais alguma paixão, qual?
C.H. – Tudo o que tenha a ver com o tempo passado, para mim é fascinante (Paleontologia, Arqueologia). Posso mesmo dizer que sou um apaixonado pelo fenómeno da evolução da vida.
J.N. – Por que decidiu aceitar o convite para participar neste projecto de pintura da sala da ‘’Hora do Conto’’?
C.H. – Primeiro, porque gosto muito das pessoas com que estou a trabalhar na Câmara Municipal; depois, porque é um tipo de pintura para mim, muito mais interessante que pintar um quadro. Neste tipo de pintura, estou a preencher volumes, criando uma ilusão.
J.N. – Para além deste projecto, sabemos que tem participado noutros, nomeadamente projectos relacionados com pintura nas freguesias. Explique-nos um pouco no que consistem e porque os aceitou?
C.H. – É um projecto que pretende dar oportunidade a pessoas de se familiarizarem um pouco com a pintura e que de outra forma nunca a teriam. A Câmara de Santiago tem uma política muito humanista, preocupa-se em dar às pessoas do mundo rural as mesmas coisas que às chamadas “elites”, sendo esse o principal motivo da aceitação de participação no projecto. Partilho das mesmas ideias e acho que se tem que vulgarizar a pintura e as artes. Toda a gente tem que ter as mesmas oportunidades.
J.N. – Como pessoa, o que mais o tem enriquecido ao participar nestes projectos?
C.H. – Principalmente, recebo muita amizade e uma resposta muito positiva das pessoas e são essas pessoas que mais me têm feito sentir em casa. Que não me fazem sentir um estrangeiro.
J.N. – Sabemos que conta com a participação de alguns voluntários no projecto. Gosta de ensinar?
C.H. – Gosto de ensinar tudo o que aprendi em toda a minha vida. Todos os truques, técnicas, segredos e gosto de partilhar todas estas experiências.
J.N. – Tem alguma faixa etária com que goste mais de trabalhar. Qual?
C.H. – Prefiro, acima de tudo, trabalhar com os adolescentes, porque são mais concentrados e têm muito mais vontade de aprender. Os adolescentes preferem aprender a produzir. Os adultos, muitas vezes, não se preocupam em aprender, mas sim em produzir quadros. Também acho que são os adolescentes os futuros pintores, arquitectos, engenheiros…, por isso, devem ser ensinados e despertados para a arte e para a vida.
J.N. – Há alguma coisa que queira acrescentar ao que foi dito?
C.H. – Sim. Quero dizer que tive muita sorte em ter sido integrado nesta sociedade e ter tido o privilégio de puder participar na vida dos portugueses. Participar nas suas angústias, alegrias, preocupações, etc. … Tudo.
J. N. Obrigada pelas suas palavras e também pela arte que possui e que com todos gosta de partilhar!
Joana Nunes - 10º C
J.N. – Para além da Pintura tem mais alguma paixão, qual?
C.H. – Tudo o que tenha a ver com o tempo passado, para mim é fascinante (Paleontologia, Arqueologia). Posso mesmo dizer que sou um apaixonado pelo fenómeno da evolução da vida.
J.N. – Por que decidiu aceitar o convite para participar neste projecto de pintura da sala da ‘’Hora do Conto’’?
C.H. – Primeiro, porque gosto muito das pessoas com que estou a trabalhar na Câmara Municipal; depois, porque é um tipo de pintura para mim, muito mais interessante que pintar um quadro. Neste tipo de pintura, estou a preencher volumes, criando uma ilusão.
J.N. – Para além deste projecto, sabemos que tem participado noutros, nomeadamente projectos relacionados com pintura nas freguesias. Explique-nos um pouco no que consistem e porque os aceitou?
C.H. – É um projecto que pretende dar oportunidade a pessoas de se familiarizarem um pouco com a pintura e que de outra forma nunca a teriam. A Câmara de Santiago tem uma política muito humanista, preocupa-se em dar às pessoas do mundo rural as mesmas coisas que às chamadas “elites”, sendo esse o principal motivo da aceitação de participação no projecto. Partilho das mesmas ideias e acho que se tem que vulgarizar a pintura e as artes. Toda a gente tem que ter as mesmas oportunidades.
J.N. – Como pessoa, o que mais o tem enriquecido ao participar nestes projectos?
C.H. – Principalmente, recebo muita amizade e uma resposta muito positiva das pessoas e são essas pessoas que mais me têm feito sentir em casa. Que não me fazem sentir um estrangeiro.
J.N. – Sabemos que conta com a participação de alguns voluntários no projecto. Gosta de ensinar?
C.H. – Gosto de ensinar tudo o que aprendi em toda a minha vida. Todos os truques, técnicas, segredos e gosto de partilhar todas estas experiências.
J.N. – Tem alguma faixa etária com que goste mais de trabalhar. Qual?
C.H. – Prefiro, acima de tudo, trabalhar com os adolescentes, porque são mais concentrados e têm muito mais vontade de aprender. Os adolescentes preferem aprender a produzir. Os adultos, muitas vezes, não se preocupam em aprender, mas sim em produzir quadros. Também acho que são os adolescentes os futuros pintores, arquitectos, engenheiros…, por isso, devem ser ensinados e despertados para a arte e para a vida.
J.N. – Há alguma coisa que queira acrescentar ao que foi dito?
C.H. – Sim. Quero dizer que tive muita sorte em ter sido integrado nesta sociedade e ter tido o privilégio de puder participar na vida dos portugueses. Participar nas suas angústias, alegrias, preocupações, etc. … Tudo.
J. N. Obrigada pelas suas palavras e também pela arte que possui e que com todos gosta de partilhar!
Joana Nunes - 10º C
quinta-feira, 20 de novembro de 2008
Terramoto Económico

Epicentro – EUA
A depressão dos EUA no sector bancário foi duramente atingido devido à ruína dos accionistas, ao endividamento das famílias fruto do acesso facilitado a créditos e das dificuldades das empresas em liquidarem os empréstimos contraídos, levando à falência deste sector e, consequentemente, de outros dependentes destes. Sendo os EUA uma super potencia a nível mundial a crise “abraça” agora o mundo inteiro. Mas não terá anteriormente a sociedade passado por uma situação semelhante?
È para discutir este tema que entrevisto a D.ª Teresa Pimenta (mediadora imobiliária), com o objectivo de compreender as origens e as dimensões da actual crise e compará-la a outras anteriores semelhantes a esta.
1 - Recorda-se de ouvir falar de uma crise mundial com a dimensão e proporção desta vivida actualmente?
Teresa Pimenta: Igual não! Mas em termos de consequências a de 1929 foi muito semelhante…
2- O que esteve na origem desta actual crise e na de 1929?
T. P: Ambas tiveram origem nos Estados Unidos. A de 1929 teve começo numa especulação bolsista nos EUA. A origem da actual crise também esteve ligada ao sector bancário dos EUA, devido ao facto de este sector ter deixado de ter liquidez para satisfazer os pedidos e honrar os compromissos que tinha. Isto porque as pessoas passaram a viver numa ilusão do que realmente não tinham, devido às tentações do “crédito fácil”. E, depois, surge a dificuldade de pagarem os empréstimos contraídos, e os bancos passam a não ter capital disponível para a liquidação.
3- Acha que as consequências da crise económica de 1929 são semelhantes às consequências que actual crise está a gerar?
T. P: Para já, a crise de 1929 em termos de consequências imediatas foi mais grave. Depois do colapso bolsista, a América foi arrastada para uma profunda depressão económica, atingido nomeadamente o sector bancário, o que provoca a sua falência, dificultando, assim, o financiamento à indústria e, consequentemente, provocando o encerramento destas. As fábricas deixaram de poder comprar matérias-primas e de pagar os salários aos funcionários, sendo obrigados a despedir pessoal ou a encerrar as portas. Ora tal fez disparar o desemprego que, por sua vez, fez diminuir a procura eo consumo. É o que actualmente já se verifica e possivelmente vai se agravar.
4- Como é a que a actual crise económica chega à Europa?
T. P: Primeiro, porque o que acontece nos Estados Unidos também acontece cá! Numa escala diferente… mas acontece. Depois, a globalização da economia americana é tão importante no resto do mundo que acaba por se reflectir directamente ou indirectamente nos outros países.
5- De que forma, actualmente, a crise afecta Portugal e os portugueses?
T. P: Afecta Portugal e os portugueses da mesma forma que afecta os outros países. Por exemplo, no sector bancário já é muito difícil conseguir um empréstimo. Começa-se a verificar que as empresas, tanto a nível nacional, como internacional, estão a dispensar pessoal ou mesmo a encerrar as portas.
6- Acha que poderemos chegar a uma grave falência do sector bancário à semelhança do que aconteceu nos EUA?
T. P: Não! Porque nós estávamos a um “passo a trás”, isto é, acredito que não vamos chegar a uma situação tão grave quanto a dos EUA. Isto porque, desde logo, o nosso governo e a comunidade europeia tomaram consciência do problema que se estava a aproximar e tentaram, desde logo, tomar medidas preventivas, embora não sejam a solução e a garantia de que a crise não se agrave. Pelo menos tentaram, desde logo, diminuir as consequências desde problema! Portanto, acho que não vamos chegar a uma situação tão grave como a dos EUA!
7- Acha que a medida do governo português de injectar directamente capital nos sectores bancários é a solução para a crise?
T. P: Sim, acho que faz todo o sentido, evita-se, pelo menos, que os depositantes sofram perdas, como aconteceu no EUA.
8- Poderá a solução para esta crise ser semelhante à solução de New Deal para a crise de 1929?
T. P: Em algumas coisas pode. Por exemplo uma das medidas de New Deal, na época, foi a construção de obras públicas para gerar mais emprego e a regulamentação das actividades da Banca e da Bolsa. Apesar da realidade actualmente ser diferente acho que a solução também pode passar por aí.
9- A sociedade poderá aprender alguma coisa com esta crise?
T. P: Sim! Esta crise devia sobretudo revolucionar a mentalidade das pessoas. A sociedade andou anos numa ilusão a viver acima das suas capacidades financeiras. Isto devia consciencializar as pessoas que devem resistir ao “crédito fácil” e ao endividamento, porque, depois se por algum motivo, ou de saúde, ou de emprego, as pessoas deixam de poder pagar os empréstimos de casas, de carros podem perder os seus bens, alguns deles essenciais para o seu mínimo de sobrevivência...
10 -Esperamos que ao menos isso! Que se aprenda com os erros. Para futuramente se cometam menos! E esperemos começar a ver o fim a este problema que actualmente nos toca a todos! Obrigada D.ª Teresa pelo tempo que nos disponibilizou para este momento de discussão e de reflexão.
