sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Festa Familiar

O Natal é uma data que muita gente considera importante, principalmente as pessoas religiosas, visto que esta é uma data religiosa, em que é celebrado o nascimento de Jesus.
A maneira de as pessoas festejarem esta data é normalmente com a família, como se fosse uma "festa" familiar, organizando-se jantares e/ou almoços.
Muitas pessoas não consideram o Natal como uma data muito importante ou religiosa, e simplesmente o festejam, com trocas de presentes, festas, etc ...
Um bom exemplo são as crianças, e também os adolescentes, que o festejam principalmente devido aos presentes, sendo sempre os mais beneficiados ao receberem mais.
Não comemorando o Natal com o seu devido significado religioso, a sociedade em que vivemos não tem noção do que se festeja esta data, mesmo que faça a troca de prendas ou que decore a sua casa ...

João Estevam (11ºA)

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Festa de Amor?

Estamos na melhor época do ano, o Natal, a época festiva que reúne tudo e todos. Mas, na realidade, o Natal será mesmo tudo aquilo que está na nossa memória de infância e que nos acompanhará para sempre?
Na verdade, o Natal para muitos é uma época imbecil, sem nexo, enquanto para outros é a realização de um ano inteiro de dedicação, compaixão para que tudo possa ser perfeito num só dia, de modo a reunir toda a família.
Mas esta dedicação não passa de uma tela em branco, pois o Natal para muitos é apenas uma chuva de interesses onde tudo o que se dá e recebe não passa de uma troca.

Se todos pensássemos no outro lado do mundo, onde milhares de crianças não têm um simples brinquedo no Natal, enquanto a nossa sociedade está cheia de ofertas, mudaríamos de opinião, deixaríamos de colocar uma máscara imbecil sobre todas as épocas festivas que na sua essência tudo têm de bom, mas que o ser humano consegue estragar tão facilmente.
Na verdade, na época natalícia, não conseguimos pensar em nenhum destes problemas, e simplesmente nos deixamos envolver por toda a magia que nos é dada, sem pensar que talvez alguém precise apenas de um bocadinho de tudo aquilo que temos.
Assim o Natal é por vezes uma luta de interesses e não apenas uma festa de amor.

Filipa Félix (11º B)

Vadiar

Vadiar. Verbo muitas vezes entendido como sinónimo de uma quase marginalidade quando não de delinquência.
No entanto, vadiar é das actividades mais naturais do Ser Humano. Pode ser mesmo uma opção de vida, enquanto tal frequentemente criticada.
É também, certamente, a forma mais simples de socializar, de conhecer outras pessoas, outras formas de estar, mundos diversos. De certa maneira, pode, então, dizer-se que vadiar é viver, é encontrar forma de sairmos do nosso pequeno mundo, de alargarmos os nossos horizontes, seja de uma forma física, porque conhecemos novos lugares e poisos, seja de uma forma mental ou intelectual, porque conhecemos outras ideias, outros pensamentos.
Pode também ser uma das poucas opções para matar o tempo livre em lugares frequentemente tristes e monótonos que bem conhecemos. E permitir-nos a surpresa de encontrar um Natal a chegar rapidamente e de forma surpreendentemente brilhante, iluminado também pela proximidade de um ano eleitoral, que nem mesmo a crise que vivemos consegue ofuscar.

Ana Silva, 10º C

Janela


Há o contraste entre o branco e o preto que nos leva à paz e à liberdade.

Com o carinho do nosso pequeno amigo, temos sempre forças para ultrapassar muitas fases complicadas da nossa vida. Às vezes, olhamos à vidraça e perspectivamos, para além delas, o mundo que queríamos que fosse o nosso.
Temos de conseguir energias para vencer os entraves, concretizar todos os nossos objectivos e realizar os nossos sonhos, mesmo para além do alcance da nossa janela e na brancura da nossa imaginação.
Passar a janela é, então, uma das formas de crescer, de sentir e de ver o mundo com um olhar diferente. Talvez mais interventivo!
Ana Silva, 10º C

Natal - Ficção em Tempo de Verdade

O que é o Natal? Normalmente, para esta pergunta há diferentes respostas que podem ser dadas, de acordo com os diferentes extractos sociais, a idade ou o sexo. Numa altura como esta, começam a aparecer diversas causas humanitárias. Porquê apenas nesta altura? Porque não todo o ano? Afinal de contas, o que terá o Natal assim de tão especial?

Há quem diga que o Natal é tempo de dádiva, de alegria, de união. Para muitas crianças é uma época em que recebem presentes, aquilo que tanto desejam. Mas, é claro, essas são apenas as crianças filhas de pessoas de classe média ou superior. Para aquelas cujos pais não têm possibilidades, Natal é apenas mais um dia, um dia como outro qualquer, mas apenas com uma única diferença: neste dia, elas são testemunhas da alegria das outras crianças, sonhando algum dia ter a sorte que elas têm e que não agradecem.

Para muitos outros, Natal é a união com a família, é uma época em que muitos familiares se reencontram passado muito tempo. Mas não será isto apenas uma máscara que é utilizada como forma de esconder um rosto que demonstra tudo menos compaixão, união e amor? A meu ver, é isto mesmo que é o Natal. É somente uma máscara utilizada por famílias, que demonstram ser felizes, unidas, mas que realmente não o são.

Outro dos aspectos que me deixa realmente intrigada nesta época natalícia é o facto de causas humanitárias surgirem de tudo o que é lugar. Podem não concordar comigo. Podem até dizer que este é um tempo que joga a favor da sobrevivência dessas causas. Mas não é contra isso que me insurjo. É contra o facto de bastantes pessoas, nomeadamente (e principalmente!) figuras públicas fazerem toda a questão de apoiar estas causas. Acho muito bem que o façam! Não fazem mais senão o seu dever. É pena é que só o façam para ficarem conhecidas por só praticarem o bem e que gostam de ajudar os outros. Toda aquela caridade é apenas um pretexto para ajudar a manter deles uma imagem de pessoas de bem. Existe assim uma troca, em que eles apoiam e ajudam os que precisam, mas para ficarem mais bem vistos.

Em suma, o Natal é uma farsa. Todos se reúnem felizes nos seus lares, mas não é verdadeiro o que sentemr. O Natal, que deveria ser alegria, união, amor e verdade, não passa de uma ficção produzida pela indiferença das pessoas a esta época.

Flávia Freire (11ºA)

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Publicidade

Nos dias de hoje, não se faz nada sem publicidade. Pode-se dizer que ela é a dona do mundo, pois sem ela tudo o que é comercializado não passava a ser conhecido.
A publicidade é a chave mestra para tudo o que há no mundo, desde carros a brinquedos e até a comida. Serve para incentivar as pessoas a comprar, pois a maneira como transmite a qualidade e o preço dos produtos leva a cair na tentação.
É vantajoso utilizar a publicidade para todo o tipo de coisas, mas em parte torna-se um tipo de manipulação das pessoas, porque ao incentivá-las a comprar, está-se a iludi-las, porque os publicitários, ao usarem frases como “ só 8,99€” dão a volta às pessoas, porque a palavra só as leva a pensar que o produto é barato, quando é literalmente a mesma coisa.
A publicidade foi a melhor coisa que pode ter entrado na vida dos comerciantes, pois sem ela nada venderiam.

Jorge Gonçalves (11ºB)

Natal - Materialismo ou Amor?

Talvez o Natal seja tudo, ou nada. Talvez seja uma época materialista, ou de amor e fraternidade.
Para uns é tudo, para outros é nada. O espírito natalício, o verdadeiro, em que o objectivo é principalmente passar um bom momento com a família (sobretudo se não é possível vivê-lo noutras alturas do ano), esse espírito está a extinguir-se. Hoje em dia o que mais importa são as prendas, e o que deveria ser uma dádiva, talvez até apenas uma pequena lembrança, tornou-se um acto de total materialismo.
Vejo que nos dias que decorrem existe uma versão do ser humano que faz do Natal um autêntico Carnaval. Coloca-se uma espécie de máscara, não se dá o verdadeiro sentido ao Natal, faz-se do Natal uma troca de prendas; e o resto? O resto não importa.
O facto de se estar com a família, todos reunidos, num bom momento, não interessa. As prendas - e atenção, porque têm que ser boas prendas! - , é o mais importante!
Poderia chamar imbecil a esta versão de humanos. Tenho como principal objectivo no Natal o verdadeiro espírito natalício, enquanto para estas pessoas o principal objectivo são os objectos que recebem, portanto elas para mim são imbecis por serem materialistas e eu para elas sou imbecil por querer acima de tudo passar um bom bocado ao lado da minha família, e viver o verdadeiro espírito natalício.
Então o Natal é uma máscara e um rosto. É imbecil e especial. É tudo. É nada.

Liliana Ganhão (11ºB)

Festa das Famílias

É nesta quadra festiva que as famílias se encontram mais sensíveis.
O Natal é a festa das famílias, pois o dia 25 de Dezembro comemora o nascimento de Cristo. É um ritual religioso que é assinalado em quase todo o mundo. As crianças deliram nesta época, e colocam o sapatinho à chaminé, esperando o Pai Natal como é a tradição, as prendas, o presépio e a árvore de Natal.

