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terça-feira, 26 de outubro de 2010

Quero Viver!

Eu? Eu sou uma pessoa calma, talvez de mais, sou compreensiva, quanto basta, e tento sempre ajudar quem precisa. É claro que às vezes não consigo, mas eu, como ser humano, erro, e todos nós erramos, sem excepções. Porquê? Porque nós, seres humanos, não somos perfeitos.
Quem sou eu? Eu? Eu sou uma pessoa normal, com defeitos e qualidades, uma pessoa que tenta portar-se bem, mas que, às vezes, não consegue. Como disse, não sou perfeita, gostaria de ser, mas não o sou. O que é a perfeição?
Queria chegar ao céu e ver o quão infinito é! Queria chegar ao sol e ver o seu brilho! Querer? Querer mesmo? Quero-te a ti. Quero-te a ti sem condições, sem chantagens, sem rancores nem desgostos, apenas quero ser feliz contigo, sem sofrer mais. Mas porquê? Porque é que temos de sofrer? Porque é que temos de amar? Porque temos de viver? Porque o ser humano é assim…
Quem sou eu? Eu sou uma pessoa que chora, perante o fim do mundo, perante o fim de tudo, perante o fim da vida. Mas também perante o nascer de uma nova vida, de uma canção, do sol em cada manhã!
Não poderia ser tudo melhor, mais simples? Naturalmente bom? Não, não peço facilidade, não quero tudo de mão beijada. Só queria não ter de sofrer, de gostar, de amar, de viver. Mas se não passar por várias experiências, nunca mais aprenderei a ser feliz!

Débora Paulino; 12º D

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Eu sou livre!


Quem sou eu? É uma pergunta sem resposta certa… Eu sou eu. A resposta a essa pergunta vai se construindo ao longo da nossa vida e eu, cada vez, sei mais acerca de mim. Assim, descobri que não sou uma pessoa forte, sei que sou amigo, simples e verdadeiro. E tudo o que eu sou hoje, é fruto das tristezas e das alegrias que a vida me ofereceu. Pode ser difícil aguentar essas tristezas, os meus erros, mas tenho de aprender a viver com eles, uma vez que a vida é uma incógnita.
Uma coisa que eu preciso e muito é da minha liberdade, não gosto e não consigo estar preso a uma algo durante muito tempo e talvez seja por isso, que eu tenha que viajar, pois preciso de sair deste “mundo” e conhecer outro totalmente diferente. É verdade que eu tenho cá toda a gente que amo, mas o facto é que eu nem sempre gosto de viver em sociedade, prefiro estar só, num mundo à parte. Apesar de tudo, custar-me-á deixar certas pessoas para trás. Logo, a vida é feita de escolhas, o importante é que façamos o que achamos que é o mais certo e é necessário ter coragem para enfrentarmos todas as escolhas que fizermos ao longo da nossa vida, mesmo que nem sempre façamos as melhores! Com essas escolhas, cresço e amadureço e sou um eu diferente daquele que fui ontem, há um mês, há um ano, há tempos…
Como já tinha dito, responder à pergunta “Quem sou eu?” não é facil e já que me fizeram esta pergunta, aproveito para perguntar, e tu quem és?

Diogo Dias; 12ºC

Super-mulher!

