sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Modernismo

Amadeo Souza-Cardoso

O Modernismo, à sua nascença foi muito criticado, não só na pintura, mas também na literatura e noutras artes. Somente com o passar do tempo é que as pessoas aceitaram e perceberam aquilo que realmente era transmitido através desses quadros futuristas da arte moderna, cheios de imagens abstractas e formas inexistentes nos antigos trabalhos artísticos.
As pessoas estavam habituadas a ver quadros que relatavam a realidade, aquilo que os olhos alcançavam, não aquilo que a nova arte relatava: sentimentos ocultos, confusão, desequilíbrio e outras sensações.
O Modernismo, como todos nós sabemos, é quase o oposto daquilo que a arte clássica era. Na pintura, desde do aparecimento da máquina fotográfica, os pintores deixaram de mostrar a realidade devido ao motivo de uma simples máquina o fazer na perfeição.
Por isso, os pintores do Modernismo, para além de pintarem aquilo que os olhos vêm, começaram a pintar “sentimentos sobre tela”, pintar aquilo que imaginavam, aquilo que sentiam e até aquilo que sonhavam.
Como podemos ver, no quadro que está na imagem, para as pessoas dessa altura era impossível perceber o sentido do quadro, e como é de esperar, criticavam e achavam-no um absurdo. Mas com o passar do tempo, as pessoas começaram a tentar perceber aquilo que realmente o pintor queria pintar ou talvez transmitir.
O quadro não relata nada que se possa ver no dia-a-dia, na rua ou no café, porque é muito mais que uma simples imagem ou fotografia; é preciso saber interpretar e intelectualizar aquilo que é visto.
Este quadro à primeira vista, não parece ser mais do que uma tela cheia de cor e sem regularidade nenhuma, “falta as leis da natureza”. Mas, ao procurar no quadro, podemos ver pedaços de “realidade” fragmentados e numa ordem irregular, que pode ser interpretada como o momento vivido pelo autor, ou talvez como aquilo que ele tinha na cabeça numa fase em que estava a tentar intelectualizar a o seu dia-a-dia, aquilo que era a sua vida.
A interpretação varia de pessoa para pessoa, por isso, é muito difícil entender aquilo que realmente o pintor sentia e queria transmitir. Mas a arte é mesmo assim. Um desafio!

Catalin Vasile Cicau

Solidão


Amadeu de Souza-Cardoso
Este quadro, para mim, retrata um dos problemas que muitas pessoas, tanto em Portugal, como em todo o mundo têm vindo a enfrentar: a solidão em comum, indiferença, marginalidade! As imagens suscitam, em mim, sentimentos de tristeza, pena e revolta, uma vez que, como é sabido, existem muitos, neste país, que vivem na pobreza e nada podem fazer para sair dela. Estão na vida sem nada nem ninguém. Ao olhar este quando, o que me entristece é o não poder fazer nada para ajudar certas pessoas que de tanto precisam; ver que ninguém se esforça para diminuir este tipo de casos espalhados por todo o mundo, o que é realmente frustrante. Assim, foi a solidão a primeira palavra que me ocorreu, porque nota-se um vazio neste quadro, pelas cores que este apresenta e pela “situação” vivenciada por cada pessoa aqui esboçada: homens bêbados, tristes, solitários, abandonados, viciados, submissos, degradados.


Diogo Dias; 12º C

Confusão 2

Amadeo Souza-Cardoso
Amadeu de Souza-Cardoso é um pintor expressionista. Neste quadro, ele pretende transmitir as mais variadíssimas sensações a todos aqueles que quiserem apreciar a sua arte.
Sem dúvida alguma que este quadro é abstracto, no entanto e se observarmos com atenção podemos encontrar determinados objectos que nos suscitam curiosidade e que nos fazem interrogar por que razão é que estão ali, uma vez que têm origem completamente diferente. Porém, na minha opinião, a carta do naipe de paus e parte do corpo de uma mulher, nomeadamente os seios, a perna e a nádega direita, pretendem transmitir a ideia da prática de actividades ilícitas naquela época (1917), tais como o jogo e a prostituição.
As flores que estão pintadas ao centro do quadro, especialmente as rosas, são o símbolo do amor, da paixão, contrastando, assim com os restantes elementos já mencionados. O gafanhoto e a borboleta, discretamente pintados neste quadro, simbolizam a presença da natureza, juntamente com as flores. No canto superior direito, encontra-se parte de uma janela, dando-nos a sensação de que é possível ver o que está dentro do quadro. No entanto, no canto superior esquerdo, o pintor recorreu à expressão plástica, colando pedaços de espelho na própria tela. Através destes, podemos ver a nossa imagem, transmitindo-nos a ideia de que estamos dentro do quadro, no meio da confusão.
Assim, podemos concluir que os objectos que se encontram neste quadro têm um significado próprio, por mais obscenos que nos pareçam à primeira visita. A junção de diversos elementos de natureza diferente pode resultar numa desordem, mas o pintor Amadeu de Souza-Cardoso não os pintou por acaso. Deste modo, deixou que cada “leitor” retirasse da sua obra de arte a interpretação que bem entendesse.

Patrícia Pereira; 12ºC

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Buraco da Fechadura

Amadeo de Souza-Cardoso, Trou de la Serrure

O título do quadro é “Trou de la Serrure”, que significa “o buraco da fechadura”, fechadura essa que fechará a porta que nos leva até ao nosso intelecto. Ao espreitar pelo orifício, é possível ver uma explosão de ideias, conceitos, formas ou cores que constituem o nosso imaginário. O quadro expressa isso mesmo, o que está dentro e o que constitui a nossa mente.
É possível identificar certos elementos que pairam sob as linhas e as cores, como o jarro onde descansa uma rosa encarnada, o morango sobre fundo branco ou a quarta de água. No centro, encontramos uma figura que se destaca. Um instrumento musical que emite uma melodia tanto suave como agreste que é símbolo máximo da música: o violino. Uma das suas metades funde-se com os outros elementos da tela, desvanecendo-se em cores claras.
A música é uma forma de arte valiosa e que tem importante destaque na construção do ser humano. A música faz-nos pensar, faz-nos sonhar, faz-nos sorrir, faz-nos sentir. O brotar dos nossos sentimentos é desencadeado, sobretudo, pelas melodias que entram nos nossos ouvidos e que nos percorrem as veias sanguíneas, tal como o ar que respiramos. Assim, sugere este quadro.