Marlene Silva, 10.ºC; n.º10
Barack Obama vence as eleições Americanas
Durão Barroso e as Eleições para Presidente dos EUAO entrevistado de hoje é Durão Barroso, presidente da Comissão Europeia e homem com experiência política. Entrou para o ramo durante os anos 70, em 2002 chegou a primeiro-ministro de Portugal, dando, dois anos mais tarde, o salto para a Europa. A entrevista vem no âmbito das eleições para presidente do país mais poderoso do Mundo as quais, pela primeira vez, foram ganhas por um negro.
-- Senhor Presidente Durão Barroso, antes das eleições em questão, quem era o seu favorito à vitória? Porquê?
-- Barack Obama talvez... Espero muito deste jovem e para além disso, na minha opinião, os conhecimentos de John McCain são demasiado vastos para alguém que quer comandar os Estados Unidos.
-- Porque escolheria um homem menos experiente?
-- Não tenho quaisquer dúvidas de que Obama é menos experiente mas, ao mesmo tempo, é um visionário e penso que isso é muito importante para facilitar negociações.
--Acha que o novo presidente pode mesmo mudar o rumo dos acontecimentos nos EUA?
-- Sinceramente acho que há situações já irreversiveís mas, porventura, há outras que Obama está a tempo de mudar.
-- Os EUA escolheram Obama. Para si, quem seria o eleito pelo Mundo?
-- As imagens de festejos em todo o Mundo penso que clarificam a resposta. Afinal, não é todos os dias que vemos o Mundo festejar a eleição de um presidente.
-- O presidente russo, Dmitri Medvedev, expressou um desejo de manter boas relações com a administração de Obama. O que pensa sobre estas declarações?
-- Obama sabe o que é melhor para o país e para o Mundo! Obama é um homem de ideias fixas e, tenho a certeza que ele gostaria de ter a seu lado outra potência mundial como é o caso da Rússia. Caso contrário, estaria apenas a comprar mais uma guerra.
-- O povo africano vê, nesta eleição, a esperança. Consegue entender este sentimento?
-- Obviamente. Quer queiramos quer não, o povo africano continua a ser o mais excluído, aquele que, na maioria dos casos, não se encontra nos planos mundiais. Agora, com a eleição de Obama, homem que sabe bem como é viver em Àfrica, este povo vê uma oportunidade de desenvolvimento.
--Teme, de algum modo, a vitória, inédita, de um negro?
-- De modo algum. O mundo está a mudar e este é apenas mais um sinal da globalização.
-- Acha que, a partir de agora, as negociações entre a UE e os EUA podem ser mais fáceis?
-- Como já referi antes, Obama é um homem de ideias fixas. mas vejo-o como uma pessoa mais flexível que George W. Bush.
-- E para si, qual será o impacto dos resultados destas eleições para a Europa?
-- Torna-se muito mais fácil negociar com um homem flexível. mas penso que o impacto será relativo, pois Bush sempre teve um cuidado especial nos acordos com a Europa.
-- Para finalizar, se Bush pudesse voltar a ser Presidente da América, Durão penderia para o lado de Obama ou para o de Bush?
-- Sobre isso não irei pronunciar-me, pois ainda não tive o prazer de negociar com o Barack.
E é assim que Durão Barroso define Obama e o distingue de Bush e McCain. Durão deu-nos, também, uma visão daquilo que pensa ser a opinião do Mundo.
-- Presidente, desejo-lhe boa sorte para daqui em diante e, que faça acordos importantes tanto para a UE como para Portugal.
-- Senhor Presidente Durão Barroso, antes das eleições em questão, quem era o seu favorito à vitória? Porquê?
-- Barack Obama talvez... Espero muito deste jovem e para além disso, na minha opinião, os conhecimentos de John McCain são demasiado vastos para alguém que quer comandar os Estados Unidos.
-- Porque escolheria um homem menos experiente?
-- Não tenho quaisquer dúvidas de que Obama é menos experiente mas, ao mesmo tempo, é um visionário e penso que isso é muito importante para facilitar negociações.
--Acha que o novo presidente pode mesmo mudar o rumo dos acontecimentos nos EUA?
-- Sinceramente acho que há situações já irreversiveís mas, porventura, há outras que Obama está a tempo de mudar.
-- Os EUA escolheram Obama. Para si, quem seria o eleito pelo Mundo?
-- As imagens de festejos em todo o Mundo penso que clarificam a resposta. Afinal, não é todos os dias que vemos o Mundo festejar a eleição de um presidente.
-- O presidente russo, Dmitri Medvedev, expressou um desejo de manter boas relações com a administração de Obama. O que pensa sobre estas declarações?
-- Obama sabe o que é melhor para o país e para o Mundo! Obama é um homem de ideias fixas e, tenho a certeza que ele gostaria de ter a seu lado outra potência mundial como é o caso da Rússia. Caso contrário, estaria apenas a comprar mais uma guerra.
-- O povo africano vê, nesta eleição, a esperança. Consegue entender este sentimento?
-- Obviamente. Quer queiramos quer não, o povo africano continua a ser o mais excluído, aquele que, na maioria dos casos, não se encontra nos planos mundiais. Agora, com a eleição de Obama, homem que sabe bem como é viver em Àfrica, este povo vê uma oportunidade de desenvolvimento.
--Teme, de algum modo, a vitória, inédita, de um negro?
-- De modo algum. O mundo está a mudar e este é apenas mais um sinal da globalização.
-- Acha que, a partir de agora, as negociações entre a UE e os EUA podem ser mais fáceis?
-- Como já referi antes, Obama é um homem de ideias fixas. mas vejo-o como uma pessoa mais flexível que George W. Bush.
-- E para si, qual será o impacto dos resultados destas eleições para a Europa?
-- Torna-se muito mais fácil negociar com um homem flexível. mas penso que o impacto será relativo, pois Bush sempre teve um cuidado especial nos acordos com a Europa.
-- Para finalizar, se Bush pudesse voltar a ser Presidente da América, Durão penderia para o lado de Obama ou para o de Bush?
-- Sobre isso não irei pronunciar-me, pois ainda não tive o prazer de negociar com o Barack.
E é assim que Durão Barroso define Obama e o distingue de Bush e McCain. Durão deu-nos, também, uma visão daquilo que pensa ser a opinião do Mundo.
-- Presidente, desejo-lhe boa sorte para daqui em diante e, que faça acordos importantes tanto para a UE como para Portugal.
Francisco Almeida, 10ºC Nº8
segunda-feira, 17 de novembro de 2008
À conversa com Ana Lurdes Faustino

Decidi entrevistar a minha mãe, Ana Lurdes Calado Faustino, 41 anos, Juiz de Direito que exerce funções no Tribunal de Évora, sobre a sua profissão por achar que é um assunto interessante e que tem a ver com o meu futuro e com o de mais alguns colegas
A entrevista decorreu no quintal da residência da entrevistada e da entrevistadora.
A entrevista decorreu no quintal da residência da entrevistada e da entrevistadora.
· Achou o curso de Direito difícil?
É necessário estudar muitas horas de forma a assimilar os conhecimentos, mas no geral não o achei difícil.
· Quais eram as suas disciplinas favoritas?
Direito da Família e Sucessões, matéria que engloba todas as relações familiares, como o casamento, o divórcio, o poder paternal, a adopção e as partilhas na sequência de divórcio ou morte.
Outra das minhas disciplinas favoritas foi Direito Penal, que é a área que acabei por escolher.
· E as mais chatas ou difíceis?
A mais complicada é História das Instituições ou História do Direito Romano, porque é uma matéria muito teórica, na minha altura era leccionada no 1º ano e pensamos que não vai servir para nada decorar o sistema jurídico português do tempo das Ordenações Afonsinas.
Na prática, e para fazer sentenças no século XXI, é de facto necessário perceber a evolução do ordenamento legislativo desde a sua origem.
·O que é que a levou a escolher esta carreira?
Escolhi esta carreira porque é muito interessante, todos os dias são diferentes e constituem um desafio à capacidade de adaptação e compreensão, jurídica e humana, de quem a exerce.
·Que conselho daria a alguém que fosse agora começar a exercer na sua área?
O sistema de formação dos magistrados é eficaz, uma vez que permite a quem vai começar a exercer essa profissão estar durante vários meses junto de um Juiz com muitos anos de carreira, e apenas assistir a julgamentos, antes de os começar a efectuar.
O principal conselho é ter-se um espírito aberto e capacidade crítica, para poder aprender com a experiência dos outros e formar uma opinião própria sobre aquilo que deve ser feito ou não.
·
Acho que para singrar na profissão de Juiz são necessárias várias capacidades, como por exemplo, a paciência e a determinação.
Mas talvez a qualidade mais importante seja a capacidade de se alhear dos pré-juízos em relação a cada caso e encarar cada ser humano com os defeitos e virtudes que o mesmo tem.
·Acha que a sua profissão é complicada?
Acho que é extremamente complicada, designadamente porque neste momento, em Portugal, existem demasiados processos por cada Juiz e um sistema que assegura garantias que complicam em demasia os processos.
O tempo é sempre insuficiente e é necessário saber encontrar o equilíbrio entre aquilo que se poderia fazer e saberia fazer (e seria perfeito dentro do sistema que já referi) e aquilo que é, de facto, possível fazer, tendo em conta o tempo e os meios à nossa disposição. Isso em termos genéricos.
Caso a caso, e para mim que me especializei na área criminal, existem situações em que não é evidente a responsabilidade do arguido, pelo que a eventual condenação do mesmo implica um estudo aprofundado das circunstâncias daquele caso em concreto – com recurso quer à experiência do julgador, quer a outras áreas de conhecimento, como a psicologia, medicina, economia, sociologia, entre outros.
Quando se condena um arguido, especialmente com pena de prisão, opera-se uma profunda alteração na sua vida, presente e futura, sem que seja possível saber se tal alteração será positiva ou negativa face ao funcionamento do nosso sistema prisional. Essa alteração estende-se à vida das respectivas famílias, ou seja, os pais, os cônjuges e os filhos, com maior incidência sobre os menores. Mas, quando não se condena e não se responsabiliza um arguido pelos actos que praticou, na maior parte dos casos, as consequências nefastas recairão sobre as vítimas e respectivas famílias.
Essencial é que o Juiz consiga alcançar uma solução que tenha em conta as provas produzidas no caso, as regras do direito aplicáveis e também a Justiça enquanto ideal superior e diferente do Direito porque a Justiça não é apenas o conjunto das normas aplicáveis, mas também a manifestação da consciência e valores colectivos e também individuais e, na minha opinião, a consciência de um Juiz deve levá-lo a procurar servir a Justiça e não apenas a produzir sentenças em que o Direito esteja correctamente aplicado.