O Natal é a alegria das crianças, e os adultos são sensíveis a esta quadra, porque ela desperta a criança que há em nós. Faz parte da nossa cultura, que vai passando de geração em geração, e é uma época muito bonita para oferecer prendas aos familiares e amigos.
É nesta quadra do ano que há um aproveitamento comercial; somos bombardeados a todo o momento pela publicidade, e as crianças não resistem ao apelo. Tudo é bonito, é só pedir ao Pai Natal. Depois, muitos ficam decepcionados porque queriam outra coisa. Não têm a noção das possibilidades familiares e, por uma questão de cultura, a criança não é informada de que não há Pai Natal.

Como sou uma adolescente, sei ver que já não existe Pai Natal, mas isso não invalida que sempre que chega o Natal ele seja comemorado. Faço sempre uma árvore de Natal, e gosto muito desta quadra. É a altura para se comprar presentes para oferecer - não os ofereço esperando que me sejam retribuídos, mas porque sou amiga dos meus amigos. Não uso máscara nem sou imbecil, faço as ofertas do fundo do coração.

Joana Barroso (11ºB)

Espírito Natalício

O Natal é, sem dúvida, uma das mais esperadas festividades religiosas do ano e há quem diga que é só para os mais pequenos, mas eu não concordo.
Para mim, é uma altura do ano muito importante, pois passo-a com aqueles de quem mais gosto.
É no Natal que muitas pessoas se gostam de mascarar de Pai Natal e entregar os presentes mas, se formos ver bem, não é por causa do Pai Natal que surgiu o Natal.
Apesar de ainda hoje eu gostar de receber prendas, já não sinto aquela excitação de quando tinha 10 e 11 anos. Penso que das únicas pessoas de quem espero receber presentes é da minha familia, pois os amigos dão-nos, mas também esperam receber e eu sei que é assim.
Para terminar e não menos importante, considero que o Natal é tudo. É amor, paz e alegria. Na minha opinião é a melhor época do ano. É a altura de estar com quem mais gostamos e é esse o grande espírito natalício.

Ana Luísa Raposo (11ºB)

Literatura e Matraquilhos

Será que podemos comparar a Literatura aos matraquilhos? E se lhes invertermos os papéis? Se dermos o papel dos matraquilhos à Literatura e o papel da Literatura aos matraquilhos?
Tendo em conta que a literatura tem como base o estudo da língua portuguesa, os matraquilhos não tem nada a ver com o assunto, porque são um jogo, para os tempos livres.
Mas se virmos bem, a Literatura para alguns também se torna um jogo, e os matraquilhos podem ser um estudo. Na Literatura, jogamos com as palavras, e nos matraquilhos, estudamos novas técnicas e fintas, para marcar e defender golos. No fundo, a Literatura desempenha o papel de aumentar o nosso conhecimento ao nível da língua portuguesa, enquanto que os matraquilhos não nos trazem nada de interessante, para a vida, a não ser a maneira engraçada que usamos para arranjar moedas, para podermos jogar.
Apostei na Literatura, esqueçam os matraquilhos, porque ao contrário da literatura, que nos enriquece, os matraquilhos fazem-nos gastar dinheiro.

Jorge Gonçalves (11ºB)

Natal!

O Natal é uma daquelas épocas em que as pessoas não param sossegadas um minuto. Correm de filas para mais filas, em busca de algo perfeito para oferecer nesta época caracterizada pela troca de presentes. Ora, na minha opinião, o Natal não é só uma época de filas e mais filas, compras e mais compras, é uma época de harmonia, paz e convívio.

Quando as pessoas pensam em Natal, a primeira coisa que lhes vem à cabeça são as prendas. As crianças pensam no que vão pedir ao Pai Natal e começam as escrever as suas cartas, e os pais pensam no que vão oferecer e o quanto vão ter de gastar nesta época natalícia. Na televisão, aparecem as publicidades aos brinquedos, bonecas, peluches, jogos de computador e para a Playstation e muitas outras coisas. Quando vejo a televisão a transmitir montanhas de publicidade a brinquedos, sei que é Natal. Nestes dias, os centros comerciais enchem e torna-se impossível caminhar por entre a avalanche de pessoas que vão comprar os presentes de Natal, muitas vezes à última da hora.

Apesar de, e como a maioria das pessoas, gostar de receber presentes, o Natal para mim não se baseia só neste lado materialista, embora por vezes pareça. É, também, uma época para reunir a família, para conviver e conversar. Esta poderá ser uma das únicas épocas em que toda a família se reúne. Não estou a dizer que não se possam reunir durante o resto do ano, mas geralmente só nesta época se encontram todos juntos, pois torna-se difícil reunir com a família quando vivem afastados.

Associada a esta época está a necessidade de ajudar os mais carenciados. Aparecem muitas campanhas para ajudar a melhorar hospitais e outras instituições. Os canais televisivos têm, cada um, a sua campanha e usam o testemunho de pessoas conhecidas para publicitá-la; por exemplo, a TVI tem a “Missão Sorriso” e a SIC tem a “Causa Maior”.
A meu ver, estas campanhas deviam existir ou ser publicitadas de uma forma mais dinâmica, ao longo de todo o ano, já que não é só no Natal que as pessoas precisam de ajuda. Estranhamente, muitas pessoas utilizam esta época para mostrar o seu lado bondoso, quando são capazes de, durante o ano, serem injustas e maldosas para aqueles que vão ajudar nesta quadra.

Neste período natalício, as pessoas iluminam e enfeitam as suas casas e as cidades com luzes de várias cores e árvores de Natal cheias de bolas de todos os tamanhos e feitios, e também montam o presépio. Muitas destas pessoas nem sabem o que o presépio e as árvores de Natal representam.
Existem muitas tradições nesta quadra mas as pessoas não sabem nem procuram saber a sua origem, o seu significado. As crianças acreditam no Pai Natal sem saberem como é que apareceu esta figura característica do Natal.
Esta época não representa apenas trocas de prendas, é uma época cheia de histórias e tradições que as pessoas devem conhecer. Quando perceberem todas estas coisas, ficarão a saber mais sobre o significado do Natal, e assim poderão desfrutar e apreciar melhor esta linda época que é o Natal.

Catarina Lopes (11ºA)

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

O Verdadeiro Natal…ou Não

No dia 25 de Dezembro celebra-se uma das épocas festivas mais belas do ano. Todas as pessoas se juntam para celebrarem mais uma vez o nascimento de Jesus, mas também para conviverem entre si e trocarem presentes, o que é uma das características desta época e na minha opinião é, verdadeiramente, o que acontece.
Muita gente espera com ansiedade a chegada deste dia, uma vez que, como já foi referido, muitas pessoas se juntam, inclusive as que não estão em contacto há algum tempo, para conviverem e trocarem presentes, e com isso conseguirem sentir o verdadeiro espírito natalício. Ao conseguirem sentir esse espírito de natal, estão ao mesmo tempo a mostrar, de uma forma simples, a sua maneira de ser, a sinceridade, a verdade.
É isso, de facto, que acontece com a maioria das pessoas, inclusive comigo, mas apesar disso, ainda existem excepções. Quando falamos de excepções, falamos daquelas pessoas que, pode-se mesmo dizê-lo, são hipócritas, isto é, fazem-se passar por aquilo que não são realmente, neste caso oferecendo presentes para que os outros pensem o quão generosas elas são e o quanto é importante para elas o Natal, quando realmente não é isso que acontece. Oferecem as prendas apenas porque lhe dá jeito e não para sentir aquele verdadeiro espírito natalício.
É por estas razões que toda a gente deve pensar bem no que para si significa o Natal, porque esta é uma época festiva das mais importantes para o convívio entre famílias e amigos. Uma época festiva de bem, verdade e tradição e para que isto aconteça é preciso que todos se sintam dentro desse espírito e dessa tradição.

Ricardo Santos (11ºA)

Natal Actual

Se quisermos definir o Natal, dizemos que é uma comemoração do nascimento do menino Jesus. Festeja-se desde há séculos e por um vasto número de povos, mas, na minha opinião, não da melhor maneira.
O que deveria ser um festejo humilde, simples e sincero, é, afinal, um autêntico Carnaval, onde as pessoas, pensando que estão a ser verdadeiras e a celebrar "como deve ser", vestem uma máscara.
Cada vez mais se assiste a um Natal material, em que as pessoas fazem trocas de presentes, como se apenas disso se tratasse esta celebração. Ainda que seja extremamente emocionante receber um presente de alguém, é demasiado ridículo resumir o Natal a esse aspecto.
As verdadeiras prendas são as que envolvem sentimentos e partilha de emoções, não aquelas compradas, quase sempre, nos lotadíssimos centros comerciais.
Por outro lado, o Natal perde a sua simplicidade sempre que é inaugurado, pelas pessoas, com tantos costumes, artigos decorativos e ornatos. A meu ver, as pessoas preocupam-se mais com a decoração e com aspectos observáveis, em vez de seguirem um Natal que só pode ser verdadeiro se for celebrado com harmonia e humildade.
Em suma, penso que o Natal não é comemorado da melhor maneira, porque as pessoas, em vez de terem em conta os aspectos emocionais que a ocasião sugere, tendem a viver um Natal material e superficial, onde só contam as aparências.