Beatriz Madeira, 12ºC

Monet: Impressão Sol Nascente, 1872

O quadro pintado por Monet é tudo menos nítido: as figuras estão distorcidas, as formas baralham-se. Parece não haver uma linha que separe o real do imaginário. Pela incerteza no traçado, alguns afirmarão, então, que esta obra nada nos pode dizer sobre o que estava perante os olhos do nosso pintor.
Mas será que uma obra de arte, seja ela qual for, tem de nos revelar uma figura ou uma imagem real? A resposta que encontro quando olho para o quadro é um gigantesco não. Esta obra não nos apresenta quaisquer figuras ou imagens, definidas claramente, mas apela à minha imaginação: faz-me tentar visualizar o que estava na imaginação do poeta, leva-me a reflectir sobre o poder da cor, conduz-me a que me deixe levar pelo traçado do pintor.
A tranquilidade impressa no quadro é, para mim, indescritível; quando olho para este quadro, sinto-me numa esplanada virada para o mar em Veneza… ou será em Amesterdão? O importante não é o local, mas sim o sentimento. Quererá, quem me lê, juntar-se a mim? Ou será que a imagem criada na sua cabeça quando observa e, de seguida, fecha os olhos, não tem nada a ver com o que descrevi?
Na minha opinião, é nesta incerteza que reside a definição de arte; ninguém mais pode, para além do próprio artista, expor, numa simples tela, que seria branca antes de ser pintada, aquilo que o seu interior lhe transmite. Um momento de inspiração, um momento de descontracção… O facto é que Monet produziu algo maravilhoso, algo a admirar por todos.
Ser artista é para quem pode, é um dom. Se vem da mãe ou do pai? Se do Pai Divino ou da Mãe Natureza? A isso não sei responder, mas decerto que venha de onde vier, um quadro como este suscitou hoje uma reflexão, e de outras mais será merecedor certamente!

Francisco Almeida; 12º C

Quem?

Lourdes Castro 1930
Sombra Projectada de Christa Maar, 1968



Quem é quem? Não sei se é homem ou mulher, mas pela cor, faz lembrar o feminino. Não sei se tem cabelo comprido ou curto. Se é criança ou idosa. Não sei se gosta de música e de filmes. Ou se prefere jogar às cartas ou ao dominó. Apenas conheço os traços que delineiam o seu rosto, e parte do seu corpo. É o amor quem os reconhece! Quando é verdadeiro, não precisamos de ver a outra pessoa.Conhecemos os traços até ao mais ínfimo pormenor. É como se fosse um amor cego, onde não existem expressões.É uma perda de identidade, para com o outro! Talvez seja um retrato de alguém que pousa para o marido, a quem não, lhe interessasse as suas características físicas, apenas aquilo que existe até às linhas que delimitam a sua presença e, por isso, apenas mostrou que aquela pessoa estava ali, que existe. Ou talvez não. Pode ser meramente uma personagem que invadiu a mente do autor e que não lhe mostrasse realmente quem era. Pode ser uma personagem de um conto de fadas, um mero desconhecido ou, simplesmente, o esboço da perfeição, sem identidade. Tal como no quadro, o amor reconhece cada traço, que demonstra a presença da outra metade. Esteja esta longe ou perto, esses traços são processados no coração e reflectidos no cérebro, nunca deixando de o ser.


Patrícia Santos; 12º C
Composição surrealista, Cândido Costa Pinto, 1962

Este quadro captou, de imediato, a minha atenção. Ao início, não entendi bem porquê. Olhando com mais atenção, lembrou-me o mar, as algas, os corais… Dá-me a ideia de movimento, de vivacidade.
Mar, para mim, significa calma e, ao mesmo tempo, liberdade. Há dias em que está calmo, sem ondas, é dominado por um silêncio tão imenso como a sua extensão. Depois, há outros dias em que está violento, em que corre livre e as ondas marcam o ritmo da vida e o passar do tempo. Tal como o mar, também nós temos dias calmos e dias agitados, dias alegres e dias tristes. Isto é o que me sugerem as cores desta obra de arte; as mais claras lembram-me a leveza e a felicidade dos dias bons, as mais escuras lembram-me a tristeza, o peso e a carga negativa dos dias maus.
Como disse, mar é para mim sinónimo de liberdade. Mas sempre que buscamos a liberdade, existem barreiras e prisões que, de algum modo, nos são impostas. Nesta imagem, observo o que me parece ser um pedaço de rede e é essa rede que representa, na minha opinião, as privações a que estamos sujeitos (ou a que nos tentam sujeitar!) ao longo de toda a nossa vida.
A chave está em desfazer essas redes, fio a fio, até conseguirmos ser livres e ter o nosso próprio ritmo, sermos o nosso próprio mar.


Ana Lúcia Sobral; 12ºC

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Confusão

La bibliothèque en feu [A biblioteca em fogo], 1974
Maria Helena Vieira da Silva


Qual é a primeira ideia que me vem à cabeça quando me dizem para pensar na minha vida? Uma verdadeira confusão. É esta mesma ideia de caos total que me surge na mente quando olho para este quadro.
No entanto, se olharmos com atenção, os elementos do quadro começam a fazer sentido e é como se as peças se encaixassem: começamos a ver livros, prateleiras e rapidamente nos apercebemos de que se trata de uma estante “recheada” de livros. Tal como nas nossas vidas, esta estante está organizada por temas. Os romances estão do lado esquerdo, perto do coração, os contos e histórias de encantar ocupam a parte de cima da estante, na área do cérebro e os livros que tratam de histórias heróicas de outros tempos vão-se encaixando nos lugares restantes.
A meu ver, esta estante é uma metáfora da pessoa: a parte de cima, onde estão os contos, é o cérebro, associado à imaginação; o centro, representa o coração, lugar dos sentimentos e dos livros de romance; e, por fim, as filas de fora da estante simbolizam os nossos membros, partes do corpo humano sempre evidenciadas nos heróis principais nos relatos heróicos.
Tanto a estante acima representada, como as nossas vidas, aparentam ser repletas de confusões e mal-entendidos mas, ao escavarmos mais fundo, compreendemos que afinal está tudo no seu devido sítio, o sítio onde as guardamos. Pode parecer confuso para os outros, mas conseguimos encontrarmo-nos na nossa própria confusão.

Ana Laura, 12ºC, nº2

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Natal é Consumismo!