A profissão de Juiz aparenta ser muito complicada, mas com algum trabalho e dedicação consegue-se exercer. Como todas as profissões tem momentos compensadores e outros menos agradáveis.
Ana Miranda – 10ºC – Nº2
quinta-feira, 30 de outubro de 2008
Leitura
Para muitos a leitura fá-los pensar na vida, dizendo-lhes como devem encarar a vida no futuro, abrindo-lhes portas, horizontes para a imaginação. Muitos livros trazem emoção às pessoas enquanto que outros lhes dão sonolência.Eu identifico-me entre aqueles que vivem a leitura.
Diogo Dias
Diogo Dias
A leitura é uma luz que se acende na nossa vida a qual amplia o nosso conhecimento e as experiências da vida. Ao longo do tempo, essa luz vai-se tornando maior, aumentando a nossa imaginação!Para mim, ler é como um horizonte onde brilha o sol, mesmo quando, na leitura, haja momentos de dor, solidão e angustia. Ler é viver a emoção!
Nuno Martins
Ler é importante... A prática da leitura é uma ponte para o prazer. Ler é uma forma de termos portas abertas, que nos abrem o horizonte da vida. Ler é um desafio, pois solta-nos a imaginação, a emoção.O prazer de ler, de escrever, o prazer de ouvir, o prazer da imaginação...
Abrem-se, então, as janelas do conhecimento!
Ana Silva
Cada página de um livro é uma lição, um mergulhar na imaginação, uma janela aberta para a informação, para a formação pessoal, para a melhoria da expressão e para a solução, muitas vezes, dos problemas da vida.Ler é uma companhia, é um prazer. É encontrar aquela palavra que nos conforta o coração, que nos edifica e melhora enquanto Ser, enquanto Alma.
Marlene Silva
Ler transporta-nos para novos horizontes. Talvez imaginários... Abrem-se janelas de conhecimento e portas para novas maneiras de pensar e para novas emoções. Ler liberta-nos dos problemas, faz-nos sair do escuro da rotina, e dá-nos prazer e asas para voarmos até onde nos levar a nossa imaginação.Há sempre aqueles livros de que nunca vamos esquecer. Deram-nos uma lição de vida e talvez até nos tenham completado.
Beatriz Lourenço
Ao abrir um livro é também uma janela que se abre para o conhecimento, em que descobrimos novos horizontes e onde a imaginação não tem limites. A leitura é como o Sol, dá luz à vida dos leitores. Ao abrir-se uma janela do conhecimento (cada página do livro!) as emoções ficam à flor da pele e entramos no mundo em que aquelas personagens vivem.
Patrícia Santos
A leitura, para mim, é como uma rajada de vento, abre as portas do conhecimento e as janelas da sabedoria. Um leitor é um amigo do saber, uma pessoa mais culta, mais esculpida. A leitura é como um Sol para muitas almas. Ao abrirmos um livro, estamos a construir uma ponte para aquilo que procuramos. Ler é sinónimo de prazer e é algo indispensável para uma pessoa que procura ser completa.
Francisco Almeida
A leitura, para mim, é como uma rajada de vento, abre as portas do conhecimento e as janelas da sabedoria. Um leitor é um amigo do saber, uma pessoa mais culta, mais esculpida. A leitura é como um Sol para muitas almas. Ao abrirmos um livro, estamos a construir uma ponte para aquilo que procuramos. Ler é sinónimo de prazer e é algo indispensável para uma pessoa que procura ser completa.
Francisco Almeida
Cada pessoa tem uma forma única de ver a leitura. Para alguns, os livros são apenas um monte de folhas escritas vindas da imaginação de alguém. Para outros, a leitura é algo que nos abre horizontes e perspectivas. Ler leva-nos a imaginar as situações que transparecem em cada página lida.De qualquer maneira, acho que ler é importante para entendermos melhor algumas situações e alargarmos a nossa imaginação e conhecimento.
Ana Sobral
Para mim, a leitura é uma forma de libertar emoções. Dá-me um enorme prazer ler livros românticos...Passei a tarde a ler sofregamente um dos meus livros preferidos. Sim, porque ler dá asas à minha imaginação, faz-me pensar em certos problemas da vida.
Ler ajuda-me a reflectir em mim e nos outros.
Patrícia Pereira
Ler um livro é uma grande emoção. Só de imaginarmos como vai ser o final, isso já é um desafio que nos abre portas e janelas para conhecermos novos mundos e situações a que a nossa vida nos pode levar. Ler é o Sol que nos ilumina os problemas da vida; passamos da confusão à clareza, para amar ou para odiar.
Milton Matos
A leitura abre portas à nossa imaginação.Os livros estão cheios de sonhos, de prazer, de emoção, de amor, de ódio, de saudade e até mesmo de informação.
Ler um livro é preencher-me...
Patrícia Marques
A leitura permite-me alargar os meus horizontes, sonhar com diferentes locais, diferentes pessoas, diferentes histórias e diferentes situações.Quando me sinto triste, procuro o meu refúgio na leitura na esperança de encontrar nela algo que me ajude ou apenas me conforte...
Para mim, ler é viver!
Ana Laura Miranda
Ana Laura Miranda
Ao ler, conhecem-se novos mundos: mundos belos, mundos feios, mundos aventureiros, mundos aborrecidos, mundos parados, mundos agitados...
De qualquer modo, o prazer, em cada viagem, é enorme.
Beatriz Madeira
Beatriz Madeira
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
O Significado de uma Imagem
As mãos sugerem um compromisso, algo justo e consensual para ambas as partes, tal como um contrato o deve ser. Mas um contrato não pode ser apenas um conjunto de condições escritas num papel, prontas a serem impostas a alguém. Tem de haver respeito e confiança entre as partes que estabelecem o acordo; tem de haver confiança entre as mãos, ou seja, entre ambas as partes, duas mãos que se comprometem.
A relação estabelecida entre o contratante e o contraente não pode ser uma relação, na qual o primeiro tem absoluto poder sobre o segundo, situação que, muitas vezes, leva a abusos por parte do mais poderoso.
A disposição das mãos parece demonstrar uma entreajuda, uma das coisas que contribuem para que este tipo de acordo tenha bons resultados. A ideia de que estão como que a desenhar-se mutuamente faz-nos lembrar que a pessoa ou pessoas com que fazemos contratos nos podem ajudar a tornarmo-nos melhores, quer na nossa função profissional, quer como pessoas. Enquanto se desenham, as mãos vão-se completando. Nós podemos fazer o mesmo em relação ao outro, vamo-nos desenhando, construindo e ajudando o outro na construção de si próprio.
Há certas alturas na vida em que é necessário fazer acordos e/ou contratos com outras pessoas ou entidades. A nossa maior preocupação deve ser a honrar o compromisso assumido para que corra bem, seja justo e nos ajude a melhorar.
Que as mãos se encontrem e celebrem um verdadeiro compromisso!
Ana Sobral - 10ºC nº3
A relação estabelecida entre o contratante e o contraente não pode ser uma relação, na qual o primeiro tem absoluto poder sobre o segundo, situação que, muitas vezes, leva a abusos por parte do mais poderoso.
A disposição das mãos parece demonstrar uma entreajuda, uma das coisas que contribuem para que este tipo de acordo tenha bons resultados. A ideia de que estão como que a desenhar-se mutuamente faz-nos lembrar que a pessoa ou pessoas com que fazemos contratos nos podem ajudar a tornarmo-nos melhores, quer na nossa função profissional, quer como pessoas. Enquanto se desenham, as mãos vão-se completando. Nós podemos fazer o mesmo em relação ao outro, vamo-nos desenhando, construindo e ajudando o outro na construção de si próprio.
Há certas alturas na vida em que é necessário fazer acordos e/ou contratos com outras pessoas ou entidades. A nossa maior preocupação deve ser a honrar o compromisso assumido para que corra bem, seja justo e nos ajude a melhorar.
Que as mãos se encontrem e celebrem um verdadeiro compromisso!
Ana Sobral - 10ºC nº3
Duas mãos! Mãos que se desenham simultaneamente... Desenham as mesmas linhas,desenham os mesmos traços... Desenham-se uma à outra! A imagem mostra-nos duas mãos que se desenham entre si. Tal como o "contrato" poderá ser uma representação da relação de interdependência dos outorgantes, estas mãos aqui representam esse compromisso. A imagem representa mãos em contrato. Estabelece-se um compromisso mútuo entre dois ou mais indivíduos ou entidades. Estas mãos estão a estabelecer também um contrato entre si, ao procurar desenhar-se mutuamente. As primeiras fases do contrato são as primeiras linhas a serem desenhadas...Linha após linha, frase após frase! Compromisso e mais compromisso! O contrato vai-se formando, ao desenharem-se as mãos. Princípio do desenho, princípio do contrato... Fim do desenho, fim do contrato...Por vezes, ao estabelecer-se um contrato há uma das partes que não cumpre o estabelecido, logo uma das mãos é apagada do desenho. Assim, o contrato acaba e apagam-se as mãos do desenho! Apaga-se o desenho, acaba o estabelecido no contrato!
Outras vezes, isso não acontece. O contrato vai para a frente, o desenho vai andando... Quando ambas as partes cumprem o estabelecido, as mãos unem-se e acabam o desenho. Contrato puxa contrato, desenho puxa desenho! As mesmas ou outras mãos viram estabelecer mais contratos, virão desenhar-se novamente!
Ana Silva - 10ºC; n.º1
Compromisso
Num contrato, existem dois outorgantes e, é esse o principal ponto comum entre um contrato e o “Desenhar” de M. C. Esher. No desenho, encontram-se duas mãos a desenharem-se uma à outra, ou seja, se uma delas não existisse, a outra nunca teria sido desenhada. O mesmo se passa com um contracto. À excepção do contrato unilateral, os dois outorgantes são obrigados a cumprir todos os termos do contrato e, no caso de um deles não cumprir, o outro fica automaticamente ilibado de ter que o fazer.
Há, para além desta, outra semelhança entre um contrato e a imagem, a perfeição de ambos. No desenho, tudo se representa ao pormenor, não há falhas, o mesmo acontece com a tipológia do contrato, onde não há margem para erros.
Podemos encontrar dezenas de semelhanças entre um contrato e a imagem, basta utilizar-mos uma pitada de imaginação e um pouco de paciência, mas, para mim, a principal semelhança baseia-se na união que há entre dois outorgantes e as mãos que Escher desenhou.