Frederico J. P. Bonito (11ºA)

Natal, tudo ou nada?

O natal desde sempre que é uma data religiosa que adopta uma história em que entram personagens como o Menino Jesus, os restantes membros do presépio e os três reis magos, em que basicamente se dá o nascimento de Jesus e a oferta de prendas a este por parte dos reis magos.
Nos dias que correm a celebração do Natal é sinónimo de oferta de prendas e de união familiar. Tudo isto simboliza uma máscara natalícia, a meu ver, enquanto que o rosto é religioso. No grande poder da publicidade, o Natal é como ouro e até em termos económicos e comerciais é um grande ajudante.
O rosto religioso aponta para prendas, decorações e família, mas por detrás da máscara está esse rosto. A máscara só lhe falta ser constituída por uma unidade monetária, pois se fosse composta por euros, libras ou dólares não lhe assentava nada mal, ou seja, todas as coisas referentes ao Natal são quase vistas pelas pessoas como obrigação, pois fazem parte da tradição, mas para tal há que ter uns bolsos recheados.
Não falo apenas das pessoas que gastam rios de dinheiro em prendas (mesmo com a actual crise, sempre se gasta algum dinheiro) e outros acessórios. Por exemplo, os municípios e as autarquias também são “ atacados” com a febre do Natal pelas iluminações que por coincidência não saem nada baratas, e cada vez mais o rosto (o carácter religioso) fica esquecido devido à ocultação que a máscara (o carácter económico) lhe proporciona.
Então, a comemoração do Natal teve um objectivo religioso pelos tempos fora, mas com o passar dos anos e com a evolução do nosso quotidiano, basta observar bem e o Natal, quase na sua totalidade, não passa de uma jogada de marketing e comércio (não deixando de ter carácter religioso, mas este acaba por se ofuscado) e as pessoas acabam também por serem influenciadas por amigos ou publicidade, mas apenas digo isto: "Em terra de cegos, quem tem olho é rei ".

João Martins (11ºA)

Natal: Que Significado?

Quando pensamos em Natal, associamo-lo imediatamente à família e ao amor que representa a troca de presentes. No entanto, a realidade pode não ser exactamente essa. Na minha opinião, o Natal tem vindo a ser um pouco reduzido à troca de presentes, em vez de ser encarado como uma demonstração de sentimentos, acima de bens materiais.

Todos sabemos o que Natal deve significar, mas estaremos nós de facto a dar-lhe o valor que ele deveria ter? Para a maioria das pessoas, esta época natalícia parece representar uma obrigação de comprar presentes, seja para amigos, família, ou conhecidos, quando, a meu ver, deveria representar um desejo de mostrar o carinho que nutrimos por essas pessoas, quer isso envolva troca de bens materiais, ou apenas troca de um abraço, ou de algumas palavras.

O Natal de hoje em dia é um negócio, de tal modo que, nesta altura do ano, as grandes superfícies comerciais se tornam demasiado pequenas para a quantidade de gente que procura os seus presentes para oferecer.

É certo que a escolha dos presentes acaba por ser uma maneira de demonstrar à pessoa o quanto se gosta dela, mas não podemos com isso esquecer-nos do que é realmente importante, por exemplo passar mais tempo em família e com amigos, em vez de andar no frenesim de um centro comercial em busca de milhões de presentes.

Em conclusão, penso que é tempo de encararmos o Natal como uma altura especial do ano, em que a família e amigos se reúnem para demonstrar o quanto se apreciam, para além da simples troca de presentes, que acaba por torná-lo banal, deixando de parte o seu verdadeiro significado.

Mariana Santos (11ºA)

Um Natal muito Relativo

O Natal para muitas pessoas é tempo de paz e alegria, é tempo de celebrar o nascimento de Jesus e de estar com a família; para outros é apenas uma fachada, um apelo ao consumismo, uma época onde as pessoas fingem gostar umas das outras e fingem existir amor e amizade onde eles não existem.

Sendo assim, será o Natal uma simples fachada ou uma época onde reinam bondade e honestidade?

Na minha opinião, o Natal deveria ser uma época de bondade, amizade e amor, onde não existem falsos sentimentos e intenções. Contudo, tais sentimentos são observados muito raramente na sociedade actual.

As crianças e os adolescentes são cada vez mais materialistas e ambiciosos, desejando sempre o melhor e o mais caro, o produto melhor que o do amigo ou do vizinho. Tais características são aproveitadas pela maioria das empresas que vêem nesta época grande rentabilidade, apostando em fortes e persuasivas campanhas publicitárias que, na grande maioria das vezes, são bem sucedidas. Como tal, para uma grande parte das crianças e dos adolescentes, o Natal simboliza apenas um dia em que recebem o presente que tanto desejavam ou simplesmente o presente que escolheram à última hora, não tendo assim o Natal qualquer outro significado para eles.

Algumas empresas também aproveitam esta época, não directamente para venderem um específico produto, mas para fazerem publicidade a si próprias. Exemplos desse tipo de publicidade são os cd’s da “ Popota” que revertem para uma organização. Contudo, no meio de tanta solidariedade, são as empresas publicitárias a ganharem mais, pois a publicidade feita ao Modelo e ao Continente com os cd’s da “ Popota” é muita e, como tal, quem pode vir a lucrar mais são essas marcas, pois com esta publicidade atrai mais pessoas aos seus espaços comerciais.

No meio de tanto consumismo e solidariedade ao mesmo tempo, ainda existem aqueles que durante todo o ano não ajudaram ninguém e nem foram capazes de dar esmola a um mendigo ou até nem foram capazes sequer de socorrer o vizinho que estava em apuros, contudo, no Natal tornam-se na melhor pessoa do mundo e distribuem alegremente prendas por todas as pessoas e convidam o mesmo vizinho que ouviram estar em apuros mas não quiseram ajudar para jantar em sua casa, pois ele não tem família.

Mas o Natal não é para toda a gente um Natal tão falso, pois no meio de tantas pessoas para as quais o Natal não tem significado ainda existem muitas para as quais o Natal simboliza uma grande união familiar, um grande espírito de partilha e honestidade, onde não existem falsos sentimentos. Para a maioria delas o que as põe felizes no Natal não são as prendas, mas sim a união familiar, e para outras a única coisa que as põe felizes, ou pelo menos um pouco felizes, é só e apenas a união familiar, pois embora a sociedade tenha tendência para esquecer, existem pessoas que, enquanto nós estamos felizes a receber os presentes, estão a passar fome.

Concluindo, a nossa sociedade hoje em dia é muito consumista e materialista, o que faz com que para muitas pessoas o Natal se tenha tornado uma simples fachada, onde quem lucra são as empresas vendedoras.
Para outras pessoas, no entanto, o Natal é uma das melhores épocas do ano, pois é quando estão reunidas com a família, sendo este um grande momento de união familiar, paz, e alegria.
Para outras, ainda, infelizmente quase que não existe Natal, pois se se deveria estar feliz e contente, quem passa fome não estará certamente no Natal.

Alexandra Moreno (11ºA)

O Falso Significado do Natal

A época natalícia já não tem o sentido que tinha antigamente, quando era celebrado o nascimento de Jesus; o que se celebra nos tempos de hoje é a ascensão do espírito consumista.

Hoje em dia, quando chega o Natal, a maior parte das pessoas apenas se preocupa com a compra de presentes para criar supostos laços de amizade entre diversos grupos sociais e até mesmo entre familiares, para que sejam observados e apreciados por fora, de modo a transmitirem uma imagem positiva para outras pessoas.

Este espírito pouco natalício também se deve ao mercado, que aproveita esta época do ano e também outras festividades que nem sequer eram celebradas em Portugal, para aumentar o seu lucro. Por exemplo, a noite das bruxas não era comemorada no passado, mas devido a este espírito de consumo também começou a ser celebrada no nosso país, numa comemoração que foi fomentada pelo mercado para aumentar o lucro.

A maioria das pessoas é da opinião de que o Natal perdeu o seu verdadeiro significado mas continua a alimentar o novo significado através da compra de acessórios desnecessários, por exemplo. Eu não sou da opinião de que todos os presentes são oferecidos com falsas intenções e até concordo que se troquem presentes no Natal, desde que estes sejam oferecidos com sinceridade e que transmitam alegria e verdadeira amizade.

Algumas pessoas afirmam que o Natal continua a ter o mesmo significado que antigamente, e que a prova disso são as campanhas de solidariedade que decorrem por esta altura, mas eu penso que essas campanhas são insuficientes em comparação com a população existente, o que ao encontro da perda do espírito natalício. A maior parte da população é egoísta e não se quer lembrar de outros que passam um Natal infeliz.

Para finalizar, desejava que a sociedade tentasse travar este espírito consumista e que o verdadeiro espírito de Natal renasça das cinzas em virtude de uma sociedade melhor e mais justa.

Tiago Mesuras (11ºA)

Espírito Natalício ou Hipocrisia

Natal - data religiosa que celebra, no dia 25 de Dezembro, o nascimento de Jesus.
A meu ver o Natal é uma mentira, um sentido de oportunidade, isto é, as pessoas não vêem esta celebração pelo seu cariz religioso, mas sim como uma “troca de prendas”, que por vezes as leva a chegarem à hipocrisia, e a usarem este dia para reunir a família.
Contudo, ainda existem pessoas que celebram a sério esta data religiosa, pois não ligam propriamente aos presentes mas sim à reunião familiar e ao convívio, recorrendo às tradições natalícias.
Em suma, o Natal é “praticado” de duas maneiras diferentes, quando se acredita realmente no .