O Natal está prestes a chegar e com este vem o consumismo desenfreado!. Este ano, muitos europeus estão mentalizados de que se está em tempos de crise e , por isso, decidiu-se que há que fazer cortes nas despesas, no consumismo Comprar menos para os adultos e prioridade às crianças.
As crianças são, sem dúvida, os que mais se emocionam e fascinam com o Natal, pois ainda acreditam no Pai Natal e não nos cartões de crédito dos pais. Por isso, há que deixá-las acreditar em tudo isso por mais anos e continuar a proporcionar-lhes um Natal igual ou melhor em relação ao ano anterior, sem deixar que estas se apercebam da grave crise económica. Portanto, amigos e colegas de trabalho, não recebem presente este ano e os familiares mais próximos apenas receberão uma lembrança. Devemos guardar mais dinheiro para as crianças, mas não os podemos deixar ter tudo. Tem que haver um controlo por parte dos pais para que as crianças não fiquem mal habituadas e queiram tudo o que aparece à venda.
Cerca de 63% dos portugueses vão reduzir o orçamento em presentes de Natal. O resto continua no auge do consumismo, fazendo com que telemóveis, leitores de música e máquinas fotográficas esgotem. Mesmo que tal implique ficar sem vestígios do subsídio de Natal. Todos estes consumistas, compram os filhos para se calarem um bocado que seja, e, assim terem um Natal descansado.
As famílias com menos rendimentos têm mais amor, pois como não há muito dinheiro, resta-lhes apenas dar uma lembrança muito pequena, um abraço cheio de amor. Este, não há dinheiro que o compre. É bom e é gratuito.
Por isso, este Natal, há que reduzir o consumismo e pensar mais no amor e, principalmente, nos que nada têm que, podem não ter nada para comer.
O Natal é todo o ano. Há muito amor para dar e, deste modo, seremos todos bem mais felizes!


Manuel Mascarenhas ; 12ºD

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Campo avesso de Cidade

Viver na cidade é bom... Lá, temos tudo quanto precisamos: hospitais, ministérios e todos os tipos de serviços públicos.Temos uns maiores escolham a nível de escolas, Universidades e até melhores oportunidades de emprego. De igual modo, existe a parte cultural e de lazer: museus, exposições, teatros, bibliotecas, cinemas e os famosos centros comerciais, as "mini-cidades" dentro das próprias cidades. No entanto, isso não é tudo, pois falta algo muito importante: a natureza! Embora as cidades tenham espaços verdes, lindos e cuidados, não é a mesma coisa: falta-lhes o ar puro e leve, o chilrear dos pássaros, que, como quem respira liberdade, voam livremente sem se assustarem com os ruídos dos automóveis.
A vida no campo é mais pacata, mais calma... a vida é mais vida! Apesar de não existirem todas as facilidades que podemos encontrar numa cidade, certamente as pessoas, que vivem no campo, são mais felizes: conhecem quem vive perto e levam a vida num sorriso, respiram ar puro, têm o privilégio de estar em contacto com a Natureza. Contudo, muitas pessoas preferem a agitação das grandes cidades. Preferem não conhecerem ninguém. Preferem poderem ir a todo o lado e terem tudo por perto.
Porém, com o passar dos anos, a maioria das pessoas tende a isolar-se como é o caso das pessoas idosas. Vivem em apartamentos minúsculos, sem quaisquer condições e, não obstante o facto de terem filhos, vivem numa solidão profunda, sem ter quem se preocupe com eles, porque, nas cidades, ninguém tem tempo... Ou faz para não ter!
As pessoas que vivem no campo, embora estejam sós, têm sempre alguém conhecido que tenta saber como estão só pelo simples facto de não terem visto este vizinho ou o outro, num determinado local e que era habitual na sua rotina diária.
Chegada a idade da reforma e depois de muitos anos longe das suas vilas e aldeias, com a sensação de missão cumprida, muitas pessoas regressam ao campo para aí viver calmamente os anos que lhes restam. Outros porém, decidem ficar pelas cidades porque nada os liga aos lugares de onde vieram: já não têm as suas raízes, nem a casa de família, outros nem sequer recordações.
As cidades são como mundos com coisas novas para serem descobertas, a cada dia que passa, com oportunidades que surgem, e com modernices.
Há quem prefira acordar com o burburinho incessante de uma cidade cheia de novidades, do que passar uma noite calma e tranquila, ouvindo o silêncio e acordando sob o calmo cântico dos pássaros, na sua azáfama incessante, eles também agarrados ao progresso e à modificação dos seus ninhos, tentando adaptar-se às novidades que, aos poucos, chegam ao campo. Viver no campo é algo sempre renovador! Vale a pena acreditar ainda e só na Natureza!
Maria Granado; 12º D

Adeus

Um beijinho, muitas recomendações e aquele abraço do amor maior que existe entre pais e filhos.
Aquele dia, deixou-lhe uma sensação de estar a perder algo e pensou: " Ele volta brevemente ".
Tentou convencer-se sem nunca esperar verdadeiramente que a ausência durasse... Até hoje!
Mas a falta daquele abraço e daquele carinho, da cumplicidade que sempre existira, provocara-lhe uma dor no peito, a sensação de que estava " incompleta ".
E ele não se preocupou! Era, vítima, coitado, da verdade pouco sincera em que transformara a sua vida! AHHH! Lá tinha tempo para ela!
Sendo bastante jovem e apercebendo-se da triste realidade, conseguiu ser serena e crescida o suficiente (porque ele a obrigara) para ser capaz de entender uma vida que desconhecia, um pai que julgava ser outro tipo de pessoa. Assim sendo, a revolta vive com ela... pela falta de sinceridade, pela falta de verdade mas, principalmente, pela falta de amor...
Assim, com toda esta mágoa, ela será forte o suficiente para lhe mostrar que, apesar dos erros, das mentiras e da ausência, continuará a amá-lo... Embora não da mesma forma... Só da mesma maneira!
Maria Granado; 12º D

Tranquilidades


A vida no campo proporciona-nos inúmeros benefícios, tal como a total liberdade, a pureza e a serenidade, sensações das quais não podemos usufruir na cidade.
O silêncio, o canto dos passarinhos e o cheiro intenso das plantas, confere, ao campo, um bem-estar pleno, o qual podemos viver com toda a tranquilidade e liberdade que absorvemos ao sentirmos a natureza.
Contrariamente a cidade apenas nos proporciona níveis altíssimos de poluição, fumo, barulho e lixo, que certamente não são favoráveis ao nosso bem-estar. Também a intensa e excessiva população não é propícia ao nosso descanso e total relaxamento.
Por tudo isto, prefiro sem a mínima dúvida, a vida no campo, onde em cada manhã me sinto renovada e numa completa felicidade e harmonia com a natureza.
Deste modo, a natureza dá-nos mais anos de vida, devido a toda a sua pureza. O que pudemos querer mais?