Quem sou eu ? É uma das perguntas que fazemos quando atingimos esta faixa etária, pois parece que o mundo que nos rodeia gira no sentido oposto ao nosso. Mas julgo que ninguém tem uma resposta concreta, porque aquilo que pensamos ser, para os outros pode ser alguém bem diferente.
Foi ao longo destas duas décadas que me formei como pessoa. Fui observando as atitudes, as falas e até mesmo os gestos das outras pessoas, para criar o meu próprio estilo “politicamente correcto”. Percorri caminhos diferentes até encontrar o certo; cheguei até a sair derrotada de alguns deles, mas nunca baixei os braços, porque me identifico com célebre frase “mais vale as lágrimas da derrota do que a vergonha de não ter lutado”. Sou lutadora, mas desisto quando sinto que não vale mesmo a pena; teimosa, por não descansar enquanto não alcançar os meus objectivos; atenciosa e boa ouvinte. Contudo, com as desilusões que tive, aprendi a dar pouco crédito a histórias que me soam a mentira. Tento sempre dar de mim uma imagem de super-mulher. Por vezes, não me reconheço quando os meus níveis de simpatia atingem o limite, nem quando a “capa” que envergo cai. Nesse instante, serei verdadeiramente eu? É o sentimento de pena misturado com fraqueza que me domina nesse preciso momento.
Porém, eu sou quem sou, sou como sou, sou um ser humano comum nesta sociedade, mas com uma personalidade diferente, claro! Sou eu!

Carla Gregório; 12°C

Fragmentos de Mim

Quem sou eu? Neste momento, sei que sou alguém que clica nas teclas do teclado para que as letras surjam no ecrã do computador. Este alguém tem um nome, tem um corpo e tem um cérebro que a faz recordar o que já viveu e a faz pensar em quem foi nessas circunstâncias passadas.
Desde o dia dez de Setembro do ano mil novecentos e noventa e três que sou um ser humano, com pernas, tronco e membros. Ao longo destes dezassete anos, as vivências e as várias maneira como agi perante elas foram algumas. E por que não reagi de maneira igual perante todas as circunstâncias? Porque ninguém consegue ser o mesmo quando confrontado com diferentes obstáculos. Há sempre um novo fragmento do nosso ser que transborda e que se mostra ao mundo quando as perguntas, os caminhos e as pegadas seguem diferentes caminhos.
O meu ser também se fragmenta em desiguais facetas quando convivo com diferentes grupos de pessoas. Não é possível depositar a mesma quantia de confiança em todos os outros seres que me cercam, que me transmitem ideias ou que, simplesmente, me balbuciam palavras sem sentido. Nem todos são merecedores de ouvir os meus pensamentos, de me conhecerem e de me descobrirem.
No final de contas, eu não sou apenas alguém que escreve, não sou apenas um conjunto de células, que juntas, enformam o corpo humano. Eu sou constituída por vários fragmentos, que cuidadosamente ligados, fazem de mim um ser pensante, que reage e que se transforma.
Beatriz Madeira, 12ºC

Transformações

Depois de dezassete anos de vida e de experiências vividas a mesma dúvida permanece. Quem sou eu afinal? Não sei quem sou, nem quem finjo ser, sinto-me completamente perdida neste mundo cruel cheio de florestas densas e repletas de escuridão, escuridão essa que me faz perder a minha alma e me faz duvidar da minha verdadeira identidade.
Já não sei o que sinto, mudei completamente nos últimos meses motivada por pessoas que nem me são nada neste momento, pessoas por quem me apaixonei e a quem passei a odiar. Um ódio que nunca pensei sentir por alguém. Na verdade, isto não significa que, mais tarde, não me venha a reencontrar no meio do negro que se tornou a minha vida, mas, por enquanto, vivo com a esperança de perder o tempo perdido, tal como Fernando Pessoa com a sua infância. No meio do desabafo que se tornam as minhas palavras, uma grande amiga me disse um dia que o aconchego e o amor verdadeiro, a amizade, o respeito são sem dúvida o mais importante e não se devem guardar ressentimentos pois esses só trazem insegurança, mal-estar, desconforto e melancolia. Não perdi a minha infância, mas acabei por perder uma fase das mais especiais da vida – a adolescência - por alguém que ma roubou, alguém que me fez perdê-la e, agora, não sei como a recupera, mas sei que hei-de encontrar o caminho para a felicidade. A felicidade tarda, mas não me faltará.