Rafael Passos (11ºA)

A Publicidade

Actualmente a publicidade está bastante presente no nosso dia-a-dia, desde a televisão, à rádio, ou aos cartazes na rua.
A publicidade, como tudo, tem os seus aspectos positivos e negativos mas, na minha opinião, é algo indispensável nas nossas vidas.
Retomando a questão da presença da publicidade , a meu ver é difícil viver sem ela, porque está em todo o lado, desde as ruas à nossa própria casa; chega-nos por correio, por e-mail, pela televisão, pela rádio, ou por outras vias. A publicidade dos nossos dias utiliza bastante os chamados jogos psicológicos, desde fazer um indivíduo pensar que precisa daquele produto quando ele ao ínicio sabia perfeitamente que não o queria, à utilização de certas palavras que despertam a atenção dos clientes, como por exemplo novidade, última geração, apenas por, só, promoção de, entre muitas mais.
Sem dúvida que a publicidade tem aspectos bastante negativos, que podem prejudicar seriamente as pessoas, especialmente, economicamente, como os pagamentos em prestações. Também há outros tipos de prejuízos menos graves. Apesar disso, a publicidade tem também um carácter informativo, pois promove eventos culturais, campanhas de solidariedade, eventos desportivos, por todo o país, e assim todas as pessoas de todo o país ficam informadas dos eventos que se realizam.
Para concluir, tendo em conta todos os argumentos e contra-argumentos, continuo com a mesma perspectiva de que a publicidade é algo indispensável às nossas vidas, e que se perderia muita coisa interessante se a mesma não existisse.

Sandra Candeias (11ºB)

Natal, Dádiva ou Máscara?

Pois é, nem um rapaz apaixonado oferece uma flor à sua amada em troca de nada. Já estou a misturar!
O dito rapaz, tal como os outros, oferece uma flor à sua amada em troca de tudo, ou então em troca de alguma coisa.
Ideia totalmente imbecil! Isto faz-me lembrar o Carnaval, em que as pessoas se mascaram de forma ridícula. Mas ainda mais imbecil é o facto de usar a máscara no Natal, não a máscara usada já anteriormente no Carnaval, mas sim a máscara de de bondade estampada no rosto, usada pelo egoísta por dentro, só para a troca de presentes natalícios, numa completa farsa de sentimentos inexistentes.
É muito mais significativo, no Natal, colocar-se à disposição tudo o que se tem, amor, carinho, tudo de bom a espalhar-se por onde se anda, e um sorriso contagiante estampado no rosto.
Os outros, os da máscara, com tanta imbecilidade nunca nada terão com amor.
Há que despir essa máscara e deixar o rosto tal e qual como é.
Afinal, o que se espera do Natal?
Uma dádiva com amor no ar e um sorriso caloroso no rosto, a deixar fluir tudo de bom que nos vai na alma e no coração.
Afinal, o Natal é tudo ou nada?
Eu considero que é tudo, pois nada é o vazio.

Leandra Miriam (11ºB)

Contrastes

O Natal é uma época festiva, na qual se oferecem presentes a familiares e amigos. Não só se oferecem, mas também se recebem. É também a celebração do nascimento de Jesus.

Para uns, o Natal é a época em que as famílias se juntam para matar saudades. Para outros, é uma época como outra qualquer, pois há quem não tenha família e muito menos uma casa.

Há quem diga que o Natal é quando um Homem quiser, mas há também quem pense que esta data nem sequer existe.

Assim, podemos concluir que o Natal pode ser tudo e nada ao mesmo tempo; que é para todos e para ninguém; que é alegria e tristeza. O Natal é um contraste de sentimentos.

Bruno Simões (11ºA)

“O que é o Natal?”

O Natal sera uma dádiva ou uma troca?
Na minha opinião, o Natal é uma dádiva por duas razões: uma razão é quando se celebra o nascimento de uma criança com o nome de Jesus, é um dia religioso, e a outra razão é quando a família convive mutuamente.
A meu ver o Natal é uma data onde toda a família se reúne para conviver e para “matar” saudades uns dos outros, porque não se vêem há muito tempo, porque ou um está no estrangeiro a trabalhar ou o outro está muito longe dos familiares mais próximos.Sendo assim, irmãos, tios , primos e pais reúnem-se no dia de Natal, para trocar uma lembrança sentimental. Em algumas famílias o Natal não significa estar com os familiares, mas sim receber presentes de boas marcas, ou seja, só lá estão para a troca de presentes e, por vezes, essa faceta funciona como uma máscara, omitindo essa informação aos restantes familiares. Para essas mesmas pessoas o Natal não significa nada. Então porque é que vão ter com as famílias? Ao mostrarem que gostam deles, dando-lhes presentes, não mostram sentimentos nenhuns.Pode-se dizer assim que essas pessoas são hipócritas e falsas.
Retomando a questão anterior, uma vez que algumas famílias só se podem encontrar no dia de Natal, o seu rosto não é uma máscara, mas um rosto triste.
A meu ver o Natal para algumas famílias significa tudo ou nada, dependendo dos sentimentos que se mostram e não apenas pelos presentes que trocam entre si.
Para acabar, as últimas palavras que digo é que todos tenham um Bom Natal e um Natal bem feliz.

Daniel Rodrigues (11º A)

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Natal - Que Conforto?

O Natal, 25 de Dezembro, data de união entre as pessoas, traduz-se principalmente em amor, paz e alegria, e em todas as coisas que quisermos.

Será que as pessoas aguardam mesmo o ano inteiro por esta data para receber o conforto da união, ou para receber o conforto material, que fica debaixo da árvore de Natal?

A verdade é que ninguém passa pelo Natal sem comprar qualquer espécie de material para poder executar as trocas de Natal, tão bonitas e com tanto sentimento; sim, trocas, porque ninguém dá nada a ninguém. E ninguém passa sem isso, exactamente porque espera que o próximo também o faça.
Trocam-se prendas porque está marcada a data de dia 25 de Dezembro para o fazer, e já é regra. Se não, então porque não oferecer em qualquer outro dia do ano? Porque não há essa vontade. Apenas fica a vontade de dia 25, em que, naquele certo mês, todos trocam os embrulhos e todos sorriem de alegria pelo presentinho desejado. Aqui a imbecilidade é tudo, aqui fica marcado o dia 25 de Dezembro como o dia de todas as faces, de todos os imbecis se unirem, neste Carnaval de embrulhos reluzentes, neste samba de esquemas e interesses. E esta imbecilidade é tão falsa, tão propositada como um baile de máscaras, máscaras essas ainda mais produzidas e pintadas que os efeitos de Natal das ruas de Lisboa.

O Natal é tudo isto? Então se é assim, para mim, este tudo não é nada.
Natal é aquele momento em que abdicamos de qualquer coisa para estar junto do próximo, aquele em que nos unimos, independentemente da possibilidade ou impossibilidade da oferta de prendas.
Entre o tudo e o nada do Natal, decididamente, enquadramo-nos no nada. O nada pode ser muita coisa, pois a falsidade permanece entre os seres humanos, ele é o pior até no seu melhor, em qualquer época do ano.

E agora? Que vos desejo eu este ano? Feliz Natal? Talvez Bom Carnaval , que seja eleita a melhor máscara do ano.

Marisa Gonçalves (11ºB)

O que é o Natal?

Poderá tratar-se de uma época onde, em parte, tratamos o tema carnaval.
Digo isto porque no Natal "vestimos a pele de Jesus". No Natal, temos como ídolo o Pai Natal, pessoa a quem as pequenas e ingénuas crianças escrevem cartas, a pedir prendas, porque se portaram bem.
De um ponto de vista, é uma imbecilidade estarmos a insinuar às crianças a existência de alguém que não, o grandioso Pai Natal. Mas de outro ponto de vista, se revelarmos às crianças que o Pai Natal não existe, elas pedem o espírito natalício, pois não há nada que lhes possa tirar o Natal ou o Pai Natal que, para elas, mesmo não passando de uma farsa, é tudo...
Então,nos dias de hoje, para confortar os corações das crianças, os pais disfarçam-se de Pai Natal, para lhes dar o que elas desejam no Natal - receber presentes e ver o Pai Natal.
Contudo o Natal é a altura de trocar presentes, e de estar com a família e de celebrar o famoso nascimento de Cristo.
Em conclusão, nao há nada melhor que um pai se fazer passar por Pai Natal, para alegrar um filho.

Jorge Gonçalves (11ºB)

Máscara?

O Natal é apenas uma máscara. A sociedade em que hoje vivemos é pura imbecilidade devido ao nada a que estamos expostos no dia-a-dia, o que leva a que o Natal seja comemorado simplesmente porque se trata de um hábito devido ao nascimento de Jesus.

Se no Carnaval as pessoas se mascaram, tratando-se apenas de uma tradição que não leva a nada, que apenas faz com que as pessoas mudem de cara e de algum modo pareçam imbecis, já no Natal as pessoas voltam a mudar de máscara, ficando mais carinhosas, amigas e mostrando o seu lado mais sensível.