Francisco Almeida 10ºC; nº 8
Há, para além desta, outra semelhança entre um contrato e a imagem, a perfeição de ambos. No desenho, tudo se representa ao pormenor, não há falhas, o mesmo acontece com a tipológia do contrato, onde não há margem para erros.
Podemos encontrar dezenas de semelhanças entre um contrato e a imagem, basta utilizar-mos uma pitada de imaginação e um pouco de paciência, mas, para mim, a principal semelhança baseia-se na união que há entre dois outorgantes e as mãos que Escher desenhou.
Francisco Almeida 10ºC; nº 8
Assim que nascemos iniciamos o nosso próprio compromisso com a vida. À medida que crescemos esses compromissos tornam-se mais sérios, com os nossos pais, com os nossos amigos, com a nossa escola, enfim, com todos os que nos rodeiam. Os pais têm um papel muito importante na nossa vida. Eles têm como obrigação educar-nos, ajudar-nos a ultrapassar os problemas, mas principalmente guiar-nos pelos melhores caminhos. Em contrapartida, nós comprometemo-nos a respeitá-los e a ajudá-los sempre que necessário. O nosso dever para com os nossos amigos é ajudá-los, escutá-los e acima de tudo, apoiá-los nos momentos mais difíceis das suas vidas. Mas ao mesmo tempo também é bom termos um ombro amigo em quem confiar, alguém com quem possamos partilhar as nossas alegrias e também as nossas tristezas. Quando entramos na fase escolar, os professores comprometem-se a ensinar-nos muitas coisas novas e nós temos como obrigação aplicarmo-nos e assimilar todos esses novos conhecimentos. Assim, existir um compromisso é preciso haver duas partes, portanto, eu tenho um compromisso permanente com a vida. Apenas trabalhando e respeitando os outros é que podemos esperar sucessos e alegrias. Assim, acontece com as nossas mãos - elas ajudam-se, amparam-se, procuram-se e comprometem-se.
Patrícia Pereira 10º C ; N.º13
domingo, 26 de outubro de 2008
Este desejo sustenta um desconhecido sentimento, sedento de amar, que implora por um toque e por uma presença contínua.
Cada palavra, cada cruzar de olhares suporta uma fervorosa vontade de continuar, um devoto ânimo para dar continuidade à criação de um cativeiro de borboletas, algures dentro do corpo que tantas e tantas vezes faz de protagonista, de cada vez que a minha mente baila pela noite dentro amarrada ao desejo, ao tal desejo que ambiciona o que até agora não consigo segurar e unir a meu ser.
Por enquanto viverei como Cinderela, presa a uma utopia temporária que conhecerá o seu fim quando o tempo teimar em passar, e aí a severa realidade voltará a apoderar-se da minha alma. Sempre foi assim. É uma ligação oculta aos olhos de quem não a imagina.
Rita Sousa, 11ºA
Cada palavra, cada cruzar de olhares suporta uma fervorosa vontade de continuar, um devoto ânimo para dar continuidade à criação de um cativeiro de borboletas, algures dentro do corpo que tantas e tantas vezes faz de protagonista, de cada vez que a minha mente baila pela noite dentro amarrada ao desejo, ao tal desejo que ambiciona o que até agora não consigo segurar e unir a meu ser.
Por enquanto viverei como Cinderela, presa a uma utopia temporária que conhecerá o seu fim quando o tempo teimar em passar, e aí a severa realidade voltará a apoderar-se da minha alma. Sempre foi assim. É uma ligação oculta aos olhos de quem não a imagina.
Rita Sousa, 11ºA
segunda-feira, 20 de outubro de 2008
Dia Mundial do Abraço na Escola Secundária de Manuel da Fonseca

Será comemorado esta semana por parte de toda a comunidade de Escola Secundária Manuel da Fonseca (ESMF) o Dia Mundial do Abraço. Entre algumas das actividades estão debates sobre a importância das demonstrações de afecto.
Para que este dia seja mais significativamente marcado, realizar-se-ão na ESMF várias actividades, entre as quais se salientam debates sobre a importância das demonstrações de afecto e exposições que demonstram a realidade de carência psicológica e afectiva em que muitas pessoas vivem.
Por vezes, um simples abraço pode servir de alívio ao sofrimento de várias pessoas. A comemoração deste dia por parte de professores, alunos e funcionários desta escola tem como principal finalidade mostrar a todas as pessoas o quão importante é demonstrarmos os nossos sentimentos, especialmente aqueles que possam contribuir para a felicidade e segurança dos outros.
Por isso, durante a próxima semana, aproveite a vida, esqueça as mágoas e abrace muito!
Ana Sobral -10ºC - nº3
quarta-feira, 15 de outubro de 2008
Desapareceram duas Pombas Azuis
Duas raparigas, pertencentes ao grupo de dança moderna Pombas Azuis, desapareceram, ontem, na aldeia de Vale dos Cavalos.
Alexandra Josefina Matos dos Santos, com 14 anos e Frederica Gertrudes Canhão Livreiro, com 17 anos, vizinhas e companheiras do grupo de dança moderna da sua aldeia desapareceram ontem, dia 12 de Outubro de 2008, sem deixar rasto.
As duas amigas estavam a caminho de casa, depois dum treino, mas não chegaram ao destino. As últimas pessoas a vê-las foram os seus colegas e a treinadora do grupo, que afirmaram que as raparigas se encontravam um pouco estranhas e ansiosas por ir para casa.
Suspeita-se que Alexandra e Frederica apanharam boleia, à saída do ginásio onde treinavam. Não se sabe se as amigas foram raptadas ou se foram de livre vontade.
Anabela, mãe de Frederica, diz não acreditar que a filha possa ter fugido de casa.
O desaparecimento foi comunicado às autoridades locais, que se ocuparam imediatamente do caso.
As famílias das duas raparigas estão muito preocupadas e dizem fazer tudo o que estiver ao seu alcance para as ter de volta.
Ana Miranda, 10ºC
Alexandra Josefina Matos dos Santos, com 14 anos e Frederica Gertrudes Canhão Livreiro, com 17 anos, vizinhas e companheiras do grupo de dança moderna da sua aldeia desapareceram ontem, dia 12 de Outubro de 2008, sem deixar rasto.
As duas amigas estavam a caminho de casa, depois dum treino, mas não chegaram ao destino. As últimas pessoas a vê-las foram os seus colegas e a treinadora do grupo, que afirmaram que as raparigas se encontravam um pouco estranhas e ansiosas por ir para casa.
Suspeita-se que Alexandra e Frederica apanharam boleia, à saída do ginásio onde treinavam. Não se sabe se as amigas foram raptadas ou se foram de livre vontade.
Anabela, mãe de Frederica, diz não acreditar que a filha possa ter fugido de casa.
O desaparecimento foi comunicado às autoridades locais, que se ocuparam imediatamente do caso.
As famílias das duas raparigas estão muito preocupadas e dizem fazer tudo o que estiver ao seu alcance para as ter de volta.
Ana Miranda, 10ºC
Exposição "A Porta da Verdade"

Já abriu "A Porta da Verdade"
Museu Municipal de Santiago do Cacém inaugurou exposição na presença do Primeiro-ministro. A exposição tem o nome de “A Porta da Verdade” e está a ter muito sucesso.
O Museu Municipal de Santiago do Cacém inaugurou, na passada terça-feira a exposição “A porta da Verdade”. Na inauguração, esteve presente o Primeiro-ministro, José Sócrates.
Na exposição, é contada a história da cidade, desde a descoberta das Ruínas de Miróbriga até aos dias de hoje, através de fotografias e textos da altura.
A exposição está a suscitar grande curiosidade, não só aos habitantes da cidade, mas também às pessoas que se deslocaram até Santiago do Cacém para visitar a exposição.
Desde a inauguração, esta exposição já foi vista por mais de duas mil pessoas, numa semana. A organização da exposição e o Museu Municipal de Santiago do Cacém confessam que não estavam à espera de tanta adesão por parte da população. A organização da exposição refere ainda que tem recebido muitos comentários positivos por parte dos turistas que não resistem aos encantos do Museu.
Patrícia Santos - 10ºC - n.º14
Museu Municipal de Santiago do Cacém inaugurou exposição na presença do Primeiro-ministro. A exposição tem o nome de “A Porta da Verdade” e está a ter muito sucesso.
O Museu Municipal de Santiago do Cacém inaugurou, na passada terça-feira a exposição “A porta da Verdade”. Na inauguração, esteve presente o Primeiro-ministro, José Sócrates.
Na exposição, é contada a história da cidade, desde a descoberta das Ruínas de Miróbriga até aos dias de hoje, através de fotografias e textos da altura.
A exposição está a suscitar grande curiosidade, não só aos habitantes da cidade, mas também às pessoas que se deslocaram até Santiago do Cacém para visitar a exposição.
Desde a inauguração, esta exposição já foi vista por mais de duas mil pessoas, numa semana. A organização da exposição e o Museu Municipal de Santiago do Cacém confessam que não estavam à espera de tanta adesão por parte da população. A organização da exposição refere ainda que tem recebido muitos comentários positivos por parte dos turistas que não resistem aos encantos do Museu.
Patrícia Santos - 10ºC - n.º14
Duas Pombas Azuis

Desapareceram duas Pombas Azuis
Ontem, em Figos do Meio, desapareceram duas Pombas Azuis da estátua do Eng.º Maximiano Farricoco que se encontra na praça principal da vila. Os inspectores da Polícia Judiciária (PJ) já estão a investigar o caso.
Pelas 20h30, decorria o concerto dos Cabeças de Alho-Chôcho no X Rock in Figos, quando Palmira e Jeremias Turbilhão deram pelo desaparecimento de duas das cinco preciosas Pombas Azuis da estátua do fundador da vila. O casal fazia a sua caminhada habitual, após o jantar quando viram que faltavam duas pombas nas mãos da estátua do Eng.º Maximiano Farricoco: “Ficámos espantados! Nunca na nossa vila houve um roubo. Fomos logo à Polícia dar o alerta. É uma falta de respeito para com o Senhor Engenheiro! Um homem que fez tanto por esta terra!”, afirmou Palmira Turbilhão indignada.
A estátua foi feita em homenagem a este homem que fundou a vila no meio de um figueiral, poiso preferido das pombas azuis características da região e já em vias de extinção. O Eng.º Maximiano Farricoco tinha uma grande colecção de pombas e decidiu construir uma vila para alojar a sua enorme família. Quando morreu por auto-atropelamento há 5 anos, as suas pombas, maioritariamente azuis, morreram de desgosto.