Catarina Sabino; 12º D

Animal

O meu lado animalesco, que ao possuir uma quantidade imensa de instintos, permanece adormecido frente à barreira de censura do enorme grupo humano, ascende a algo mais enquanto me alimento, choro, toco, cheiro, observo e durmo. São os sonhos as réplicas da vontade de se libertar deste animal que me habita.
Vontade tem ele de se expandir em vastas planícies naturais e verdes, onde se verifica a amamentação da mãe natureza sobre os seres vivos. Vontade tem ele de se libertar desta civilização medíocre e hipócrita, e de se juntar à civilização irracional, onde os instintos, explícitos nas tintas de variadas cores fincadas sobre o corpo nu, se apoderam das regras, das normas e dos preconceitos. Aí, onde todos são iguais, onde todos apreciam a beleza e o comportamento natural, entre cheiros e toques incontroláveis pela atracção. As insónias, que desfrutam nas noites, onde a lua se enche de estrelas brilhantes, são a certeza de que esses instintos ainda permanecem dentro de nós. Assim, são esses instintos que nos fazem agir sobre os outros como mãe, companheiro ou inimigo.
O meu “eu” escondido e animal deseja vadiar por aí, até que a carne das curvas dormentes do meu corpo estejam impregnadas de flores ardentes, e, ao apanhar o sol com a minha boca, saltar no maduro ar, com os olhos fechados, para colidir contra a escuridão da realidade.

Sara Silva; 12º D

Sou tudo e nada!

O ser é um saber perdido na vastidão dos tempos. Um reconhecimento impossível de se reconhecer. Um mero vocábulo abrigado à margem do corpo. Mas o que sou eu? O que sou além de partículas de espírito presas na matéria? O que sou… Um todo pertencente a um todo maior? O nada de todos nós? Ah, a fragrância da não existência arroga-se de mim!
Todavia, o meu ser existe e não morre pela falta de clareza; rasgado em pedaços, escrevo-me em toda a parte. Eu sou a loucura vadia que dorme nos seus braços. O gosto rude da palavra. Eu sou o riso que arde e o suspiro que finda. O corpo hirto demorado. Eu sou o amor de transparência líquida e aquele ruído que acalma. Eu sou tudo e sou nada.

Sara Batista; 12º D

domingo, 24 de outubro de 2010

Eu sou ímpar, única, sou EU!!!

Quem sou eu? Não sei ao certo quem sou e como sou, pois nunca sei como vou reagir a uma determinada situação. Às vezes, podemos tentar prever como vamos reagir, mas só estando perante o problema é que vamos saber e sentir a sua realidade. Por isso, acho que para saber quem eu sou, preciso de saber como sou e penso que seja mais fácil saberem quem eu sou do que eu quem sou eu!
No entanto, do que me conheço até hoje acho que sou aquilo que as pessoas querem que eu seja. A nossa maneira de ser é o resultado da nossa experiência de vida.
Nós somos o que a sociedade quer que sejamos. Deste modo, dependemos muito de ideias feitas e valores. Por conseguinte, existem diversas perspectivas de vida e formas de pensar nas várias sociedades. Normalmente, as pessoas que não seguem o que a sociedade nos dita, são tratadas de outra maneira, o que as tornará pessoas boas ou más dependendo, assim da reacção de cada uma delas. Dependendo também da firmeza ou da indolência do seu carácter, da sua força de trabalho ou da sua inércia!
Não acho que eu seja uma pessoa que siga as ideias feitas que estão estipuladas na nossa sociedade. Prefiro seguir os valores que acho que são mais correctos e pensar por mim mesma. Por isso, uma certeza eu tenho: ninguém é igual e eu sou eu, uma rapariga ímpar, de ideias próprias e cheia de sonhos fantásticos, onde viver pode e deve ser uma constante aventura!
Ana Martins; 12º C

Verdadeiramente Eu!