Estarão só a entrar no espírito natalício ou a mostrar o verdadeiro "eu" que existe dentro delas e que esteve escondido até esta altura? Pode ser imbecil querer mudar porque as pessoas, pelo menos em família, se devem dar melhor nesta época e preferem colocar ou tirar a máscara para que isso aconteça, em vez de se deixarem ficar no nada que sempre foram.
As máscaras-presentes que são muitas vezes trocadas são também uma forma de receber algo em troca; as pessoas dizem muitas vezes que gostam e sentem-se bem ao oferecer, mas a maior parte das vezes só o fazem para poderem receber algo do outro lado.

Concluindo, no Natal as pessoas mudam, alteram as suas atitudes para que isso seja levado em causa, em vez de serem elas próprias o ano inteiro, deixando a sua imbecilidade de parte.

Rita Paulo (11ºB)

Natal?

Nos dias de hoje, na sociedade de hoje, que significado tem realmente o Natal?
Para muitos é apenas uma altura em que se recebe prendas, em que muitos fingem gostar de toda a gente só para receberem presentes e, só pensam no Natal como isso mesmo, uma altura para receber, e não pelo significado que realmente tem.
Para outros o Natal tem realmente um significado. É uma época feliz em que se deveriam dar mais presentes do que trocar. Mas, nos dias de hoje, na sociedade de hoje, são poucas, ou mesmo nenhumas, as pessoas que dão sem esperar receber nada em troca.

Tânia Silva (11º B)

sábado, 13 de dezembro de 2008

Vida Dupla












O seu nome é José Couto. Tem 27 anos, vive em Lisboa e é um calceteiro/pianista. De dia, preenche os buracos da calçada; à noite, preenche os ouvidos de quem o ouve tocar.

Entrevistador: Quando começou o seu interesse pela música?

José Couto: Bem, eu oiço música desde o tempo em que estava na barriga da minha mãe. Ela punha CD’s de Beatles, David Bowie ou mesmo Rolling Stones a tocar e colocava os auscultadores na sua enorme barriga, com ela diz que era, para eu ouvir. Ouvia todos os dias. A minha mãe disse que, quando punha os CD’s a tocar, eu dava muitos pontapés e ela sentia-me a mexer. Foi só esperar até eu chegar para fora para poder entrar em verdadeiro contacto com a música.

E qual foi o seu primeiro e verdadeiro contacto com a música?

Foi quando tinha quatro anos. Os meus pais decidiram inscrever-me numa escola de música, onde tive aulas de piano, canto e flauta de bisel. Era um excelente aluno, mas acabei por sair aos seis anos, pois a mensalidade aumentava e o salário dos meus pais diminuía. Mas continuei a praticar. Tinha um piano em casa. Não era de cauda, nem algo do género, mas dava para tocar e isso era o que interessava.

E porquê calceteiro? Porque não fazer da música a sua carreira?

Por uma razão simples: nem sempre somos bem sucedidos como músicos e eu também não tinha dinheiro para frequentar o conservatório, nem para tirar um curso superior.
Eu também sou um desastre noutras áreas. Não tenho pinta nem pachorra para físico, astronauta, biólogo, advogado, nem mesmo para empregado de mesa. Trabalhei num café no Verão de ’99, mas fui despedido por falta de competências.
O meu pai tinha um amigo que era calceteiro e perguntou-me se eu não queria ir trabalhar com ele, pois havia falta de pessoal. Eu lá fui experimentar e saí-me bem. Saí-me tão bem que ainda lá trabalho.

Porque decidiu tocar piano em restaurantes e bares à noite?

Eu, simplesmente, não queria deixar a música e precisava de ganhar mais uns trocos, é verdade. Por isso, peguei no meu talento, não querendo ser muito convencido e fui a vários restaurantes e bares à procura de uma oportunidade como pianista. Lá fui aceite num restaurante. Apesar de me pagarem mal, eu aceitei. Todos os fins-de-semana eu vou tocar a um barzinho no Bairro Alto, mas aí faço trabalho de borla. Não me importo de não ser pago. Quando não posso ir, não vou.

Com duas profissões, não deve ter muito tempo para a família.

Não tenho, é verdade. Mas para alguma coisa servem os Domingos. A minha mulher percebe o porquê destes dois empregos e as minhas filhas também. Se não fosse isso, elas não teriam casa, comida e roupa. Até acham engraçado eu ter duas profissões tão distintas.

Pensa continuar a ser calceteiro/pianista durante o resto da sua vida?

Calceteiro não serei para o resto da minha vida. Um dia, irei reformar-me. Da música nunca me reformarei, nem me cansarei. Quando não me quiserem mais, eu irei continuar a tocar, pois ainda tenho o meu piano de infância em casa.

Beatriz Madeira, 10º C

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Crise económica:suas consequências

Um problema actual que a todos preocupa – a crise económica que se instalou a nível mundial. Madalena Sobral, auditora financeira, dá algumas respostas sobre o que causou esta situação e as consequências que esta poderá trazer.

Ana Sobral: → Por que razão acha que se instalou esta crise económica?
Madalena Sobral: Devido à especulação imobiliária nos Estados Unidos. Toda a gente acreditava que as casas valiam muito mais do que na verdade, porque as empresas do sector imobiliário a todos convenceram dessa realidade. Quando se percebeu o verdadeiro valor das coisas, gerou-se um sentimento de insegurança que se alastrou a todos os sectores económicos.

A.S.: → Qual é, afinal, a verdadeira dimensão desta crise?
M.S.: A crise atingiu uma dimensão global, atingindo inclusive as economias mais estáveis.

A.S.: → A expansão da crise terá tendência para continuar?
M.S.: Sim, porque só agora começamos a tomar consciência dos reais impactos da instabilidade que se gerou.

A.S.: → Já assistimos à falência de várias instituições financeiras. Que outras consequências poderão advir desta crise?
M.S.: Outras consequências serão o aumento das falências de empresas que não sejam auto-sustentáveis, isto é, que necessitam de empréstimos bancários para sobreviver e às quais os bancos colocam neste momento muitos entraves aos empréstimos, aumento do número de desempregados e diminuição do poder de compra, entre outros.

A.S.: → Quem serão os mais afectados?
M.S.: Os trabalhadores e as pessoas com menos recursos. Os mais ricos também serão afectados se bem que estão menos susceptíveis de sofrer consequências mais graves e conseguem ultrapassar mais facilmente momentos complicados.
A.S.: → Que medidas podemos tomar para tentar travar esta situação?
M.S.: É uma resposta difícil. Na minha opinião, devemos recorrer o mínimo possível ao crédito e não investir em negócios de risco.

A.S.:→ Quanto tempo julga que irá durar?
M.S.: No mínimo dois anos, porque ainda estamos no início da fase em que percebemos o impacto real da instabilidade económica que se registou em Setembro.

A.S.: → Será que, contrariamente a algumas opiniões, esta crise vais afectar directamente Portugal?
M.S.: Vai afectar claramente todas as empresas que tenham negócios no estrangeiro e, para além disso afectará também a economia portuguesa porque, certamente, vão diminuir as remessas de dinheiro enviadas pelos emigrantes que actualmente trabalham nos países que estão a entrar em estagnação ou recessão económica.

Parece que a crise está apenas no início. As consequências serão cada vez mais visíveis e cabe agora às entidades responsáveis tentar resolver este problema. Todos esperamos o fim desta situação.


Ana Sobral 10º C - nº3

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Aviso aos Glutões de Sílabas e aos Saboreadores de Palavras

A ideia que presidiu a este blogue, quando ele nasceu, em 2006, foi torná-lo apenas e tão só um espaço de divulgação e partilha dos vossos trabalhos, surgidos no âmbito da disciplina de Português-Língua Portuguesa (vossos - não meus!), independentemente do seu valor literário.
O que combinámos, nessa altura, e o acordo que renovámos no ano passado, e no início deste ano, é que qualquer texto vosso aqui cabe, nesta montra do vosso labor e da vossa criatividade, sem que qualquer tipo de censura se exerça previamente sobre ele.
E porque o importante era - e é! - o vosso trabalho, e não o que eu possa pensar dele, é que o blogue adoptou, desde o seu nascimento, um carácter isento de qualquer juízo avaliativo sobre a qualidade dos textos aqui publicados; a opinião que eu possa ter sobre os vossos textos, reservo-a exclusivamente para vocês, e para a intimidade da nossa relação professora-aluno(a), como combinámos no início. Mas isso só nos vincula a nós.

Acontece que, como todos sabem, este ano o Salta-Letrinhas quis crescer, e abriu-se à escola, e anda muito feliz com a nova vida e com os parceiros que arranjou. Delicia-se mesmo com este sangue novo que chegou, a desafiar a preguiça dos "velhos residentes da casa". Respeita os novos residentes-parceiros e a sua forma de habitar este espaço, que a todos passou a pertencer por igual.