O inspector da PJ, Zeferino Gordo afirma que “foi um acto de vandalismo.” Os principais suspeitos são os membros do Gang Mitra, que têm vandalizado várias estátuas da região.
Beatriz Madeira-10ºC- nº5
Ontem, em Figos do Meio, desapareceram duas Pombas Azuis da estátua do Eng.º Maximiano Farricoco que se encontra na praça principal da vila. Os inspectores da Polícia Judiciária (PJ) já estão a investigar o caso.
Pelas 20h30, decorria o concerto dos Cabeças de Alho-Chôcho no X Rock in Figos, quando Palmira e Jeremias Turbilhão deram pelo desaparecimento de duas das cinco preciosas Pombas Azuis da estátua do fundador da vila. O casal fazia a sua caminhada habitual, após o jantar quando viram que faltavam duas pombas nas mãos da estátua do Eng.º Maximiano Farricoco: “Ficámos espantados! Nunca na nossa vila houve um roubo. Fomos logo à Polícia dar o alerta. É uma falta de respeito para com o Senhor Engenheiro! Um homem que fez tanto por esta terra!”, afirmou Palmira Turbilhão indignada.
A estátua foi feita em homenagem a este homem que fundou a vila no meio de um figueiral, poiso preferido das pombas azuis características da região e já em vias de extinção. O Eng.º Maximiano Farricoco tinha uma grande colecção de pombas e decidiu construir uma vila para alojar a sua enorme família. Quando morreu por auto-atropelamento há 5 anos, as suas pombas, maioritariamente azuis, morreram de desgosto.
O inspector da PJ, Zeferino Gordo afirma que “foi um acto de vandalismo.” Os principais suspeitos são os membros do Gang Mitra, que têm vandalizado várias estátuas da região.
Beatriz Madeira-10ºC- nº5
Búzio Dourado

Búzio Dourado encontrado na praia de Sines
Ontem, dia 10 de Outubro, foi encontrado por um vagabundo, um búzio dourado junto a um dos muitos bares da cidade Alentejana, Sines. O vagabundo dormia descansado quando o búzio veio ter consigo e o acordou.
Após aturados estudos, chegou-se à conclusão de que este búzio tem ligações ao povo Inca, que passou pela ilha de Atlântida dias antes desta ficar submersa. O búzio apresenta algumas falhas na cor, pois deve ter sido pintado há largos milhões de anos. O vagabundo que o encontrou diz que, enquanto dormia, sentia o mar a aproximar-se dele. Inicialmente pensou que era a maré a subir, mas acabou por se aperceber de que, afinal era um tesouro desaparecido que estava ali, junto da sua orelha. O búzio será agora transportado para Lisboa e considerado tesouro Nacional Mas será possível que um tesouro com milhões de anos possa ser considerado português? O Governo já reagiu a esta pergunta pertinente de muitos portugueses, dizendo que Portugal é um dos países mais antigos do Mundo e que nenhum dos outros países mundiais tem mais direito a este tesouro do que Portugal, país onde ele foi encontrado. O Governo adquiriu os direitos do búzio ao vagabundo por 3 mil milhões de euros e não permitiu à imprensa ter accesso à imagem da relíquia. Apenas através de uma recriação informática foi possível obter uma imagem virtual do búzio.
Francisco Almeida -10ºC - Nº8
Ontem, dia 10 de Outubro, foi encontrado por um vagabundo, um búzio dourado junto a um dos muitos bares da cidade Alentejana, Sines. O vagabundo dormia descansado quando o búzio veio ter consigo e o acordou.
Após aturados estudos, chegou-se à conclusão de que este búzio tem ligações ao povo Inca, que passou pela ilha de Atlântida dias antes desta ficar submersa. O búzio apresenta algumas falhas na cor, pois deve ter sido pintado há largos milhões de anos. O vagabundo que o encontrou diz que, enquanto dormia, sentia o mar a aproximar-se dele. Inicialmente pensou que era a maré a subir, mas acabou por se aperceber de que, afinal era um tesouro desaparecido que estava ali, junto da sua orelha. O búzio será agora transportado para Lisboa e considerado tesouro Nacional Mas será possível que um tesouro com milhões de anos possa ser considerado português? O Governo já reagiu a esta pergunta pertinente de muitos portugueses, dizendo que Portugal é um dos países mais antigos do Mundo e que nenhum dos outros países mundiais tem mais direito a este tesouro do que Portugal, país onde ele foi encontrado. O Governo adquiriu os direitos do búzio ao vagabundo por 3 mil milhões de euros e não permitiu à imprensa ter accesso à imagem da relíquia. Apenas através de uma recriação informática foi possível obter uma imagem virtual do búzio.
Francisco Almeida -10ºC - Nº8
Paragem de Emergência

Navio errante atraca no cais do amor
Na semana passada, um navio português com destino a Nova Zelândia embateu num iceberg quando se encontrava a meio do destino e viu-se obrigado a parar de forma a reparar o grave rasgão no seu casco.
Este navio perdeu todas as ligações via satélite e via rádio, vindo mesmo a pensar-se que se teria afundado. Numa tentativa de se descobrir o que se teria passado com o navio que transportava cinco mil pessoas, partiu de Lisboa um barco da polícia marítima com meios de salvamento para solucionar qualquer tipo de problema.
Na ilha onde o navio atracou, toda a tripulação e todos os ocupantes saíram para ver os estragos causados pelo iceberg, os quais eram gravíssimos, de tal forma que todos entraram em pânico, fazendo ouvir-se frases como: “Que iremos fazer da nosso vida?”; “Eu tenho coisas importantíssimas para resolver, não posso ficar aqui nesta ilha!” A certa altura as perguntas começaram a dirigirem-se a outros assuntos: “Será que isto é um paraíso?” pois aquela era a ilha mais magnífica e linda que já alguma vez tinham visto nas suas vidas.
Presos naquela ilha, os ocupantes começaram a tratar de construir abrigos e a formar as suas famílias ali mesmo naquela perfeita ilha do amor.
Finalmente, quando foram encontrados pela polícia marítima, toda a tripulação e todos os ocupantes encontravam-se numa euforia sem explicação e gritavam: “Estamos atracados no cais do amor”, considerando aquela viagem uma das melhores das suas vidas.
Em alguns relatos de pessoas que viveram esta historia, vários foram aquelas que admitiram, finalmente, terem conhecimento do que é realmente importante na suas vidas e, a partir daquela experiência, perceberam o valor do amor, do afecto e do carinho, sentimentos que não se podem compensar nem pagar de maneira alguma, pois, hoje em dia, as pessoas ignoram os verdadeiros sentimentos, os quais não têm preço. Foi uma verdadeira aventura exterior e interior!
Marlene Silva n.º10-10.ºC
Na semana passada, um navio português com destino a Nova Zelândia embateu num iceberg quando se encontrava a meio do destino e viu-se obrigado a parar de forma a reparar o grave rasgão no seu casco.
Este navio perdeu todas as ligações via satélite e via rádio, vindo mesmo a pensar-se que se teria afundado. Numa tentativa de se descobrir o que se teria passado com o navio que transportava cinco mil pessoas, partiu de Lisboa um barco da polícia marítima com meios de salvamento para solucionar qualquer tipo de problema.
Na ilha onde o navio atracou, toda a tripulação e todos os ocupantes saíram para ver os estragos causados pelo iceberg, os quais eram gravíssimos, de tal forma que todos entraram em pânico, fazendo ouvir-se frases como: “Que iremos fazer da nosso vida?”; “Eu tenho coisas importantíssimas para resolver, não posso ficar aqui nesta ilha!” A certa altura as perguntas começaram a dirigirem-se a outros assuntos: “Será que isto é um paraíso?” pois aquela era a ilha mais magnífica e linda que já alguma vez tinham visto nas suas vidas.
Presos naquela ilha, os ocupantes começaram a tratar de construir abrigos e a formar as suas famílias ali mesmo naquela perfeita ilha do amor.
Finalmente, quando foram encontrados pela polícia marítima, toda a tripulação e todos os ocupantes encontravam-se numa euforia sem explicação e gritavam: “Estamos atracados no cais do amor”, considerando aquela viagem uma das melhores das suas vidas.
Em alguns relatos de pessoas que viveram esta historia, vários foram aquelas que admitiram, finalmente, terem conhecimento do que é realmente importante na suas vidas e, a partir daquela experiência, perceberam o valor do amor, do afecto e do carinho, sentimentos que não se podem compensar nem pagar de maneira alguma, pois, hoje em dia, as pessoas ignoram os verdadeiros sentimentos, os quais não têm preço. Foi uma verdadeira aventura exterior e interior!
Marlene Silva n.º10-10.ºC
Pombas Azuis tomaram asas

Desapareceram duas Pombas Azuis
Duas raparigas, pertencentes ao grupo de dança moderna Pombas Azuis, desapareceram, ontem, na aldeia de Vale dos Cavalos.
Alexandra Josefina Matos dos Santos, com 14 anos e Frederica Gertrudes Canhão Livreiro, com 17 anos, vizinhas e companheiras do grupo de dança moderna da sua aldeia desapareceram ontem, dia 12 de Outubro de 2008, sem deixar rasto.
As duas amigas estavam a caminho de casa, depois dum treino, mas não chegaram ao destino. As últimas pessoas a vê-las foram os seus colegas e a treinadora do grupo, que afirmaram que as raparigas que se encontravam um pouco estranhas e ansiosas por ir para casa.
Suspeita-se que Alexandra e Frederica apanharam boleia, á saída do ginásio onde treinavam. Não se sabe se as amigas foram raptadas ou se foram de livre vontade.
Anabela, mãe de Frederica, diz não acreditar que a filha possa ter fugido de casa.
O desaparecimento foi comunicado às autoridades locais, que se ocuparam imediatamente do caso.
As famílias das duas raparigas estão muito preocupadas e dizem fazer tudo o que estiver ao seu alcance para as ter de volta.
Se tiver alguma informação sobre estas duas adolescentes agradecíamos que contactasse a nossa produção.
Ana Miranda - 10ºC- nº2
Duas raparigas, pertencentes ao grupo de dança moderna Pombas Azuis, desapareceram, ontem, na aldeia de Vale dos Cavalos.
Alexandra Josefina Matos dos Santos, com 14 anos e Frederica Gertrudes Canhão Livreiro, com 17 anos, vizinhas e companheiras do grupo de dança moderna da sua aldeia desapareceram ontem, dia 12 de Outubro de 2008, sem deixar rasto.
As duas amigas estavam a caminho de casa, depois dum treino, mas não chegaram ao destino. As últimas pessoas a vê-las foram os seus colegas e a treinadora do grupo, que afirmaram que as raparigas que se encontravam um pouco estranhas e ansiosas por ir para casa.