Beatriz Lourenço; 12º C

Preferências


Diga-se o que se disser, hei-de preferir sempre a pureza do ar à altura dos prédios. A riqueza da paisagem está nos olhos de cada um, e a meu ver o campo é muito mais belo do que a cidade.
Na verdade, à medida que o tempo passa, a concentração de população nas cidades, sobretudo nas grandes cidades, tende a aumentar. Ou porque a oferta de emprego é maior nas cidades, ou porque a diversidade na oferta cultural é mais rica nestas, parece que já ninguém valoriza os aspectos positivos da vida no campo.
O meio rural oferece-nos um ar mais puro, mais rico em oxigénio, mais saudável do que qualquer outro meio; a sinfonia de sons que a Natureza nos proporciona é relaxante, ao contrário do que se passa nas cidades, onde o som é apenas ruído e o stress descontrola a vida dos cosmopolitas.
Por tudo isto, há que aprender a desfrutar da pureza da Natureza, em detrimento da riqueza que a vida citadina nos pode oferecer, pois a saúde é um dos valores que mais se deve preservar.

Francisco Almeida; 12º C

Somos Arte!

Com o passar dos anos, vamo-nos formando e crescendo como pessoas e seres humanos. O resultado “nós” é influenciado pelos mais diversos aspectos: pelos amigos, pela família, pelo que vemos e ouvimos, pelo que vivemos…
Uma das influências que podemos referir é a arte. Quer seja a literatura, quer seja o cinema ou a música, a verdade é que, de toda a arte com que estamos em contacto, retiramos algo. Na minha opinião, de tudo o que consta dessa área é possível retirar alguma aprendizagem, uma lição ou apenas uma maneira de exprimir uma emoção ou sentimento. Foram várias as vezes que um filme me pôr a pensar sobre coisas que nunca me tinham ocorrido ou que me alertou para determinada situação.
Acho que uma parte importante de nós é aquilo que tiramos de quem e do que nos rodeia. Acho engraçado como até há pouco tempo atrás nunca tinha realmente percebido a forma subtil como as histórias infantis e os contos de fadas incutem, nas crianças, os valores mais essenciais. A amizade, a solidariedade, a generosidade, o amor… Tudo isto é retratado nas histórias que, tantas vezes, pedimos à mãe ou ao pai para ler uma e outra vez.
A nossa construção começa logo que nascemos e vamos observando tudo. A arte é uma das vertentes, talvez das mais importantes. Somos constantemente confrontados com novas ideias e novas realidades. Em todos nós, uma parte é arte.


Ana Lúcia Sobral; 12º C

domingo, 14 de novembro de 2010

Socialização em risco?

Com o desenvolvimento da tecnologia, o Homem passou a “ter o mundo nas mãos”. Pouco é aquilo que não se pode fazer sem sair de casa. Desde micro-ondas a televisores com alta-definição de imagem, imensas foram as invenções com finalidade de trazer mais conforto aos nossos lares. Daí, a vontade de querer continuar a investir no seu enriquecimento.
Mas com todo o investimento na propriedade privada, muitas vezes passa-nos ao lado o mau estado em que se encontram imensos espaços públicos, também merecedores de atenção.
Em Vila Nova de Santo André, existe um parque enorme e, na minha opinião, lindo, o Parque Central. Este espaço, se bem explorado, poder-se-ia tornar num dos locais mais agradáveis da cidade, propício à socializacão, algo que, até agora não aconteceu.
Na mesma cidade, existia há una anos uma piscina pública, frequentada por jovens, crianças e adultos. Acontece que, esta piscina encerrou, por motivos que desconheço, e ainda hoje assim permanece, apesar de continuar a existir. Resultado, nos dias quantes de Verão a população não tem outro remédio senão deslocar-se à praia, que fica a alguns quilómetros de distância da localidade.
Na minha opinião, não se aposta, hoje em dia, no melhoramento dos espaços públicos pois, com os luxos que possuem nas suas habitações, as pessoas já não se juntam num determinado local a conviver como há alguns anos atrás, o que, penso eu, é errado, pois seria uma forma de promover a socialização.

Margarida Andrade; 12º C

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

O que é o Jazz?

O que é o jazz? Trata-se de uma pergunta provocante. Na minha opinião, o jazz não tem apenas um caráter musical. Além disso, ele representa uma conceção musical / artística. Podemos afirmar que o jazz não é apenas o que se manufatura, mas principalmente como se manufatura. Um aspeto que conta muito é a atitude do jazzista à frente do risco e do incerto. Não existe um limite, não existe um formato imposto com regras, talvez apenas sugerido. E o artista tem o direito (e até o dever) de propor novas soluções, novas direções. Mas o jazz também requer do artista uma ação criativa. O que destaca o grande jazzman dos demais não é sua técnica, não é a sua forma, mas sim a continência das suas ideias. É a maneira com que ele imprime a sua identidade nos ritmos. Muitas vezes com elegância, com subtileza, com vigor, impacto, enfim: o conceito jazzístico permite que o artista crie, exponha a sua personalidade na música que está a conceber. É a expressão do estado de espírito do artista.

Sara Silva; 12ºD

Que segredos?

No nosso quotidiano, existem situações merecedoras da nossa especial atenção, como é o caso dos media. Na televisão, estes, fazem todo o tipo de programas de acordo com o público e o número de audiências, mas existe um novo que me chama particularmente à atenção: “A casa dos segredos”.
Em primeiro lugar, é tudo uma grande palhaçada. Para além disso, terem criado um canal 24 horas do programa, deixa-me espantada.
Em segundo lugar, é transmitido várias vezes ao longo do dia e como já assisti, na casa, tudo acontece desde tabaco, a palavrões, a assuntos falados pelos participantes sem qualquer tipo de interesse ou benefício para a população em geral. Pelo contrário, o programa é deplorável e escandaloso e qualquer criança pode sem querer ver algo impróprio para a sua idade.
Por último, qual é a necessidade de espalhar supostos segredos?!
De tal modo que, a imaginação, ou falta desta dos media, deixa-me sem palavras para mais.

Mariana Charrua ; 12ºD

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Quero Viver!

Eu? Eu sou uma pessoa calma, talvez de mais, sou compreensiva, quanto basta, e tento sempre ajudar quem precisa. É claro que às vezes não consigo, mas eu, como ser humano, erro, e todos nós erramos, sem excepções. Porquê? Porque nós, seres humanos, não somos perfeitos.
Quem sou eu? Eu? Eu sou uma pessoa normal, com defeitos e qualidades, uma pessoa que tenta portar-se bem, mas que, às vezes, não consegue. Como disse, não sou perfeita, gostaria de ser, mas não o sou. O que é a perfeição?
Queria chegar ao céu e ver o quão infinito é! Queria chegar ao sol e ver o seu brilho! Querer? Querer mesmo? Quero-te a ti. Quero-te a ti sem condições, sem chantagens, sem rancores nem desgostos, apenas quero ser feliz contigo, sem sofrer mais. Mas porquê? Porque é que temos de sofrer? Porque é que temos de amar? Porque temos de viver? Porque o ser humano é assim…
Quem sou eu? Eu sou uma pessoa que chora, perante o fim do mundo, perante o fim de tudo, perante o fim da vida. Mas também perante o nascer de uma nova vida, de uma canção, do sol em cada manhã!
Não poderia ser tudo melhor, mais simples? Naturalmente bom? Não, não peço facilidade, não quero tudo de mão beijada. Só queria não ter de sofrer, de gostar, de amar, de viver. Mas se não passar por várias experiências, nunca mais aprenderei a ser feliz!