Na verdade, este nosso blogue é agora uma casa de várias famílias, onde todos nos respeitamos, independentemente dos nossos diferentes hábitos, e onde todos somos/são desejados. Não é estimulante ser uma espécie de "Residência Espanhola", rica em diversidade e em variedade? E não é muito melhor assim?
O sermos muitos mais a alimentar o Salta-Letrinhas só pode ser encarado como um estímulo a que se escreva cada vez mais! E isto é válido para todos - os recém-chegados e os antigos -.
Escrevam, saltitões!
Escrevam o que vos apetecer, e enviem, que o Salta-Letrinhas anda sedento de sílabas!

Uma palavra, também, para os nossos visitantes: os vossos comentários são muito bem-vindos, e não há da nossa parte qualquer tipo de censura relativamente ao que nos chega. O que há, às vezes, é alguma dificuldade em conseguirmos a rapidez que gostaríamos de ter a publicar textos de uns e comentários de outros.
Não é desculpa nenhuma, é apenas uma constatação.
Um abraço a todos, colaboradores e visitantes!

A Guarda-Letras

Literatura e Matraquilhos

Literatura e matraquilhos ou matraquilhos e literatura?
Optar por uma vida dedicada às letras e à composição literária, à arte onde as palavras tudo podem e conseguem, onde diversão assume apenas um papel secundário e não fundamental?
Ou optar por uma vida centrada na diversão, longe do intelecto, onde as letras poucas palavras formam, onde as palavras de pouco servem e onde a caneta nada escreve?
Cada um de nós sabe de si. As nossas escolhas fazem de nós aquilo que somos hoje.
Literatura ou matraquilhos?

André Calado
11ºB

A Publicidade

Não vivemos sem ela!
A publicidade está presente todos os dias no nosso quotidiano e bombardeia-nos constantemente. Sem ela, não saberíamos da existência de algo novo, de algo inovador que nos venha a alterar as nossas vidas.
A publicidade faz com que a nossa atenção seja despertada para algo, cria-nos interesse, estimula-nos o desejo de adquirir, permite-nos memorizar informações relativamente ao produto ou à campanha em causa e leva-nos à aquisição.
Pode-se dizer que tudo é perfeito quando corrermos feitos loucos em busca do dito produto que as vistosas imagens passadas na televisão (por exemplo) diziam ser milagroso.
Pela publicidade somos bombardeados, tendo por base produtos ou campanhas.Em suma, a publicidade desempenha um papel fundamental na nossa sociedade.

Sofia Rodrigues
11ºB

Literatura e Matraquilhos

À partida poderemos pensar que literatura e matraquilhos nada têm em comum, mas como nem tudo é o que parece, vamos debruçar-nos sobre o assunto apesar de no final chegarmos à mesma a conclusão a que chegámos no início do texto.
Ora... matraquilhos… O jogo que nos faz agarrar a bocados de madeira, executar movimentos bruscos com os braços, quiçá com o resto do corpo, nos momentos em que o jogo se torna mais empolgante, com o objectivo de fazer com que um dos onze bonequinhos que constituem a nossa equipa marque o tão desejado golo; nesse momento somos assaltados por uma imensa sensação de júbilo e gritamos. Gritamos tanto que nem reparamos que já está outra bola em jogo, bola essa de que só damos conta que lá está (ou esteve) quando entra na nossa baliza… Bem, isto é mais o que acontece comigo (mas marquei antes, por isso cala-te) não é grave, grave é os vinte cêntimos que se gastam por um jogo, que dariam para comprar quatro pastilhas de menta.

Na Literatura a história é outra (viram só o trocadilho? Não? Tudo bem.) Os bocados de madeira são na verdade lápis, as bolas são palavras, o objectivo é interpretar e escrever bem e não podes gritar, tens é que estar calado. Lado positivo? Podes comprar as pastilhas de menta.
Posto isto, quem é que pode condenar alguém por preferir os matraquilhos? Podemos concluir então que bater às portas e fugir é uma coisa feia de se fazer... alguém se poderia questionar neste momento, ‘’espera lá, o que é que isto tem a ver com o resto do texto?’’ ao que eu responderia: exactamente o mesmo que Literatura tem a ver com Matraquilhos.
Vou ver se tenho vinte cêntimos.

Sílvia Gonçalves
11.ºB

Literatura e Matraquilhos


Ele era de regras, nunca podia fazer o que mais gostava; jogar matraquilhos.

De segunda a sexta, só tinha duas opções, casa e escola.
Em casa, o tempo que lhe restava após estudo era para ajudar o pai no laboratório. Seu pai era cientista e tinha entre mãos um estudo sobre gafanhotos verdes.
Na escola, onde ele tinha mais liberdade, havia um jogo de matraquilhos, que era a sua perdição.
Sabes o quanto um cão se perde por um osso? Assim era ele.
Até que um dia não ouve o toque de entrada para a aula de literatura e tem falta.
Os seus pais souberam do que se passava na escola e do gosto que o filho tinha por matraquilhos. Compraram-lhe um jogo de matraquilhos lembrando-lhe que a aula de literatura estava em primeiro lugar.

Leandra Miriam Fonseca
11ºB

Para além da vida profissional…

Hoje, tenho aqui comigo no meu estúdio de televisão, Maria do Carmo Pereira, com 45 anos e contabilista de profissão. Vive desde sempre nesta bonita cidade de Santiago do Cacém.
Vamos saber um pouco mais sobre o que faz nos seus tempos livres.

Boa tarde, é com muito gosto que a recebo aqui no meu estúdio. Diga-me, o que faz nos seus tempos livres?
Olá, boa tarde. O prazer é todo meu de estar aqui. Nos meus tempos livres, faço várias coisas, como ler, passear, mas sem dúvida alguma o que eu prefiro é pintar.

Pintar? Fale-me um pouco mais sobre essa sua ocupação tão específica.
Sim, adoro pintar. A minha profissão é muito desgastante, então senti necessidade de um “escape”, foi aí que surgiu a pintura a óleo na minha vida.

Esse seu gosto já vem de família?
Não, tudo começou quando visitava exposições do pintor António do Carmo, o qual admiro muito. Ficava a olhar os quadros com uma vontade enorme de aprender, de fazer também o mesmo…

Estou a ver que o pintor António do Carmo é uma grande referência para si.
Sim, o género de pintura que o pintor António do Carmo faz é o realismo, eu ficava fascinada com o que via.

Quando é que começou a pintar?
Foi há oito anos. Surgiu um curso de pintura a óleo realista com o mestre Charles Hejnal, a funcionar no antigo colégio S. José. Então, comecei a realizar o meu sonho…

E já fez alguma exposição dos seus quadros?
Sim, já fiz uma exposição individual e várias colectivas. A individual foi numa livraria e as colectivas têm sido em vários locais: na Biblioteca Municipal Manuel da Fonseca, na Biblioteca de Santo André, no restaurante “Covas” e no Museu Municipal de Santiago do Cacém.

Depreendo das suas palavras que esse seu passatempo tem muita importância para si, é assim?
Sim, é muito importante para mim ocupar os poucos tempos livres que tenho com uma coisa de que eu gosto muito e aconselho todas as pessoas a terem alguma ocupação para além das suas profissões porque é uma forma de aliviar o “stress” do dia-a-dia.

Vou assim terminar, agradecendo mais uma vez a sua disponibilidade. E fica aqui esta mensagem: a vida não é só feita de trabalho, para além da vida profissional, pode haver outras ocupações que ajudam a realizar sonhos e a uma concretização pessoal mais efectiva.

Patrícia Pereira
10.º C

Literatura e Matraquilhos

André tinha aproximadamente 17 anos, era um excelente aluno, de boas famílias,ou seja, tinha tudo para ter sucesso.
Adorava ler e jogar matraquilhos, o que era incompativel. Ao início, os matraquillhos eram apenas um divertimento para passar o tempo de intervalo, mas com o passar do tempo o que era um simples divertimento tornou-se num vício. E o André começou a faltar às aulas, a deixar de ler, de estudar, e passou só a pensar nos matraquilhos.
Os amigos tentavam ajudá-lo, mas não servia de muito, pois André não queria saber do que eles diziam.
Enfim, a simples brincadeira de intervalo acabou por arruinar o futuro do André. Enquanto os amigos iam passando de ano e construindo uma carreira para o futuro, ele acabou por desistir da escola por uma simples brincadeira.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Advocacia Portuguesa



Lina Costa, 42 anos, advogada de uma grande empresa em Lisboa há cerca de quinze anos, vem falar-nos da advocacia portuguesa exercida como trabalhadora por conta de outrem.

