Sinto-me miseravelmente triste. Parece que o meu cão está cada vez mais doente. Nunca perdi um familiar próximo, mas acredito que a dor que venha a sentir seja idêntica à que sinto agora. Não faz sentido distinguir ser humano de animal. Ele foi desde sempre integrado como o membro mais novo da família, sim, quase um irmão de quatro patas que agita a cauda enquanto corre, livre, atrás dos pássaros que nunca chega a apanhar. Agora, ele já não consegue correr assim. Passo eu mais tempo a correr até à sala, só para ter a certeza que ainda respira. Um fôlego apagado, como a luz de uma vela gasta. Sim, é terrível ver alguém a sofrer assim... É nestes momentos que as memórias felizes, mas agora, dolorosas, surgem umas atrás das outras: de uma minúscula bola peluda a emitir um rosnar de dar vontade de rir, uma queda fabulosa no chão encerado... Nunca foi dotado de grande inteligência, mas sem dúvida que a vida até ao momento foi feliz, assim como tornou mais feliz a vida dos que o rodeavam.
Joana Cachapa
segunda-feira, 24 de março de 2008
quinta-feira, 6 de março de 2008
Outra Carta de Amor
O Aluno
Escola do Sucesso
1234-516-Paraíso
Escola do Sucesso
1234-516-Paraíso
Escola do Sucesso, 14 de Fevereiro de 2008
Querida Cábula,
De tantas vezes que já me safaste, hoje levaste-me ao sucesso. Tenho-te sempre comigo: no estojo, no bolso ou na camisa, é indiferente. És imprescindível e eu sem ti não era nada mais do que uma negativa, uma nota miserável no cabeçalho.
Os exames têm corrido bem graças a ti, acredita. Gosto de ti quanto menores forem as tuas dimensões, e maior o teu conteúdo. O medo que eu sinto, enquanto te copio para a folha de resposta pode ser muito, mas não supera a intensa utilidade que me proporcionas.
Espero que permaneças comigo até à última pergunta. Ser-te-ei fiel: escreverei tudo o que em ti estiver escrito, e nunca duvidarei do que me contares.
Com toda a entrega,
Aluno.
Frederico Bonito
De tantas vezes que já me safaste, hoje levaste-me ao sucesso. Tenho-te sempre comigo: no estojo, no bolso ou na camisa, é indiferente. És imprescindível e eu sem ti não era nada mais do que uma negativa, uma nota miserável no cabeçalho.
Os exames têm corrido bem graças a ti, acredita. Gosto de ti quanto menores forem as tuas dimensões, e maior o teu conteúdo. O medo que eu sinto, enquanto te copio para a folha de resposta pode ser muito, mas não supera a intensa utilidade que me proporcionas.
Espero que permaneças comigo até à última pergunta. Ser-te-ei fiel: escreverei tudo o que em ti estiver escrito, e nunca duvidarei do que me contares.
Com toda a entrega,
Aluno.
segunda-feira, 3 de março de 2008
Carta de Amor
Querido Pau de Giz,
Não consigo passar sem o teu toque no meu verde garrafa.
Fico indignado quando "aqueles" que ensinam, te atiram à cabeça dos pobre coitados, a quem chamam alunos ou estudantes.
Se não fosses tu, eu não serviria para nada, pois és a razão do meu viver. És a minha felicidade.
Já tentei parar o velho do Sr. Apagador para não apagar as tuas belas "curvas".
Quero-te para sempre,
o teu amado e querido
Quadro.
Rafael Passos
Não consigo passar sem o teu toque no meu verde garrafa.
Fico indignado quando "aqueles" que ensinam, te atiram à cabeça dos pobre coitados, a quem chamam alunos ou estudantes.
Se não fosses tu, eu não serviria para nada, pois és a razão do meu viver. És a minha felicidade.
Já tentei parar o velho do Sr. Apagador para não apagar as tuas belas "curvas".
Quero-te para sempre,
o teu amado e querido
Quadro.
Rafael Passos
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