Débora Paulino; 12º D

E Tu?

Todos os seres humanos vivem no planeta terra.
Todos vivemos, respiramos, sentimos e amamos…
Cada um de nós com a sua cultura, o seu espaço o seu lar. Assim, todos, de uma forma ou de outra crescemos, convivemos e aprendemos. Com que finalidade? Para interagirmos, para viver em convívio, sem magoar, sem brigar. Nascemos, antes para amar.
As crianças brincam no largo, os pintores fazem as suas telas, as actrizes trabalham no palco e as freiras acendem as velas. E tu? Que fazes tu? Não sei se faz sentido ou não, se sou coerente no que digo, mas tu não fazes nada! Nada para ti é importante. Olha para ti. Não passas de uma pessoa inútil que despreza e maltrata a mulher. Quem pensas que és? Que te julgas tu? Algo superior?
O teu nome é sociedade.


Débora Paulino; 12ºD

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Eu sou livre!


Quem sou eu? É uma pergunta sem resposta certa… Eu sou eu. A resposta a essa pergunta vai se construindo ao longo da nossa vida e eu, cada vez, sei mais acerca de mim. Assim, descobri que não sou uma pessoa forte, sei que sou amigo, simples e verdadeiro. E tudo o que eu sou hoje, é fruto das tristezas e das alegrias que a vida me ofereceu. Pode ser difícil aguentar essas tristezas, os meus erros, mas tenho de aprender a viver com eles, uma vez que a vida é uma incógnita.
Uma coisa que eu preciso e muito é da minha liberdade, não gosto e não consigo estar preso a uma algo durante muito tempo e talvez seja por isso, que eu tenha que viajar, pois preciso de sair deste “mundo” e conhecer outro totalmente diferente. É verdade que eu tenho cá toda a gente que amo, mas o facto é que eu nem sempre gosto de viver em sociedade, prefiro estar só, num mundo à parte. Apesar de tudo, custar-me-á deixar certas pessoas para trás. Logo, a vida é feita de escolhas, o importante é que façamos o que achamos que é o mais certo e é necessário ter coragem para enfrentarmos todas as escolhas que fizermos ao longo da nossa vida, mesmo que nem sempre façamos as melhores! Com essas escolhas, cresço e amadureço e sou um eu diferente daquele que fui ontem, há um mês, há um ano, há tempos…
Como já tinha dito, responder à pergunta “Quem sou eu?” não é facil e já que me fizeram esta pergunta, aproveito para perguntar, e tu quem és?

Diogo Dias; 12ºC

Deixei-te!

Quando a vida muda de um dia para o outro o corpo demora a habituar-se. Só depois é que a cabeça se adapta à nova realidade. E por fim, muito tempo depois, o coração aceita.
Não faço ideia do que sinto por ti, nem porque é que me afastei. Quero respirar, e tu sufocas-me de amor, de ciúmes e de saudade. Sim, só tenho saudades quando amo, e se não te tenho é porque não quero!
Posto isto, eu preciso de espaço, e sei que tu mais cedo ou mais tarde vais aceitar. Acredita, custa muito mais deixar alguém quando ainda se ama.

Carla Gregório; 12º C

Super-mulher!

Quem sou eu ? É uma das perguntas que fazemos quando atingimos esta faixa etária, pois parece que o mundo que nos rodeia gira no sentido oposto ao nosso. Mas julgo que ninguém tem uma resposta concreta, porque aquilo que pensamos ser, para os outros pode ser alguém bem diferente.
Foi ao longo destas duas décadas que me formei como pessoa. Fui observando as atitudes, as falas e até mesmo os gestos das outras pessoas, para criar o meu próprio estilo “politicamente correcto”. Percorri caminhos diferentes até encontrar o certo; cheguei até a sair derrotada de alguns deles, mas nunca baixei os braços, porque me identifico com célebre frase “mais vale as lágrimas da derrota do que a vergonha de não ter lutado”. Sou lutadora, mas desisto quando sinto que não vale mesmo a pena; teimosa, por não descansar enquanto não alcançar os meus objectivos; atenciosa e boa ouvinte. Contudo, com as desilusões que tive, aprendi a dar pouco crédito a histórias que me soam a mentira. Tento sempre dar de mim uma imagem de super-mulher. Por vezes, não me reconheço quando os meus níveis de simpatia atingem o limite, nem quando a “capa” que envergo cai. Nesse instante, serei verdadeiramente eu? É o sentimento de pena misturado com fraqueza que me domina nesse preciso momento.
Porém, eu sou quem sou, sou como sou, sou um ser humano comum nesta sociedade, mas com uma personalidade diferente, claro! Sou eu!

Carla Gregório; 12°C

Fragmentos de Mim

Quem sou eu? Neste momento, sei que sou alguém que clica nas teclas do teclado para que as letras surjam no ecrã do computador. Este alguém tem um nome, tem um corpo e tem um cérebro que a faz recordar o que já viveu e a faz pensar em quem foi nessas circunstâncias passadas.
Desde o dia dez de Setembro do ano mil novecentos e noventa e três que sou um ser humano, com pernas, tronco e membros. Ao longo destes dezassete anos, as vivências e as várias maneira como agi perante elas foram algumas. E por que não reagi de maneira igual perante todas as circunstâncias? Porque ninguém consegue ser o mesmo quando confrontado com diferentes obstáculos. Há sempre um novo fragmento do nosso ser que transborda e que se mostra ao mundo quando as perguntas, os caminhos e as pegadas seguem diferentes caminhos.
O meu ser também se fragmenta em desiguais facetas quando convivo com diferentes grupos de pessoas. Não é possível depositar a mesma quantia de confiança em todos os outros seres que me cercam, que me transmitem ideias ou que, simplesmente, me balbuciam palavras sem sentido. Nem todos são merecedores de ouvir os meus pensamentos, de me conhecerem e de me descobrirem.
No final de contas, eu não sou apenas alguém que escreve, não sou apenas um conjunto de células, que juntas, enformam o corpo humano. Eu sou constituída por vários fragmentos, que cuidadosamente ligados, fazem de mim um ser pensante, que reage e que se transforma.
Beatriz Madeira, 12ºC