Eu? Mas afinal quem sou? Quem sou eu para além do que demonstro? Como será o meu lado interior? Será igual ao exterior, igual ao lado que demonstro aos outros? Acho uma boa pergunta, à qual é muito difícil responder.
A meu ver quase ninguém consegue ser a mesma pessoa dentro e fora de si. Por vezes, tentamos ser sempre um pouco melhor do que realmente somos, demonstrar sempre uma das nossas melhores faces às outras pessoas.
É quase como se fossemos duas pessoas… dois seres, o ser interior e o exterior! O interior é, muitas vezes, o mais sentimental, o mais consciente; enquanto o exterior é sempre o lado de grandeza, de importância, pois é esse lado que todos nós tentamos transmitir da melhor forma e da melhor maneira, porque, infelizmente, é também este o lado, o lado da aparência, com que, muitas vezes, somos julgados e quase “classificados” pelos outros.
Nem todos somos iguais! Mas para certas pessoas estes dois lados são quase como ter duas personalidades distintas. Ora tal facto, pode ser bom ou mau, pois tenta-se sempre demonstrar um lado melhor do que aquilo que realmente somos. È que muito convencidos e vaidosos.
Por isso, afinal, quem sou, para além de ser a Ana Cristina Lopes da Silva, estudante do Ensino Secundário, adolescente de dezassete anos? Pois então… o meu lado interior é muito parecido ao que dou a mostrar. Tento sempre ser o mais simples possível, a mais correcta possível. Assim, demonstro tudo o que tenho e tudo o que sou, não sou de intrigas, sou amiga do meu amigo e, como tal, espero continuar a sê-lo e a melhor à medida que vou crescendo e evoluindo. Deste modo, sinto-me verdadeiramente Eu!

Ana Silva; 12º C

Descubro-me...

Sinceramente, não sei por completo quem realmente sou. Mas sinto que estou a viver a fase da minha vida na qual me vou descobrir.
Neste momento, a minha cabeça baralha-se a tentar arranjar uma descrição para mim mesma. Depois de tanto pensar, chego mesmo à conclusão de que é praticamente impossível descrever-me.
Consigo dizer como o sou fisicamente, pois isso posso ver e sentir, agora descrever o meu carácter, a minha personalidade e o que me vai na alma é algo bem mais complicado.
Sinto que sou um misto de emoções e sensações, que dificilmente consigo controlar e expressar.
Por vezes, sinto-me a pessoa mais feliz do mundo, realizada e completa e sou sorrisos e sorrisos!
Mas noutras ocasiões, sinto-me completamente isolada, completamente à parte, triste e solitária; a minha cabeça esvazia-se e os meus pensamentos voam, sou a perfeita mágoa!
A cada minuto, a cada dia que passa sinto que o meu próprio “eu” se altera, provavelmente devido às situações que vou vivendo e ao que, diariamente, vou aprendendo. Todos esses momentos me fazem crescer e tornam-me mais forte, para, mais tarde, não voltar a cair em erros já cometidos.
Sou uma adolescente e, por isso, mesmo a todo o momento me modifico à descoberta do mundo e do meu próprio “eu”!

Beatriz Lourenço; 12ºC

Não sei...

Eu não sei dizer quem sou, tal como acho que nunca saberei. Acho que é uma pergunta tão relativa como ‘O que é a felicidade?’. Penso que somos um conjunto: aquilo que realmente somos, aquilo que queremos mostrar e o que os outros vêem.
Hoje posso assegurar que ontem estava feliz e me sentia bem. Posso fazê-lo porque esse dia já passou. Amanhã, não faço a mínima ideia de como estarei. Ou se estarei. Como me disseram várias vezes, “Hoje está sol, amanhã pode estar chuva e vento”. Assim sou eu. Posso estar hoje muito bem e amanhã muito mal. Por isso, acho que nunca nenhum de nós consegue dizer, pelo menos com convicção, quem é. Nós mudamos. Nós crescemos.
Claro que tenho algumas ideias… Sou preguiçosa, gulosa e nem sempre tenho paciência. Sou perfeccionista, preocupada e muito sonhadora. Tudo o que sinto, sinto muito intensamente. Na maioria das vezes, nem sou capaz de dizer o quanto sinto. Eu sou capaz de transformar a mais pequena coisa num mundo. Do contrário não sei se sou capaz. Sei o que gostava de ser feliz, realizada e… o mundo de alguém.
Mas à pergunta em si, a “Quem sou eu?”, não sei responder. Tenho a esperança de um dia poder conseguir responder, de preferência com um sorriso nos lábios. Por enquanto, acho que prefiro ouvir os outros.