- Porque é que quis ser advogada?
Não sei. Foi algo que esteve sempre presente desde o liceu. No início, pensava tirar a licenciatura em direito e seguir até ao Centro de Estudos Judiciários, tendo em vista e Magistratura. Ser juiz era, à data, algo que, embora não totalmente interiorizado, se mostrava uma hipótese de carreira.
- O que a fez desistir da Magistratura?
Quando terminei a licenciatura, optei por fazer o estágio da Ordem dos Advogados e, logo depois, comecei a fazer um estágio profissional na empresa onde ainda hoje trabalho. O exercício da advocacia, nos primeiros tempos como jurista e pouco tempo depois como advogada, foi algo que me agradou desde o início. Não foi uma questão de desistir da Magistratura, foi sim a realização profissional proporcionada pela advocacia que me fez esquecer qualquer outra hipótese.
- Que dificuldades enfrentou após completar a licenciatura?
Desde logo não foi fácil arranjar um patrono e um escritório de advogados onde fazer o estágio. Vim de Santiago do Cacém, tirei o curso em Lisboa e não conhecia ninguém no ramo a quem pudesse recorrer. Ultrapassada esta questão, deparei-me, no fim do estágio, com as dificuldades inerentes ao exercício da advocacia por conta própria, tais como o arrendamento de espaço para estabelecer o escritório e meios económicos de suportar as despesas inerentes, ou o pagamento de renda em qualquer um outro escritório já estabelecido.
- Como começou a actividade profissional?
Enviei o meu currículo para diversas empresas, tendo uma delas respondido que poderia fazer um estágio profissional na área de regimes, que tem a ver com as relações de trabalho, na Direcção de Recursos Humanos. Aí fiquei até hoje, embora tivesse já passado por outras áreas da mesma empresa todas relacionadas com o exercício da advocacia.
- Qual a diferença entre o exercício da advocacia por conta própria e por conta de outrem?
Basicamente nenhuma. Apenas muda a relação com o cliente no sentido de que a liberdade profissional inerente ao exercício da advocacia por conta de outrem, está, em certos casos, inibida por orientações de gestão nem sempre relevantes na advocacia por conta própria.
- Num momento mais difícil, nunca se arrependeu de ter escolhido esta profissão?
Não. Acabam por ser estes os momentos mais interessantes. Por vezes, tornou-se necessário admitir o desconhecimento, a falta, a impossibilidade ou incapacidade de resolução de uma situação, mas também foram estas as ocasiões que, posteriormente, mais facilmente se resolveram.
- Como vê o exercício da advocacia actualmente?
Cada vez mais competitivo, por vezes difícil, mas sempre e igualmente interessante.

Obrigado por ter cooperado nesta entrevista, as suas informações foram bastante úteis para sabermos um pouco mais sobre a advocacia nos tempos actuais.
Beatriz Lourenço, 10º C

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Charles - A Entrevista


Conheci Charles, no âmbito do projecto ‘’A Hora do Conto’’, proposto pela Biblioteca Municipal Manuel da Fonseca, Santiago do Cacém.
Basta observar como a sua maneira de estar é tão simples, mas ao mesmo tempo, tão artrítica.
Charles Hejnal nasceu a 7 de Abril de 1947, em Lille, França assumiu como profissão a de “Pintor’’.


Joana Nunes – Quando Descobriu a paixão pela pintura?

Charles Hejnal – Repentinamente aos 22 anos, acordei uma manhã com um desejo de pintar a aguarela (tipo paixão amorosa mesmo) e no mesmo dia fui para Estrasburgo comprar materiais.

J.N. – Para além da Pintura tem mais alguma paixão, qual?

C.H. – Tudo o que tenha a ver com o tempo passado, para mim é fascinante (Paleontologia, Arqueologia). Posso mesmo dizer que sou um apaixonado pelo fenómeno da evolução da vida.

J.N. – Por que decidiu aceitar o convite para participar neste projecto de pintura da sala da ‘’Hora do Conto’’?

C.H. – Primeiro, porque gosto muito das pessoas com que estou a trabalhar na Câmara Municipal; depois, porque é um tipo de pintura para mim, muito mais interessante que pintar um quadro. Neste tipo de pintura, estou a preencher volumes, criando uma ilusão.

J.N. – Para além deste projecto, sabemos que tem participado noutros, nomeadamente projectos relacionados com pintura nas freguesias. Explique-nos um pouco no que consistem e porque os aceitou?

C.H. – É um projecto que pretende dar oportunidade a pessoas de se familiarizarem um pouco com a pintura e que de outra forma nunca a teriam. A Câmara de Santiago tem uma política muito humanista, preocupa-se em dar às pessoas do mundo rural as mesmas coisas que às chamadas “elites”, sendo esse o principal motivo da aceitação de participação no projecto. Partilho das mesmas ideias e acho que se tem que vulgarizar a pintura e as artes. Toda a gente tem que ter as mesmas oportunidades.

J.N. – Como pessoa, o que mais o tem enriquecido ao participar nestes projectos?

C.H. – Principalmente, recebo muita amizade e uma resposta muito positiva das pessoas e são essas pessoas que mais me têm feito sentir em casa. Que não me fazem sentir um estrangeiro.

J.N. – Sabemos que conta com a participação de alguns voluntários no projecto. Gosta de ensinar?

C.H. – Gosto de ensinar tudo o que aprendi em toda a minha vida. Todos os truques, técnicas, segredos e gosto de partilhar todas estas experiências.

J.N. – Tem alguma faixa etária com que goste mais de trabalhar. Qual?

C.H. – Prefiro, acima de tudo, trabalhar com os adolescentes, porque são mais concentrados e têm muito mais vontade de aprender. Os adolescentes preferem aprender a produzir. Os adultos, muitas vezes, não se preocupam em aprender, mas sim em produzir quadros. Também acho que são os adolescentes os futuros pintores, arquitectos, engenheiros…, por isso, devem ser ensinados e despertados para a arte e para a vida.

J.N. – Há alguma coisa que queira acrescentar ao que foi dito?

C.H. – Sim. Quero dizer que tive muita sorte em ter sido integrado nesta sociedade e ter tido o privilégio de puder participar na vida dos portugueses. Participar nas suas angústias, alegrias, preocupações, etc. … Tudo.

J. N. Obrigada pelas suas palavras e também pela arte que possui e que com todos gosta de partilhar!

Joana Nunes - 10º C

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Terramoto Económico


Epicentro – EUA

A depressão dos EUA no sector bancário foi duramente atingido devido à ruína dos accionistas, ao endividamento das famílias fruto do acesso facilitado a créditos e das dificuldades das empresas em liquidarem os empréstimos contraídos, levando à falência deste sector e, consequentemente, de outros dependentes destes. Sendo os EUA uma super potencia a nível mundial a crise “abraça” agora o mundo inteiro. Mas não terá anteriormente a sociedade passado por uma situação semelhante?
È para discutir este tema que entrevisto a D.ª Teresa Pimenta (mediadora imobiliária), com o objectivo de compreender as origens e as dimensões da actual crise e compará-la a outras anteriores semelhantes a esta
.

1 - Recorda-se de ouvir falar de uma crise mundial com a dimensão e proporção desta vivida actualmente?

Teresa Pimenta: Igual não! Mas em termos de consequências a de 1929 foi muito semelhante…

2- O que esteve na origem desta actual crise e na de 1929?

T. P: Ambas tiveram origem nos Estados Unidos. A de 1929 teve começo numa especulação bolsista nos EUA. A origem da actual crise também esteve ligada ao sector bancário dos EUA, devido ao facto de este sector ter deixado de ter liquidez para satisfazer os pedidos e honrar os compromissos que tinha. Isto porque as pessoas passaram a viver numa ilusão do que realmente não tinham, devido às tentações do “crédito fácil”. E, depois, surge a dificuldade de pagarem os empréstimos contraídos, e os bancos passam a não ter capital disponível para a liquidação.

3- Acha que as consequências da crise económica de 1929 são semelhantes às consequências que actual crise está a gerar?

T. P: Para já, a crise de 1929 em termos de consequências imediatas foi mais grave. Depois do colapso bolsista, a América foi arrastada para uma profunda depressão económica, atingido nomeadamente o sector bancário, o que provoca a sua falência, dificultando, assim, o financiamento à indústria e, consequentemente, provocando o encerramento destas. As fábricas deixaram de poder comprar matérias-primas e de pagar os salários aos funcionários, sendo obrigados a despedir pessoal ou a encerrar as portas. Ora tal fez disparar o desemprego que, por sua vez, fez diminuir a procura eo consumo. É o que actualmente já se verifica e possivelmente vai se agravar.

4- Como é a que a actual crise económica chega à Europa?

T. P: Primeiro, porque o que acontece nos Estados Unidos também acontece cá! Numa escala diferente… mas acontece. Depois, a globalização da economia americana é tão importante no resto do mundo que acaba por se reflectir directamente ou indirectamente nos outros países.

5- De que forma, actualmente, a crise afecta Portugal e os portugueses?

T. P: Afecta Portugal e os portugueses da mesma forma que afecta os outros países. Por exemplo, no sector bancário já é muito difícil conseguir um empréstimo. Começa-se a verificar que as empresas, tanto a nível nacional, como internacional, estão a dispensar pessoal ou mesmo a encerrar as portas.

6- Acha que poderemos chegar a uma grave falência do sector bancário à semelhança do que aconteceu nos EUA?

T. P: Não! Porque nós estávamos a um “passo a trás”, isto é, acredito que não vamos chegar a uma situação tão grave quanto a dos EUA. Isto porque, desde logo, o nosso governo e a comunidade europeia tomaram consciência do problema que se estava a aproximar e tentaram, desde logo, tomar medidas preventivas, embora não sejam a solução e a garantia de que a crise não se agrave. Pelo menos tentaram, desde logo, diminuir as consequências desde problema! Portanto, acho que não vamos chegar a uma situação tão grave como a dos EUA!

7- Acha que a medida do governo português de injectar directamente capital nos sectores bancários é a solução para a crise?

T. P: Sim, acho que faz todo o sentido, evita-se, pelo menos, que os depositantes sofram perdas, como aconteceu no EUA.

8- Poderá a solução para esta crise ser semelhante à solução de New Deal para a crise de 1929?