Suspeita-se que Alexandra e Frederica apanharam boleia, á saída do ginásio onde treinavam. Não se sabe se as amigas foram raptadas ou se foram de livre vontade.
Anabela, mãe de Frederica, diz não acreditar que a filha possa ter fugido de casa.
O desaparecimento foi comunicado às autoridades locais, que se ocuparam imediatamente do caso.
As famílias das duas raparigas estão muito preocupadas e dizem fazer tudo o que estiver ao seu alcance para as ter de volta.
Se tiver alguma informação sobre estas duas adolescentes agradecíamos que contactasse a nossa produção.
Ana Miranda - 10ºC- nº2
Concerto em Cerromaior
1 de OutubroConcerto da passarada em Cerromaior
Comemoração do Dia Mundial da Música
Para comemorar o Dia Mundial da Música, ontem, em Cerromaior, realizou-se um grande concerto com as bandas “Águias Furiosas”, “Falcões Selvagens”, “Pintassilgos Azuis”, “Andorinhas Negras” e a cantora Rute Pombinha.
O grande concerto de ontem começou com o espectáculo de Rute Pombinha onde se ouviram grandes clássicos como “ A minha pombinha castanha” e “Eu e tu, meu passarinho”, Rute Pombinha cantou sempre no seu estilo clássico, o fado, musica tradicional portuguesa que não podia faltar no Dia Mundial da Música. Este espectáculo prolongou-se por 75 minutos e iniciou uma grande noite de música em Cerromaior. O concerto continuou com o espectáculo da banda “Pintassilgos Azuis”, uma banda de música pimba que trouxe a Cerromaior músicas como “Anda cá passarinho” e “o Meu pintassilgo azul”, o maior sucesso desta banda que durante 60 minutos contagiou o público com a sua alegria e entretenimento. Seguiu-se, de imediato, a banda “Andorinhas Negras”, cantando música pop, onde se destacaram os trechos “ Oh, oh meu passarão, anda cá” e “ Eu, uma andorinha negra”, o maior sucesso da banda que durante 55 minutos começou a ver ir embora os mais velhos e a aparecerem os mais jovens a prepararem-se para o que ainda aí vinha. Vieram os “Falcões Selvagens” com a sua música hip hop que levaram a multidão ao delírio durante 90 minutos com especial atenção para as músicas “Falcão Selvagem aqui e ali” e “Pára tudo, a passarada vai aí”. O melhor ficou mesmo reservado para o fim: a banda de rock e de neo metal “Águias Furiosas” que cantaram e encantaram a multidão já que foi a primeira vez que estes grupos vieram a Cerromaior. Foi o espectáculo com um número mais elevado de pessoas. Foram cerca de 100000, a ouvir e a cantar músicas como “ Pássaro por 1 dia” e “Vamos arrasar, águia”. Assim, este grande concerto chegou ao fim, mas não fiquem tristes porque para o ano há mais.
Milton Matos- 10ºC -nº11
terça-feira, 30 de setembro de 2008
Tadeu
Pelo aspecto, vê-se que o Tadeu é um sem-abrigo que luta, diariamente, para sobreviver nas ruas de uma cidade, onde dorme ao relento, talvez em cima de um cartão, passando frio durante a noite.
Para encontrar comida tem que procurar no lixo das pessoas que vivem perto dele, ou então dirigir-se à “Sopa dos Pobres”, isto é, se a houver.
Pelo aspecto sujo e pobre, vê-se que não tem quem o ajude e usa, por isso, um guarda-chuva para se proteger do vento, da chuva ou mesmo de pessoas que lhe queiram fazer mal.
Ao olhar para a imagem parece que o Tadeu me está a olhar e a pedir ajuda e é isso mesmo que eu percebo através do seu olhar: uma réstia de esperança e um grito de ajuda.
Talvez se o Tadeu tivesse tido alguém que o ajudasse quando estava a cair, não estivesse nesta situação. Mas… Isto é só um “se”…
Ana Laura Miranda, 10º C
domingo, 28 de setembro de 2008
Homem
Sentado na esquina da rua, estava um homem velho, com as suas rugas características da idade e as suas longas barbas brancas.
Era um dia de Inverno. Estava frio e tinha acabado de chover. O homem vestia uma gabardina por cima de uma camisa escura. Agarrava com as suas mãos um guarda-chuva aberto. Tinha um ar abalado, triste. Os seus olhos castanhos estavam espantados. Não tinha ar de ser um sem-abrigo, pois as suas roupas estavam em bom estado. Mas tinha um ar de quem sofreu muito na vida e estava a sofrer naquele momento. O seu longo cabelo grisalho esvoaçava com o vento, tal e qual como as suas esperanças.
Pobre homem, devia precisar de muita ajuda, talvez um ombro amigo. O seu olhar implorava. As pessoas passavam e ignoravam. Deve ser a pior sensação do mundo, a de se sentir ignorado, a de se sentir desnecessário.
Beatriz Madeira - 10ºC
Era um dia de Inverno. Estava frio e tinha acabado de chover. O homem vestia uma gabardina por cima de uma camisa escura. Agarrava com as suas mãos um guarda-chuva aberto. Tinha um ar abalado, triste. Os seus olhos castanhos estavam espantados. Não tinha ar de ser um sem-abrigo, pois as suas roupas estavam em bom estado. Mas tinha um ar de quem sofreu muito na vida e estava a sofrer naquele momento. O seu longo cabelo grisalho esvoaçava com o vento, tal e qual como as suas esperanças.
Pobre homem, devia precisar de muita ajuda, talvez um ombro amigo. O seu olhar implorava. As pessoas passavam e ignoravam. Deve ser a pior sensação do mundo, a de se sentir ignorado, a de se sentir desnecessário.
Beatriz Madeira - 10ºC
Solidão
Era um homem velho, sozinho, ao relento nos subúrbios de uma grande cidade. Tinha um aspecto descuidado e sujo. Sem emprego e sem ninguém, vê apenas as horas a passar, esperando por um novo dia.As pessoas passam, olham-no de lado, pois é apenas um pobre vagabundo, à deriva na vida. Protege o possível, tanto o corpo (como demonstra a figura, com a gabardine e o guarda-chuva, por exemplo) como o próprio interior, tentando ser um pouco invisível aos olhos dos outros.Usa um fio, talvez uma espécie de amuleto contra alguma coisa. É talvez daquelas muitas pessoas que precisam de ajuda, mas que a maioria das pessoas deixa de lado, pela chamada “falta de tempo” e por achar que também elas precisam de ajuda. E ali está, mais um homem solitário, à margem da sociedade e tratado como lixo. O que as pessoas que lhe passam ao lado deviam pensar é que não é tão impossível como se pensa chegar àquela situação. Mas passam ao lado e ali deixam uma pessoa com tantos direitos como eles, a ser tratado como se não valesse nada.
Ana Sobral - 10ºC
Ana Sobral - 10ºC
quarta-feira, 9 de julho de 2008
Na Tal Noite
Já tinham caminhado por léguas e léguas. O acampamento não se avistava. A lua banhava as areias do deserto como a um mar de prata.
Samir, o xeque que estava disfarçado de camponês para sua segurança, guiava a pequena caravana junto com Malik, seu eterno companheiro. Ao longo da sua caminhada já tinham perdido vidas e os camelos já haviam perdido quase todas as suas forças. Até que, finalmente, avistaram o Oásis de Prata. Já faltava pouco até ao acampamento desconhecido do xeque, usado aquando do perigo de conspirações contra os governantes. Não aguentavam enfrentar mais uma noite do deserto sem descanso. Decidiram ficar ali, até que todos se sentissem melhor e os camelos recuperassem as suas forças. Samir era até ao momento o xeque mais honesto e humano de todos, mas nada impedia os conflitos antigos.
Nessa noite preferiu montar a sua tenda afastada das restantes; precisava de paz, de se isolar e esquecer tudo o que se passava à sua volta. Mas nessa noite, algo estava diferente; algo, não, alguém. Radija, secreta paixão do xeque, sentia que apenas ela podia apaziguar Samir, e embora sua paixão fosse apenas um sussurro entre os loucos, não podia vê-lo assim.
Quando a lua ia alta, saiu de sua tenda e foi ter com ele. Samir estava pensativo no canto da sua tenda, ao ver Radija, esta com o medo de ser vista espelhado nos seus olhos, algo no seu corpo estremeceu. Vê-la assim fê-lo perceber que o que a sua alma lhe pedia não era isolamento, fuga da realidade. Era Radija.
Nessa noite Samir esqueceu-se de todos os conflitos. Apenas queria agarrar um pouco de paz e felicidade. Sob a lua cheia, nessa noite de prata, barreiras foram quebradas. Não iriam mais esconder o que lhes dava vida. Embora ainda não o soubessem, nessa noite o destino de um reino foi traçado.
Samir, o xeque que estava disfarçado de camponês para sua segurança, guiava a pequena caravana junto com Malik, seu eterno companheiro. Ao longo da sua caminhada já tinham perdido vidas e os camelos já haviam perdido quase todas as suas forças. Até que, finalmente, avistaram o Oásis de Prata. Já faltava pouco até ao acampamento desconhecido do xeque, usado aquando do perigo de conspirações contra os governantes. Não aguentavam enfrentar mais uma noite do deserto sem descanso. Decidiram ficar ali, até que todos se sentissem melhor e os camelos recuperassem as suas forças. Samir era até ao momento o xeque mais honesto e humano de todos, mas nada impedia os conflitos antigos.
Nessa noite preferiu montar a sua tenda afastada das restantes; precisava de paz, de se isolar e esquecer tudo o que se passava à sua volta. Mas nessa noite, algo estava diferente; algo, não, alguém. Radija, secreta paixão do xeque, sentia que apenas ela podia apaziguar Samir, e embora sua paixão fosse apenas um sussurro entre os loucos, não podia vê-lo assim.
Quando a lua ia alta, saiu de sua tenda e foi ter com ele. Samir estava pensativo no canto da sua tenda, ao ver Radija, esta com o medo de ser vista espelhado nos seus olhos, algo no seu corpo estremeceu. Vê-la assim fê-lo perceber que o que a sua alma lhe pedia não era isolamento, fuga da realidade. Era Radija.
Nessa noite Samir esqueceu-se de todos os conflitos. Apenas queria agarrar um pouco de paz e felicidade. Sob a lua cheia, nessa noite de prata, barreiras foram quebradas. Não iriam mais esconder o que lhes dava vida. Embora ainda não o soubessem, nessa noite o destino de um reino foi traçado.