Luzes

As luzes coloridas do palco iluminavam a plateia. As inúmeras cabeças erguidas ansiavam o momento da chegada de apenas quatro indivíduos. Quatro indivíduos que, em conjunto e harmonia, compuseram melodias que contavam histórias. Quando entrassem em palco, iriam tocar a música que eles criaram e iriam encantar todos aqueles corpos em manifesto que ali se juntaram, não só para os ouvir, mas também para saborear a melodia, o acompanhamento e o silêncio das pausas. Os seus instrumentos esperavam-nos em conjunto com a plateia nervosa, impaciente e excitada. O momento de pisarem aquele chão elevado nunca mais chegava…

Beatriz Madeira; 12º C

Transformações

Depois de dezassete anos de vida e de experiências vividas a mesma dúvida permanece. Quem sou eu afinal? Não sei quem sou, nem quem finjo ser, sinto-me completamente perdida neste mundo cruel cheio de florestas densas e repletas de escuridão, escuridão essa que me faz perder a minha alma e me faz duvidar da minha verdadeira identidade.
Já não sei o que sinto, mudei completamente nos últimos meses motivada por pessoas que nem me são nada neste momento, pessoas por quem me apaixonei e a quem passei a odiar. Um ódio que nunca pensei sentir por alguém. Na verdade, isto não significa que, mais tarde, não me venha a reencontrar no meio do negro que se tornou a minha vida, mas, por enquanto, vivo com a esperança de perder o tempo perdido, tal como Fernando Pessoa com a sua infância. No meio do desabafo que se tornam as minhas palavras, uma grande amiga me disse um dia que o aconchego e o amor verdadeiro, a amizade, o respeito são sem dúvida o mais importante e não se devem guardar ressentimentos pois esses só trazem insegurança, mal-estar, desconforto e melancolia. Não perdi a minha infância, mas acabei por perder uma fase das mais especiais da vida – a adolescência - por alguém que ma roubou, alguém que me fez perdê-la e, agora, não sei como a recupera, mas sei que hei-de encontrar o caminho para a felicidade. A felicidade tarda, mas não me faltará.

Catarina Sabino; 12º D

Animal

O meu lado animalesco, que ao possuir uma quantidade imensa de instintos, permanece adormecido frente à barreira de censura do enorme grupo humano, ascende a algo mais enquanto me alimento, choro, toco, cheiro, observo e durmo. São os sonhos as réplicas da vontade de se libertar deste animal que me habita.
Vontade tem ele de se expandir em vastas planícies naturais e verdes, onde se verifica a amamentação da mãe natureza sobre os seres vivos. Vontade tem ele de se libertar desta civilização medíocre e hipócrita, e de se juntar à civilização irracional, onde os instintos, explícitos nas tintas de variadas cores fincadas sobre o corpo nu, se apoderam das regras, das normas e dos preconceitos. Aí, onde todos são iguais, onde todos apreciam a beleza e o comportamento natural, entre cheiros e toques incontroláveis pela atracção. As insónias, que desfrutam nas noites, onde a lua se enche de estrelas brilhantes, são a certeza de que esses instintos ainda permanecem dentro de nós. Assim, são esses instintos que nos fazem agir sobre os outros como mãe, companheiro ou inimigo.
O meu “eu” escondido e animal deseja vadiar por aí, até que a carne das curvas dormentes do meu corpo estejam impregnadas de flores ardentes, e, ao apanhar o sol com a minha boca, saltar no maduro ar, com os olhos fechados, para colidir contra a escuridão da realidade.

Sara Silva; 12º D

Encantos

Pés descalços sobre o manto fragmentado das montanhas. Os delicados dedos penetram por entre os inúmeros grãos. O mar, suave e terno, com os seus movimentos, dança e encanta o adormecido sol. Recebe-o nas suas majestosas maresias. Tudo parece encontrar-se na harmonia da perfeição, excepto o céu, vasto e senhor.
Hoje, não há lua, far-lhe-ei companhia.

Sara Batista; 12ºD

Sou tudo e nada!

O ser é um saber perdido na vastidão dos tempos. Um reconhecimento impossível de se reconhecer. Um mero vocábulo abrigado à margem do corpo. Mas o que sou eu? O que sou além de partículas de espírito presas na matéria? O que sou… Um todo pertencente a um todo maior? O nada de todos nós? Ah, a fragrância da não existência arroga-se de mim!
Todavia, o meu ser existe e não morre pela falta de clareza; rasgado em pedaços, escrevo-me em toda a parte. Eu sou a loucura vadia que dorme nos seus braços. O gosto rude da palavra. Eu sou o riso que arde e o suspiro que finda. O corpo hirto demorado. Eu sou o amor de transparência líquida e aquele ruído que acalma. Eu sou tudo e sou nada.

Sara Batista; 12º D

domingo, 24 de outubro de 2010

Eu sou ímpar, única, sou EU!!!

Quem sou eu? Não sei ao certo quem sou e como sou, pois nunca sei como vou reagir a uma determinada situação. Às vezes, podemos tentar prever como vamos reagir, mas só estando perante o problema é que vamos saber e sentir a sua realidade. Por isso, acho que para saber quem eu sou, preciso de saber como sou e penso que seja mais fácil saberem quem eu sou do que eu quem sou eu!
No entanto, do que me conheço até hoje acho que sou aquilo que as pessoas querem que eu seja. A nossa maneira de ser é o resultado da nossa experiência de vida.
Nós somos o que a sociedade quer que sejamos. Deste modo, dependemos muito de ideias feitas e valores. Por conseguinte, existem diversas perspectivas de vida e formas de pensar nas várias sociedades. Normalmente, as pessoas que não seguem o que a sociedade nos dita, são tratadas de outra maneira, o que as tornará pessoas boas ou más dependendo, assim da reacção de cada uma delas. Dependendo também da firmeza ou da indolência do seu carácter, da sua força de trabalho ou da sua inércia!
Não acho que eu seja uma pessoa que siga as ideias feitas que estão estipuladas na nossa sociedade. Prefiro seguir os valores que acho que são mais correctos e pensar por mim mesma. Por isso, uma certeza eu tenho: ninguém é igual e eu sou eu, uma rapariga ímpar, de ideias próprias e cheia de sonhos fantásticos, onde viver pode e deve ser uma constante aventura!
Ana Martins; 12º C

Momentos

Aqueles momentos fazem-me tanta falta, mas não sei se algum dia irão voltar. Gostava de acreditar que vais voltar a ser meu, que vou voltar a sentir o teu abraço e o teu cheiro. Quem me dera voltar atrás e parar o tempo exactamente naqueles tempos em que tudo era tão perfeito.
Deste modo, não sei se deva continuar com a esperança de que algum dia tudo irá ser como antes, ou se deva acreditar que todo este amor não passou de um sonho bom quem em nada tem a ver com o real, e que jamais irá voltar.