T. P: Em algumas coisas pode. Por exemplo uma das medidas de New Deal, na época, foi a construção de obras públicas para gerar mais emprego e a regulamentação das actividades da Banca e da Bolsa. Apesar da realidade actualmente ser diferente acho que a solução também pode passar por aí.

9- A sociedade poderá aprender alguma coisa com esta crise?

T. P: Sim! Esta crise devia sobretudo revolucionar a mentalidade das pessoas. A sociedade andou anos numa ilusão a viver acima das suas capacidades financeiras. Isto devia consciencializar as pessoas que devem resistir ao “crédito fácil” e ao endividamento, porque, depois se por algum motivo, ou de saúde, ou de emprego, as pessoas deixam de poder pagar os empréstimos de casas, de carros podem perder os seus bens, alguns deles essenciais para o seu mínimo de sobrevivência...

10 -Esperamos que ao menos isso! Que se aprenda com os erros. Para futuramente se cometam menos! E esperemos começar a ver o fim a este problema que actualmente nos toca a todos! Obrigada D.ª Teresa pelo tempo que nos disponibilizou para este momento de discussão e de reflexão.

Marlene Silva, 10.ºC; n.º10

Barack Obama vence as eleições Americanas

Durão Barroso e as Eleições para Presidente dos EUA
O entrevistado de hoje é Durão Barroso, presidente da Comissão Europeia e homem com experiência política. Entrou para o ramo durante os anos 70, em 2002 chegou a primeiro-ministro de Portugal, dando, dois anos mais tarde, o salto para a Europa. A entrevista vem no âmbito das eleições para presidente do país mais poderoso do Mundo as quais, pela primeira vez, foram ganhas por um negro.

-- Senhor Presidente Durão Barroso, antes das eleições em questão, quem era o seu favorito à vitória? Porquê?
-- Barack Obama talvez... Espero muito deste jovem e para além disso, na minha opinião, os conhecimentos de John McCain são demasiado vastos para alguém que quer comandar os Estados Unidos.
-- Porque escolheria um homem menos experiente?
-- Não tenho quaisquer dúvidas de que Obama é menos experiente mas, ao mesmo tempo, é um visionário e penso que isso é muito importante para facilitar negociações.
--Acha que o novo presidente pode mesmo mudar o rumo dos acontecimentos nos EUA?
-- Sinceramente acho que há situações já irreversiveís mas, porventura, há outras que Obama está a tempo de mudar.
-- Os EUA escolheram Obama. Para si, quem seria o eleito pelo Mundo?
-- As imagens de festejos em todo o Mundo penso que clarificam a resposta. Afinal, não é todos os dias que vemos o Mundo festejar a eleição de um presidente.
-- O presidente russo, Dmitri Medvedev, expressou um desejo de manter boas relações com a administração de Obama. O que pensa sobre estas declarações?
-- Obama sabe o que é melhor para o país e para o Mundo! Obama é um homem de ideias fixas e, tenho a certeza que ele gostaria de ter a seu lado outra potência mundial como é o caso da Rússia. Caso contrário, estaria apenas a comprar mais uma guerra.
-- O povo africano vê, nesta eleição, a esperança. Consegue entender este sentimento?
-- Obviamente. Quer queiramos quer não, o povo africano continua a ser o mais excluído, aquele que, na maioria dos casos, não se encontra nos planos mundiais. Agora, com a eleição de Obama, homem que sabe bem como é viver em Àfrica, este povo vê uma oportunidade de desenvolvimento.
--Teme, de algum modo, a vitória, inédita, de um negro?
-- De modo algum. O mundo está a mudar e este é apenas mais um sinal da globalização.
-- Acha que, a partir de agora, as negociações entre a UE e os EUA podem ser mais fáceis?
-- Como já referi antes, Obama é um homem de ideias fixas. mas vejo-o como uma pessoa mais flexível que George W. Bush.
-- E para si, qual será o impacto dos resultados destas eleições para a Europa?
-- Torna-se muito mais fácil negociar com um homem flexível. mas penso que o impacto será relativo, pois Bush sempre teve um cuidado especial nos acordos com a Europa.
-- Para finalizar, se Bush pudesse voltar a ser Presidente da América, Durão penderia para o lado de Obama ou para o de Bush?
-- Sobre isso não irei pronunciar-me, pois ainda não tive o prazer de negociar com o Barack.
E é assim que Durão Barroso define Obama e o distingue de Bush e McCain. Durão deu-nos, também, uma visão daquilo que pensa ser a opinião do Mundo.
-- Presidente, desejo-lhe boa sorte para daqui em diante e, que faça acordos importantes tanto para a UE como para Portugal.
Francisco Almeida, 10ºC Nº8

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

À conversa com Ana Lurdes Faustino


Decidi entrevistar a minha mãe, Ana Lurdes Calado Faustino, 41 anos, Juiz de Direito que exerce funções no Tribunal de Évora, sobre a sua profissão por achar que é um assunto interessante e que tem a ver com o meu futuro e com o de mais alguns colegas
A entrevista decorreu no quintal da residência da entrevistada e da entrevistadora.

· Achou o curso de Direito difícil?

É necessário estudar muitas horas de forma a assimilar os conhecimentos, mas no geral não o achei difícil.

· Quais eram as suas disciplinas favoritas?

Direito da Família e Sucessões, matéria que engloba todas as relações familiares, como o casamento, o divórcio, o poder paternal, a adopção e as partilhas na sequência de divórcio ou morte.
Outra das minhas disciplinas favoritas foi Direito Penal, que é a área que acabei por escolher.

· E as mais chatas ou difíceis?

A mais complicada é História das Instituições ou História do Direito Romano, porque é uma matéria muito teórica, na minha altura era leccionada no 1º ano e pensamos que não vai servir para nada decorar o sistema jurídico português do tempo das Ordenações Afonsinas.
Na prática, e para fazer sentenças no século XXI, é de facto necessário perceber a evolução do ordenamento legislativo desde a sua origem.

·O que é que a levou a escolher esta carreira?

Escolhi esta carreira porque é muito interessante, todos os dias são diferentes e constituem um desafio à capacidade de adaptação e compreensão, jurídica e humana, de quem a exerce.

·Que conselho daria a alguém que fosse agora começar a exercer na sua área?

O sistema de formação dos magistrados é eficaz, uma vez que permite a quem vai começar a exercer essa profissão estar durante vários meses junto de um Juiz com muitos anos de carreira, e apenas assistir a julgamentos, antes de os começar a efectuar.
O principal conselho é ter-se um espírito aberto e capacidade crítica, para poder aprender com a experiência dos outros e formar uma opinião própria sobre aquilo que deve ser feito ou não.

·
Na sua opinião, qual é o principal talento, ou qualidade, necessários para singrar na sua profissão?

Acho que para singrar na profissão de Juiz são necessárias várias capacidades, como por exemplo, a paciência e a determinação.
Mas talvez a qualidade mais importante seja a capacidade de se alhear dos pré-juízos em relação a cada caso e encarar cada ser humano com os defeitos e virtudes que o mesmo tem.

·Acha que a sua profissão é complicada?

Acho que é extremamente complicada, designadamente porque neste momento, em Portugal, existem demasiados processos por cada Juiz e um sistema que assegura garantias que complicam em demasia os processos.
O tempo é sempre insuficiente e é necessário saber encontrar o equilíbrio entre aquilo que se poderia fazer e saberia fazer (e seria perfeito dentro do sistema que já referi) e aquilo que é, de facto, possível fazer, tendo em conta o tempo e os meios à nossa disposição. Isso em termos genéricos.
Caso a caso, e para mim que me especializei na área criminal, existem situações em que não é evidente a responsabilidade do arguido, pelo que a eventual condenação do mesmo implica um estudo aprofundado das circunstâncias daquele caso em concreto – com recurso quer à experiência do julgador, quer a outras áreas de conhecimento, como a psicologia, medicina, economia, sociologia, entre outros.
Quando se condena um arguido, especialmente com pena de prisão, opera-se uma profunda alteração na sua vida, presente e futura, sem que seja possível saber se tal alteração será positiva ou negativa face ao funcionamento do nosso sistema prisional. Essa alteração estende-se à vida das respectivas famílias, ou seja, os pais, os cônjuges e os filhos, com maior incidência sobre os menores. Mas, quando não se condena e não se responsabiliza um arguido pelos actos que praticou, na maior parte dos casos, as consequências nefastas recairão sobre as vítimas e respectivas famílias.
Essencial é que o Juiz consiga alcançar uma solução que tenha em conta as provas produzidas no caso, as regras do direito aplicáveis e também a Justiça enquanto ideal superior e diferente do Direito porque a Justiça não é apenas o conjunto das normas aplicáveis, mas também a manifestação da consciência e valores colectivos e também individuais e, na minha opinião, a consciência de um Juiz deve levá-lo a procurar servir a Justiça e não apenas a produzir sentenças em que o Direito esteja correctamente aplicado.
A profissão de Juiz aparenta ser muito complicada, mas com algum trabalho e dedicação consegue-se exercer. Como todas as profissões tem momentos compensadores e outros menos agradáveis.


Ana Miranda – 10ºC – Nº2