A avó, a Cidade e o Semáforo
Se não fosse aquele amável semáforo, o que seria dela?
Todos os dias, a avó se “aperaltava” por volta das 4 horas da tarde.Calça azul escura, casaquinho com pele de coelho na gola, sapatos de salto baixo (que as pernas já não são o que eram…); pó-de-arroz na cara, rouge nas bochechinhas e um baton bem vermelhinho. Por detrás duns óculos de aros dourados, espreitavam uns olhinhos azuis muito vivos e brilhantes. Como remate uma boina verde descaída sobre a orelha direita.
Às cinco, as amigas esperavam por ela na “Brasileira”. Às cinco e meia, os dois netos saíam do colégio e passavam pela pastelaria para lhe dar um beijinho.
A casa da avó não ficava longe da “Brasileira”, mas o trânsito era tão intenso e os semáforos faziam-lhe muita confusão, sempre mudando de cor…
A sua sorte foi o tal, o simpático, o semáforo da sua rua…
Um dia, ela ia pôr o pé fora do passeio (distraída), quando ouviu um aflitivo: - “Psssst…Psssst…”! Olhou e, era o semáforo que falava com ela: -“Avó, não pode! Não vê que estou verde para os carros e vai ser atropelada?”
Ficou tão nervosa e atordoada que ele (o semáforo), até lhe deu uma pancadinha nas costas para a acalmar.
- Ó avó – disse ele – passe aqui o braço à minha volta e leve-me consigo!
A avó ainda ia começar a dizer que ele devia ser muito pesado mas, pasmada, verificou que o semáforo era leve como uma pena.
E lá foram!
Agora já não é espanto para ninguém. De há uns tempos para cá, nas ruas perto da "Brasileira”, há uma senhora já idosa, que por volta das 4 horas da tarde, atravessa calmamente e em segurança ruas e avenidas.
Pudera! Leva com ela um amável semáforo de luz vermelha permanentemente acesa.
Os carros param e os condutores com um sorriso de espantosa compreensão, fazem-lhe um amigável aceno.
E pronto! A avó lancha com as amigas, recebe um beijinho dos netos e mais tarde voltará para casa.
Encostado à cadeira do Fernando Pessoa, bocejando piscadelas intermitentes de luz amarela, lá está o semáforo à sua espera.
E por força do hábito, o Poeta, na sua cabeça de estátua vai versejando:
“Vomitando amarelos
Na mesa do meu café
Não é bicho nem é homem
Que diabo é que isto é???”
Sofia Santos (feito com auxílio)
Todos os dias, a avó se “aperaltava” por volta das 4 horas da tarde.Calça azul escura, casaquinho com pele de coelho na gola, sapatos de salto baixo (que as pernas já não são o que eram…); pó-de-arroz na cara, rouge nas bochechinhas e um baton bem vermelhinho. Por detrás duns óculos de aros dourados, espreitavam uns olhinhos azuis muito vivos e brilhantes. Como remate uma boina verde descaída sobre a orelha direita.
Às cinco, as amigas esperavam por ela na “Brasileira”. Às cinco e meia, os dois netos saíam do colégio e passavam pela pastelaria para lhe dar um beijinho.
A casa da avó não ficava longe da “Brasileira”, mas o trânsito era tão intenso e os semáforos faziam-lhe muita confusão, sempre mudando de cor…
A sua sorte foi o tal, o simpático, o semáforo da sua rua…
Um dia, ela ia pôr o pé fora do passeio (distraída), quando ouviu um aflitivo: - “Psssst…Psssst…”! Olhou e, era o semáforo que falava com ela: -“Avó, não pode! Não vê que estou verde para os carros e vai ser atropelada?”
Ficou tão nervosa e atordoada que ele (o semáforo), até lhe deu uma pancadinha nas costas para a acalmar.
- Ó avó – disse ele – passe aqui o braço à minha volta e leve-me consigo!
A avó ainda ia começar a dizer que ele devia ser muito pesado mas, pasmada, verificou que o semáforo era leve como uma pena.
E lá foram!
Agora já não é espanto para ninguém. De há uns tempos para cá, nas ruas perto da "Brasileira”, há uma senhora já idosa, que por volta das 4 horas da tarde, atravessa calmamente e em segurança ruas e avenidas.
Pudera! Leva com ela um amável semáforo de luz vermelha permanentemente acesa.
Os carros param e os condutores com um sorriso de espantosa compreensão, fazem-lhe um amigável aceno.
E pronto! A avó lancha com as amigas, recebe um beijinho dos netos e mais tarde voltará para casa.
Encostado à cadeira do Fernando Pessoa, bocejando piscadelas intermitentes de luz amarela, lá está o semáforo à sua espera.
E por força do hábito, o Poeta, na sua cabeça de estátua vai versejando:
“Vomitando amarelos
Na mesa do meu café
Não é bicho nem é homem
Que diabo é que isto é???”
Sofia Santos (feito com auxílio)
quinta-feira, 19 de junho de 2008
o Medo nos Mudou
A única vitória que perdi
Foi aquela que procurei e de que fugi.
Num momento desejava
Noutro, já receava…
É triste quando o que por tanto lutamos
Se transforma naquilo que rejeitamos…
Oh triste vida que nos confunde!
Indecisão e incerteza surge,
Consome-nos a alma continuamente.
O medo vai crescendo lentamente
E agora sou eu… Somente.
Veneno, antídoto transformou
E a mudança assim se iniciou.
Já Camões assim dizia:
“Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades”
Da vida é por isso filosofia
Daqueles que há muito abandonaram as saudades.
E por isso a única vitória que perdi
Começou quando mudei
E acabou quando fugi.
Soraia Pereira
Foi aquela que procurei e de que fugi.
Num momento desejava
Noutro, já receava…
É triste quando o que por tanto lutamos
Se transforma naquilo que rejeitamos…
Oh triste vida que nos confunde!
Indecisão e incerteza surge,
Consome-nos a alma continuamente.
O medo vai crescendo lentamente
E agora sou eu… Somente.
Veneno, antídoto transformou
E a mudança assim se iniciou.
Já Camões assim dizia:
“Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades”
Da vida é por isso filosofia
Daqueles que há muito abandonaram as saudades.
E por isso a única vitória que perdi
Começou quando mudei
E acabou quando fugi.
Soraia Pereira
segunda-feira, 2 de junho de 2008
Chuva
Pequenos diamantes que caem,
Cristais de pura essência.
Afogam ruas, caminhos e vales.
São as lágrimas dos céus.
Limpam e escondem tristezas.
Do nosso mundo são véus.
Trazem paz mas também medo.
Sua calma pode ser tormenta.
Iludem os loucos,
felizes de seu mundo.
Nem escapam os outros
no seu buraco profundo.
A todos chegam, a todos atingem.
Felicidade ou tristeza,
Com elas de mãos dadas.
Da mais pura realeza
Caem elas apagadas.
De negros mantos surgem,
Por vezes até dos imaculados.
Acompanham também os raios,
Medos, fúrias e relâmpagos.
Seus sons são variados.
Calmos mas outrora apaixonados.
De uma paixão dura e fria,
Marcam assim o nosso dia.
As lágrimas que caem do céu.
Afinal o que são?
Nada mais que apenas gotas.
Trazendo talvez uma ilusão.
Alícia Ventura
Cristais de pura essência.
Afogam ruas, caminhos e vales.
São as lágrimas dos céus.
Limpam e escondem tristezas.
Do nosso mundo são véus.
Trazem paz mas também medo.
Sua calma pode ser tormenta.
Iludem os loucos,
felizes de seu mundo.
Nem escapam os outros
no seu buraco profundo.
A todos chegam, a todos atingem.
Felicidade ou tristeza,
Com elas de mãos dadas.
Da mais pura realeza
Caem elas apagadas.
De negros mantos surgem,
Por vezes até dos imaculados.
Acompanham também os raios,
Medos, fúrias e relâmpagos.
Seus sons são variados.
Calmos mas outrora apaixonados.
De uma paixão dura e fria,
Marcam assim o nosso dia.
As lágrimas que caem do céu.
Afinal o que são?
Nada mais que apenas gotas.
Trazendo talvez uma ilusão.
Alícia Ventura
sexta-feira, 2 de maio de 2008
Entrada no Céu
Depois de longas horas na sala de espera do purgatório, tinha tido tempo para pensar no que fiz e que podia ter feito ao longo da minha curta vida.
Morri cedo (com apenas 13 anos). Quis o azar (ou o Diabo) que tivesse um fim trágico.
Foi numa sexta-feira, a 13 de Outubro, que todo este horrivel aparato aconteceu. Quando ia a caminho de casa fui atropelado por um camião que andava descontrolado pela estrada. Podia ter sido mais um atropelamento que se ia tornando comum em Portugal (atropelamento e fuga), não fosse o que me tinha acontecido antes. Nunca fui daqueles que acreditava em superstições e até costumava troçar disso. Agora arrependo-me, e como eu gostava de recuar para tempos atrás!
Enfim, o meu caminho da escola para casa naquele dia foi muito estranho. Mas realmente, tudo começou no almoço da cantina da escola. Éramos um grupo de treze pessoas sentadas à mesa a almoçar. E como diz o povo, treze à mesa é sinal de azar. Quando já ia para casa, um enorme escadote apareceu-me a tapar o caminho e eu, para não perder mais tempo, nem pensei duas vezes e passei por debaixo dele. Como se não bastasse, poucos segundos antes de ir atravessar a estrada vi um gato preto do outro lado e como à terceira é de vez, o azar acabou mesmo por me derrotar.
E agora aqui estou eu, às portas do Céu. É este o lugar onde irei "viver" eternamente. O azar que tive, esse, não interferiu na minha entrada, pois apesar de todo o mal que possa ter passado enquanto era vivo, o Bem acaba realmente por vencê-lo !
Flávia Freire
Morri cedo (com apenas 13 anos). Quis o azar (ou o Diabo) que tivesse um fim trágico.
Foi numa sexta-feira, a 13 de Outubro, que todo este horrivel aparato aconteceu. Quando ia a caminho de casa fui atropelado por um camião que andava descontrolado pela estrada. Podia ter sido mais um atropelamento que se ia tornando comum em Portugal (atropelamento e fuga), não fosse o que me tinha acontecido antes. Nunca fui daqueles que acreditava em superstições e até costumava troçar disso. Agora arrependo-me, e como eu gostava de recuar para tempos atrás!