Patrícia Marques; 12º C

José Matias, um castiço!


Parecia impossível como o senhor José Matias parecia nunca ter nada para fazer!
Para começar, o presidente da Junta de Bugalhos de Cima andava constantemente a pavonear-se pelas ruas da pequena vila. Para além disso, ainda entrava depois e saía antes de toda a gente! Nenhum habitante acreditava que ele trabalhasse 2 horas por dia, quanto mais 8. No entanto, andava sempre impecavelmente vestido com um fato, mais precisamente, um fato preto.
Mais tarde, quando todos estavam no café, ainda lá ia ele “tomar conhecimento dos interesses da população”. De facto, era extremamente interessante observar aquele ser.

Ana Lúcia Sobral; 12ºC

Verdadeiramente Eu!

Eu? Mas afinal quem sou? Quem sou eu para além do que demonstro? Como será o meu lado interior? Será igual ao exterior, igual ao lado que demonstro aos outros? Acho uma boa pergunta, à qual é muito difícil responder.
A meu ver quase ninguém consegue ser a mesma pessoa dentro e fora de si. Por vezes, tentamos ser sempre um pouco melhor do que realmente somos, demonstrar sempre uma das nossas melhores faces às outras pessoas.
É quase como se fossemos duas pessoas… dois seres, o ser interior e o exterior! O interior é, muitas vezes, o mais sentimental, o mais consciente; enquanto o exterior é sempre o lado de grandeza, de importância, pois é esse lado que todos nós tentamos transmitir da melhor forma e da melhor maneira, porque, infelizmente, é também este o lado, o lado da aparência, com que, muitas vezes, somos julgados e quase “classificados” pelos outros.
Nem todos somos iguais! Mas para certas pessoas estes dois lados são quase como ter duas personalidades distintas. Ora tal facto, pode ser bom ou mau, pois tenta-se sempre demonstrar um lado melhor do que aquilo que realmente somos. È que muito convencidos e vaidosos.
Por isso, afinal, quem sou, para além de ser a Ana Cristina Lopes da Silva, estudante do Ensino Secundário, adolescente de dezassete anos? Pois então… o meu lado interior é muito parecido ao que dou a mostrar. Tento sempre ser o mais simples possível, a mais correcta possível. Assim, demonstro tudo o que tenho e tudo o que sou, não sou de intrigas, sou amiga do meu amigo e, como tal, espero continuar a sê-lo e a melhor à medida que vou crescendo e evoluindo. Deste modo, sinto-me verdadeiramente Eu!

Ana Silva; 12º C

Descubro-me...

Sinceramente, não sei por completo quem realmente sou. Mas sinto que estou a viver a fase da minha vida na qual me vou descobrir.
Neste momento, a minha cabeça baralha-se a tentar arranjar uma descrição para mim mesma. Depois de tanto pensar, chego mesmo à conclusão de que é praticamente impossível descrever-me.
Consigo dizer como o sou fisicamente, pois isso posso ver e sentir, agora descrever o meu carácter, a minha personalidade e o que me vai na alma é algo bem mais complicado.
Sinto que sou um misto de emoções e sensações, que dificilmente consigo controlar e expressar.
Por vezes, sinto-me a pessoa mais feliz do mundo, realizada e completa e sou sorrisos e sorrisos!
Mas noutras ocasiões, sinto-me completamente isolada, completamente à parte, triste e solitária; a minha cabeça esvazia-se e os meus pensamentos voam, sou a perfeita mágoa!
A cada minuto, a cada dia que passa sinto que o meu próprio “eu” se altera, provavelmente devido às situações que vou vivendo e ao que, diariamente, vou aprendendo. Todos esses momentos me fazem crescer e tornam-me mais forte, para, mais tarde, não voltar a cair em erros já cometidos.
Sou uma adolescente e, por isso, mesmo a todo o momento me modifico à descoberta do mundo e do meu próprio “eu”!

Beatriz Lourenço; 12ºC

Não sei...

Eu não sei dizer quem sou, tal como acho que nunca saberei. Acho que é uma pergunta tão relativa como ‘O que é a felicidade?’. Penso que somos um conjunto: aquilo que realmente somos, aquilo que queremos mostrar e o que os outros vêem.
Hoje posso assegurar que ontem estava feliz e me sentia bem. Posso fazê-lo porque esse dia já passou. Amanhã, não faço a mínima ideia de como estarei. Ou se estarei. Como me disseram várias vezes, “Hoje está sol, amanhã pode estar chuva e vento”. Assim sou eu. Posso estar hoje muito bem e amanhã muito mal. Por isso, acho que nunca nenhum de nós consegue dizer, pelo menos com convicção, quem é. Nós mudamos. Nós crescemos.
Claro que tenho algumas ideias… Sou preguiçosa, gulosa e nem sempre tenho paciência. Sou perfeccionista, preocupada e muito sonhadora. Tudo o que sinto, sinto muito intensamente. Na maioria das vezes, nem sou capaz de dizer o quanto sinto. Eu sou capaz de transformar a mais pequena coisa num mundo. Do contrário não sei se sou capaz. Sei o que gostava de ser feliz, realizada e… o mundo de alguém.
Mas à pergunta em si, a “Quem sou eu?”, não sei responder. Tenho a esperança de um dia poder conseguir responder, de preferência com um sorriso nos lábios. Por enquanto, acho que prefiro ouvir os outros.

Ana Lúcia Sobral; 12º C

Resposta

Quem sou eu? A pergunta é, a meu ver, retórica e, por isso mesmo, cada resposta é pessoal. Na minha opinião, não há dois seres humanos iguais, cada um tem uma marca sua, uma característica que o distingue, uma pigmentação ocular distinta, um timbre vocal diferente, etc.
Eu não sou excepção já que, apesar de uns olhos comuns e de uma estrutura física habitual, tenho um feitio especial. Há dias de “sol” em que animaria um morto mas há, também, dias de “chuva” em que mataria um desenho animado. Posso ser o teu melhor amigo ou o teu pior pesadelo; podes achar que tenho um brilho especial ou podes achar esse mesmo brilho irritante. Mas eu sou eu, e não podes negar que brilho, porque eu sou o que tu não és e sei ser quando não o sabes.
Ainda assim, e apesar da minha aparente objectividade, responder a esta pergunta não é tarefa fácil; o que se é, é uma resposta que apenas se descobre com o tempo, é uma resposta que só a vida e a experiência de vida nos podem dar.
Por fim, somos o que fazemos e agimos de acordo com aquilo que somos, o que nos vai, ao longo do tempo, garantindo acesso à resposta, ainda que de forma indirecta. Reflectir é a melhor forma de a irmos “destapando” ao longo da vida.