Ana Lúcia Sobral; 12º C

Resposta

Quem sou eu? A pergunta é, a meu ver, retórica e, por isso mesmo, cada resposta é pessoal. Na minha opinião, não há dois seres humanos iguais, cada um tem uma marca sua, uma característica que o distingue, uma pigmentação ocular distinta, um timbre vocal diferente, etc.
Eu não sou excepção já que, apesar de uns olhos comuns e de uma estrutura física habitual, tenho um feitio especial. Há dias de “sol” em que animaria um morto mas há, também, dias de “chuva” em que mataria um desenho animado. Posso ser o teu melhor amigo ou o teu pior pesadelo; podes achar que tenho um brilho especial ou podes achar esse mesmo brilho irritante. Mas eu sou eu, e não podes negar que brilho, porque eu sou o que tu não és e sei ser quando não o sabes.
Ainda assim, e apesar da minha aparente objectividade, responder a esta pergunta não é tarefa fácil; o que se é, é uma resposta que apenas se descobre com o tempo, é uma resposta que só a vida e a experiência de vida nos podem dar.
Por fim, somos o que fazemos e agimos de acordo com aquilo que somos, o que nos vai, ao longo do tempo, garantindo acesso à resposta, ainda que de forma indirecta. Reflectir é a melhor forma de a irmos “destapando” ao longo da vida.

Francisco Almeida; 12º C

Ser eu...

Muitas vezes perguntamo-nos quem somos nós, afinal. Quem sou eu para além daquilo que mostro perante os outros e a sociedade, quando estou sozinha, apenas comigo própria e com os meus pensamentos? Nesses momentos sou apenas eu, nada mais.
Sou eu própria, como um bebé sem nada a esconder, nem nada a provar.
Não é que eu seja uma pessoa completamente diferente quando em convivência com os outros, mas não sou totalmente eu. Sou igual por fora, uma rapariga comum, com sonhos, objectivos e medos, como toda a gente. Nestas circunstâncias, é como se não me mostrasse por completo, como que se usasse uma máscara para me proteger, talvez.
Gosto daqueles bocadinhos só meus, onde posso estar com o meu verdadeiro eu. Desses instantes em que posso reflectir sobre quem sou, sobre as coisas boas e as coisas más, rir, chorar e gritar, sonhar o meu futuro… onde irei, o que farei e com quem estarei? Quando posso fazer apenas o que eu quero, sem ninguém lá estar para me julgar. Esses bocadinhos só meus, apesar de pequenos momentos, confortam-me por dentro. E às vezes, só me apetece ficar assim, “a ser eu”, interna e eternamente!
Quem sou eu? Na realidade, ninguém sabe, nem nunca saberá responder a tal questão. Somos apenas uma junção de qualidades, defeitos, sonhos, medos e objectivos. Cada um com o seu feitio, a sua personalidade e os seus sonhos. “Não sei quantas almas tenho”, e acho que nem eu nem ninguém algum dia vai saber.
É, pois, um enigma o meu ser!

Patrícia Marque; 12º C

E eu... quem sou?