Enfim, o meu caminho da escola para casa naquele dia foi muito estranho. Mas realmente, tudo começou no almoço da cantina da escola. Éramos um grupo de treze pessoas sentadas à mesa a almoçar. E como diz o povo, treze à mesa é sinal de azar. Quando já ia para casa, um enorme escadote apareceu-me a tapar o caminho e eu, para não perder mais tempo, nem pensei duas vezes e passei por debaixo dele. Como se não bastasse, poucos segundos antes de ir atravessar a estrada vi um gato preto do outro lado e como à terceira é de vez, o azar acabou mesmo por me derrotar.
E agora aqui estou eu, às portas do Céu. É este o lugar onde irei "viver" eternamente. O azar que tive, esse, não interferiu na minha entrada, pois apesar de todo o mal que possa ter passado enquanto era vivo, o Bem acaba realmente por vencê-lo !
Flávia Freire
quarta-feira, 30 de abril de 2008
"Peixe para Eulália"
Toc Toc!
-Feliz "desaniversário"! - disse uma voz por detrás da porta entreaberta.
-Hum?! Quem está aí?
Eulália deslocou-se até à porta e apenas viu, no chão, um pequeno saco de plástico transparente cheio de água e um peixito dourado lá dentro.
-Quem deixou este peixe aqui?
-Ninguém... Fui eu que fugi da loja de animais que há do outro lado da rua.
-Ah!!!!! O pppppeixxeeee falou!!
-Sim, sim, mas que admiração... Vocês humanos devem imaginar que são únicos na Terra... Vá, tira-me deste saco e põe-me dentro de alguma coisa .
Eulália, ainda em choque, vai buscar um alguidar para pôr o peixe.
-Então, és tu que és a Eulália. Lá na loja todos ouvimos falar muito de ti. És tu que participas em actividades a favor dos direitos dos animais, não é?
Eulália "assenta" com a cabeça.
-Pois, isso parece-me maravilhoso. Então, posso estar seguro de que vais tomar bem conta de mim, certo?
Silêncio...
-Vou tomar isso com um sim. E o que tens cá por casa que se coma? Aposto que nesse armário aí em cima tens um frasquinho de plâncton.
(...)
Joana Cachapa
-Feliz "desaniversário"! - disse uma voz por detrás da porta entreaberta.
-Hum?! Quem está aí?
Eulália deslocou-se até à porta e apenas viu, no chão, um pequeno saco de plástico transparente cheio de água e um peixito dourado lá dentro.
-Quem deixou este peixe aqui?
-Ninguém... Fui eu que fugi da loja de animais que há do outro lado da rua.
-Ah!!!!! O pppppeixxeeee falou!!
-Sim, sim, mas que admiração... Vocês humanos devem imaginar que são únicos na Terra... Vá, tira-me deste saco e põe-me dentro de alguma coisa .
Eulália, ainda em choque, vai buscar um alguidar para pôr o peixe.
-Então, és tu que és a Eulália. Lá na loja todos ouvimos falar muito de ti. És tu que participas em actividades a favor dos direitos dos animais, não é?
Eulália "assenta" com a cabeça.
-Pois, isso parece-me maravilhoso. Então, posso estar seguro de que vais tomar bem conta de mim, certo?
Silêncio...
-Vou tomar isso com um sim. E o que tens cá por casa que se coma? Aposto que nesse armário aí em cima tens um frasquinho de plâncton.
(...)
Joana Cachapa
terça-feira, 22 de abril de 2008
Entrada no Céu
Joana e Mónica tinham partido já tarde, por volta das dezoito horas, mas como era Inverno a noite caiu muito rapidamente. Mesmo assim elas nem notaram, estavam tão entusiasmadas com as suas férias que tudo parecia perfeito, as duas num apartamento em plena Lisboa, isso sim.
De repente começou a chover, a chover intensamente, e pouco ou nada se via da estrada.
Mónica, que ia a conduzir, sentiu-se atrapalhada e decidiu parar um pouco, mas Joana insistiu muito para que não parassem pois queria chegar depressa, e com tanta insistência acabaram por continuar.
Viram umas luzes, um pouco desfocadas devido à chuva, que se aproximavam cada vez mais.
No meio de gritos e pancadas por fim veio o silêncio. Da cara ensanguentada de Mónica caíram duas lágrimas e os seus olhos fecharam-se. Olharam para uma luz linda e brilhante, muito diferente das outras, e que transmitia muita paz.
Mónica lembrou-se da sua mãe e chorou de saudades, e disse:_ Anda Joana, é a entrada do céu.
Mas Joana, com tanto sentimento de culpa por não ter deixado parar o carro, não conseguiu entrar e viu a amiga partir, para um sítio melhor. Poucas horas depois acordou no hospital, mas nunca mais foi a mesma.
Em homenagem à sua amiga, Joana escreveu um livro com o título "Entrada no Céu".
(Soraia Pereira)
De repente começou a chover, a chover intensamente, e pouco ou nada se via da estrada.
Mónica, que ia a conduzir, sentiu-se atrapalhada e decidiu parar um pouco, mas Joana insistiu muito para que não parassem pois queria chegar depressa, e com tanta insistência acabaram por continuar.
Viram umas luzes, um pouco desfocadas devido à chuva, que se aproximavam cada vez mais.
No meio de gritos e pancadas por fim veio o silêncio. Da cara ensanguentada de Mónica caíram duas lágrimas e os seus olhos fecharam-se. Olharam para uma luz linda e brilhante, muito diferente das outras, e que transmitia muita paz.
Mónica lembrou-se da sua mãe e chorou de saudades, e disse:_ Anda Joana, é a entrada do céu.
Mas Joana, com tanto sentimento de culpa por não ter deixado parar o carro, não conseguiu entrar e viu a amiga partir, para um sítio melhor. Poucas horas depois acordou no hospital, mas nunca mais foi a mesma.
Em homenagem à sua amiga, Joana escreveu um livro com o título "Entrada no Céu".
(Soraia Pereira)
quarta-feira, 16 de abril de 2008
Na Tal Noite
Ela estava na varanda a olhar para o céu estrelado. Desde a morte da sua mãe, havia dois anos, que ia para lá todas as noites, pois as estrelas traziam-lhe recordações dela. De repente, uma das estrelas começou a brilhar mais intensamente e à sua frente apareceram pontinhos brilhantes, que logo começaram a formar uma imagem, a imagem da sua mãe. Não... não era uma imagem ...era o fantasma da sua mãe...
- Minha querida, eu estarei sempre contigo a partir de agora e só tu me poderás ver. - Disse-lhe o fantasma da mãe.
- O quê?! Eu devo estar a sonhar! Isto não pode ser real...
-Não te assustes! Esta é a única maneira de comunicarmos, através dos teus sonhos.
- Mas se são sonhos então não é real, certo?
- Não. Eu estou mesmo a falar contigo, mas através de um sonho.
- Uau! Eu nem sabia que isso era possível!
- É possível, mas também é raro. A partir de hoje falarei contigo todas as noites. Agora tenho de ir, mas volto amanhã.
- Adeus!
Da mesma forma que aparecera, o fantasma da sua mãe voltou a desaparecer.
Quando acordou, pensou que tudo aquilo era um simples sonho, mas na noite seguinte a mãe voltou a parecer, e nas que se lhe seguiram também. Então, ela percebeu que não era um simples sonho - tal como a mãe lhe havia dito, era uma forma de comunicarem.
(Lénia Candeias)
- Minha querida, eu estarei sempre contigo a partir de agora e só tu me poderás ver. - Disse-lhe o fantasma da mãe.
- O quê?! Eu devo estar a sonhar! Isto não pode ser real...
-Não te assustes! Esta é a única maneira de comunicarmos, através dos teus sonhos.
- Mas se são sonhos então não é real, certo?
- Não. Eu estou mesmo a falar contigo, mas através de um sonho.
- Uau! Eu nem sabia que isso era possível!
- É possível, mas também é raro. A partir de hoje falarei contigo todas as noites. Agora tenho de ir, mas volto amanhã.
- Adeus!
Da mesma forma que aparecera, o fantasma da sua mãe voltou a desaparecer.
Quando acordou, pensou que tudo aquilo era um simples sonho, mas na noite seguinte a mãe voltou a parecer, e nas que se lhe seguiram também. Então, ela percebeu que não era um simples sonho - tal como a mãe lhe havia dito, era uma forma de comunicarem.
(Lénia Candeias)
domingo, 13 de abril de 2008
Mana Celulina, a Esferográvida
Numa pequena aldeia, mesmo no meio do baixo estava uma jovem sozinha sentada no passeio. Todos os dias era o mesmo, estava sempre sozinha; seu nome era Célia, mas todos lhe chamavam "Mana Celulina, a esfera", pois ela era um pouco gordinha, e todos se afastavam.
Certo dia, lá estava ela sozinha, como todos os outros dias, quando um carro se aproxima e um senhor muito simpático a convida para um passeio. Ela lá entrou, e no carro foi tratada como uma princesa.
Quando chegou a um local muito bonito e simpático, o homem saiu do carro e começou a tornar-se violento, e a pobre rapariga foi violada. Aterrorizada gritou, mas ninguém a ouviu.
Pouco tempo depois Célia desmaiou, e ao acordar estava de volta à mesma rua, ao mesmo passeio de sempre, mas ainda sentia o cheiro daquele homem horrível.
Um mês depois descobriu que estava grávida. A sua vida desmoronou-se, tudo ficou pior do que já era; estar grávida aos 15 anos era a pior coisa que lhe podia acontecer.
Quando todos os seus colegas descobriram, em vez de a tentarem ajudar, ainda gozaram mais com ela; o seu nome passou a ser “Mana Celulina, a esferográvida”. A sua vida não voltou a ser a mesma, pois todos a desprezavam ainda mais do que antes.
Andreia Matos
Certo dia, lá estava ela sozinha, como todos os outros dias, quando um carro se aproxima e um senhor muito simpático a convida para um passeio. Ela lá entrou, e no carro foi tratada como uma princesa.
Quando chegou a um local muito bonito e simpático, o homem saiu do carro e começou a tornar-se violento, e a pobre rapariga foi violada. Aterrorizada gritou, mas ninguém a ouviu.
Pouco tempo depois Célia desmaiou, e ao acordar estava de volta à mesma rua, ao mesmo passeio de sempre, mas ainda sentia o cheiro daquele homem horrível.
Um mês depois descobriu que estava grávida. A sua vida desmoronou-se, tudo ficou pior do que já era; estar grávida aos 15 anos era a pior coisa que lhe podia acontecer.
Quando todos os seus colegas descobriram, em vez de a tentarem ajudar, ainda gozaram mais com ela; o seu nome passou a ser “Mana Celulina, a esferográvida”. A sua vida não voltou a ser a mesma, pois todos a desprezavam ainda mais do que antes.
Andreia Matos
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