Francisco Almeida; 12º C

À Sombra da Solidariedade

A sociedade, dos nossos dias, é individualista, ambiciosa, gananciosa. Assim sendo, só pensa no dinheiro como sinónimo de bem-estar e qualidade de vida. Olha apenas para o seu espelho e esquece o que a rodeia-a.
Quantos de nós são realmente solidários? Lembramo-nos da solidariedade como nos lembramos que temos frio porque saímos à rua sem casaco, ou seja, só nós lembramos que há pessoas desfavorecidas quando somos confrontados com um exemplo dessa vasta realidade. Depois, genericamente, agimos de dois modos diferentes, doamos porque nos “fica bem” ou não doamos argumentando de variadas formas: “não tenho tempo, ando muito ocupado (a)”; “…e a mim, alguém me ajuda!?”; “a vida é difícil para todos…”. Logo, a solidariedade é um acto adiado!
A prática da solidariedade não passa só pelas doações monetárias, consiste também em simples acções: ouvir os outros sem os julgar; saber perdoar; dar apoio. É, no fundo, dar sem esperar nada em troca.
Portanto, Ser Solidário é sermos nós próprios, respeitando o que nos rodeia e contribuindo com um pouco de cada um de nós na construção de um mundo melhor.
Marlene Silva; 12º C

Aprender de novo!

Se antes escrevia os dias da semana e os meses do ano com letra maiúscula; agora, vou ter que escrever com minúscula. A partir de agora também vou ter que deixar de escrever as consoantes que não se pronunciam, como na palavra “ótimo”, por exemplo. E não usar mais acentos graves em palavras homógrafas: “para” em vez de “pára”. Por fim, palavras como “mini-saia”, “semi-recta” e “contra-relógio” passam a escrever-se sem o hífen. Há onze anos atrás, aprendi a escrever, e agora, onze anos depois vou ter que aprender novamente. Ora a minha vida! Que deceção!

Patrícia Marques; 12º C

Ser eu...

Muitas vezes perguntamo-nos quem somos nós, afinal. Quem sou eu para além daquilo que mostro perante os outros e a sociedade, quando estou sozinha, apenas comigo própria e com os meus pensamentos? Nesses momentos sou apenas eu, nada mais.
Sou eu própria, como um bebé sem nada a esconder, nem nada a provar.
Não é que eu seja uma pessoa completamente diferente quando em convivência com os outros, mas não sou totalmente eu. Sou igual por fora, uma rapariga comum, com sonhos, objectivos e medos, como toda a gente. Nestas circunstâncias, é como se não me mostrasse por completo, como que se usasse uma máscara para me proteger, talvez.
Gosto daqueles bocadinhos só meus, onde posso estar com o meu verdadeiro eu. Desses instantes em que posso reflectir sobre quem sou, sobre as coisas boas e as coisas más, rir, chorar e gritar, sonhar o meu futuro… onde irei, o que farei e com quem estarei? Quando posso fazer apenas o que eu quero, sem ninguém lá estar para me julgar. Esses bocadinhos só meus, apesar de pequenos momentos, confortam-me por dentro. E às vezes, só me apetece ficar assim, “a ser eu”, interna e eternamente!
Quem sou eu? Na realidade, ninguém sabe, nem nunca saberá responder a tal questão. Somos apenas uma junção de qualidades, defeitos, sonhos, medos e objectivos. Cada um com o seu feitio, a sua personalidade e os seus sonhos. “Não sei quantas almas tenho”, e acho que nem eu nem ninguém algum dia vai saber.
É, pois, um enigma o meu ser!

Patrícia Marque; 12º C

A Pobreza

A pobreza no mundo sempre foi um tema bastante debatido. Vivemos em pleno século XXI e não sei como é que é possível que ainda existam pessoas que conseguem sobreviver/viver com menos de um euro por dia. Cada vez existem mais pobres… Em contrapartida, aqueles que já eram ricos, mais ricos ficam. Por isso, as classes médias tendem a chegar ao fim. Assim sendo, a pobreza será maior, mais tenebrosa e sofrida!
No entanto, a pobreza financeira não é o mais importante, mas sim a pobreza de espírito. Muitas das vezes, não podemos melhorar financeiramente, mas com força de vontade e um pouco de vontade, tenacidade e energia conseguimos chegar longe.
Para afastar a pobreza, então, precisamos de pão e de respeito, vontade e bom carácter.

Patrícia Pereira; 12ºC

E eu... quem sou?

Quem sou eu? Esta deve ter sido a pergunta que mais vezes me fez questionar a minha adolescência. Eu não sei quem sou, nunca ninguém me explicou quem eu era, mas muitas pessoas me ensinaram quem poderia vir a ser.
Ao longo da vida, fui-me formando como pessoa, fui crescendo, não apenas fisicamente mas, sobretudo, psicologicamente. Os meus pais, os meus amigos mais próximos, foram quem construiu a minha infância. Acredito que grande parte do que sou hoje é graças àquilo que foi a minha infância! No entanto, não sei definir-me por palavras, não sei dizer, concretamente, quem sou. Todavia, tenho consciência que hoje, com 17 anos, não sou a mesma pessoa que era quando tinha 10 anos, ou até mesmo 15 anos. Com o decorrer do tempo, fui mudando. Passei por muitas situações que me fizeram olhar para a vida de outro modo, conheci muitas pessoas que me ensinaram a lutar por aquilo que realmente quero, mas também me ensinaram que tenho de saber desistir no momento certo, quando é realmente preciso. Da mesma maneira que é preciso lutar quando é a hora!
Não gosto quando me pedem para me caracterizar a mim própria. Não sei dizer quem sou, apenas aqueles que me conhecem bem, sabem dizer o que sou. Eles são quem melhor me conhecem, alguns deles chego a pensar que me conhecem melhor do que eu me conheço a mim própria, o que chega a tornar-se rídiculo. No entanto, não ponho essa hipótese de parte. Será que os meus amigos mais próximos me conhecem melhor do que eu penso ser? É uma questão intrigante, mas deveras curiosa. Uma questão em aberto. Tal como eu. Quem sou eu?

Patrícia Pereira; 12º C