Quem sou eu? Esta deve ter sido a pergunta que mais vezes me fez questionar a minha adolescência. Eu não sei quem sou, nunca ninguém me explicou quem eu era, mas muitas pessoas me ensinaram quem poderia vir a ser.
Ao longo da vida, fui-me formando como pessoa, fui crescendo, não apenas fisicamente mas, sobretudo, psicologicamente. Os meus pais, os meus amigos mais próximos, foram quem construiu a minha infância. Acredito que grande parte do que sou hoje é graças àquilo que foi a minha infância! No entanto, não sei definir-me por palavras, não sei dizer, concretamente, quem sou. Todavia, tenho consciência que hoje, com 17 anos, não sou a mesma pessoa que era quando tinha 10 anos, ou até mesmo 15 anos. Com o decorrer do tempo, fui mudando. Passei por muitas situações que me fizeram olhar para a vida de outro modo, conheci muitas pessoas que me ensinaram a lutar por aquilo que realmente quero, mas também me ensinaram que tenho de saber desistir no momento certo, quando é realmente preciso. Da mesma maneira que é preciso lutar quando é a hora!
Não gosto quando me pedem para me caracterizar a mim própria. Não sei dizer quem sou, apenas aqueles que me conhecem bem, sabem dizer o que sou. Eles são quem melhor me conhecem, alguns deles chego a pensar que me conhecem melhor do que eu me conheço a mim própria, o que chega a tornar-se rídiculo. No entanto, não ponho essa hipótese de parte. Será que os meus amigos mais próximos me conhecem melhor do que eu penso ser? É uma questão intrigante, mas deveras curiosa. Uma questão em aberto. Tal como eu. Quem sou eu?

Patrícia Pereira; 12º C

Sente-o o meu coração!

Quem sou eu?
Não o sei ao certo… É daquele tipo de questões sobre as quais posso pensar e reflectir horas a fio, e mesmo assim não obter uma resposta concreta. É como se olhasse em volta, mas um denso nevoeiro não me deixasse ver nada num raio de dois metros. É como se, de cada vez que seguisse por um estreito corredor, uma porta trancada me impedisse de seguir caminho. É como se não encontrasse a nota certa para completar a melodia perfeita.
Mas o que não sabe a minha mente, sente-o o meu coração… a minha essência.
Sou alguém que vagueia pelo mundo, sem destino certo, sabendo perfeitamente para onde se encaminha. Sou uma recordação perdida no tempo, uma fortaleza de cristal, uma bolha de sabão levada para longe.
Sou a luz crepuscular que cai sobre a floresta, sou o gélido vento do Norte, o fogo que incendeia o céu numa explosão de cor.
Sou metamorfose, incerteza e força. Um sorriso, uma gargalhada, um suspiro…
Sou lágrimas de alegria, lágrimas de dor, amizade, amor e esperança, sou ira, desconcerto e paz.
Sou um copo meio cheio. Sou matéria. Sou Sonho. Sou a noite.
Quem sou eu? Sou tudo aquilo que quiser ser.

Margarida Andrade; 11ºD

Sou apenas "EU"!


Quem sou eu?
Ora, eu... sou alguém que gosta de sonhar, sentir, aprender, ajudar, VIVER. Mas também gosto de mudar. Hoje gosto de Rock, ontem gostava de Rosa-Choque, e amanhã, quem sabe não gostarei de Sushi.
Parece estranho? Pois é mesmo assim que eu sou, uma estranha, mas de uma maneira só minha. Por vezes, estou eufórica e, outras vezes, estou moribunda. Uns dias, gosto de toda a gente e outros dias não me apetece ver ninguém à frente. Defendo toda a gente e nunca tomo partidos. Mas na verdade, quem sou eu? Nao faço a mínima ideia.
Tenho em mim tantos “Eus” que, por vezes, não me consigo encontrar. Vasculho-me e apenas encontro peçinhas, distintas umas das outras. Peças que formam vários puzzles que nem ligações têm entre si.
Admito que por vezes cansa. Cansa ser quem sou. Alguém que não sabe quem é, mas que se conhece. Sou selvagem amansada por dentro, sou gatinho bravo por fora.
Sei que sou todos os meus amigos. Sou a desilusão e o sonho em pessoa. Amo toda a gente e sou mal interpretada por isso. Mas o que posso eu fazer, se sou o amor em carne e osso?
Bem, a verdade é que eu sou apenas EU. Sou diferente e igual a ti.

Patrícia Chainho; 12ºD

Mudei...

Quem sou eu? Uma pergunta que passa pela minha cabeça vezes sem conta a cada dia que passa e à qual não tenho resposta. Até posso nunca vir a ter.
Questiono as minhas atitudes, os meus pensamentos. Questiono o que faço neste mundo e como seria se estivesse noutro. São estas questões que me assaltam o pensamento e me fazem pensar “Quem sou eu?”.
Tal como Fernando Pessoa afirma no seu poema “Cada momento mudei”, também eu tenho a consciência de que mudei e já não sou o que era. Antes, tinha a inocência da infância e pensava, para mim mesma, “tenho em mim todos os sonhos do mundo”. Agora, já com outra idade, já não tenho a tal inocência e a inconsciência que tinha antes e tenho a perfeita a noção de que todos os sonhos do mundo não estão em mim, mas também nos outros. Assim, tenho muitos sonhos e fantasias.
Sei quem não quero ser. Sei a qual nunca quero chegar. Mas não sei... Eu? Quem sou eu?


Patrícia Santos;12ºC

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Eu sou EU!!!

Eu sou… eu, igual a tanta gente e diferente de outros tantos.Por vezes, sou como a Primavera: calma, alegre, sem grandes dias de chuva… Outras vezes, sou como o Inverno: escura, apagada, com dias de frio e muita chuva…
Afinal quem sou eu? Sou o reflexo do amor maternal, incondicional e sem fim. Sou filha do vento e sigo alegremente arrastada pelo carinho. Sou um regato que corre entre as montanhas à procura de um rio onde possa estar, ficar ou simplesmente continuar o seu percurso…
Sou fúria quando me magoam… Sou sorriso quando me abraçam… Eu sou eu! Uma adolescente igual a tantas outras, cheia de sonhos, desilusões, ilusões, na procura incessante de sonhos, realidades e verdades… À procura de mim mesma, na ânsia de concretizar aquilo que quero.
Sou sonhadora, procuro o impossível e sei que, assim, vou conseguir o possível. Não tenho limites para aquilo que sonho. Tento que tudo se concretize mesmo que tenha que lutar por isso. Sou a imagem do que não sou… Sou contradição do meu próprio eu… não tão frágil, nem tão forte… Sou uma resistente a algumas partidas que a vida me tem pregado… Sou, sem sombra de dúvidas, a maneira de ser da minha mãe e o rosto do meu pai… Sou o fruto do impossível porque… eu, Sou Eu !

Maria Granado; 12º D

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Eu? Eu?

Quem sou eu… é uma boa pergunta. É uma pergunta que todos nós tememos responder quando esse “eu” se trata do “eu” interior. Ninguém se conhece totalmente, nem se conhece assim tão bem a ponto de responder clara e objectivamente. Uma resposta destas merece tempo de reflexão e mesmo assim é impossível responder a cem por cento.
Todos podemos dizer o que somos no exterior, pois qualquer um o pode ver; o complicado é responder relativamente a quem somos interiormente.
A minha resposta é simples e contraditória: sei e não sei quem sou. Sei que sou mediana de altura e largura, que tenho cabelo castanho, olhos castanhos e pele clara. Sei porque eu posso ver, posso olhar-me ao espelho e ver que esse é o meu “eu” físico, o meu “eu” exterior, aquele que todos podem ver.
Mas e interiormente? Quem sou eu por dentro? Não sei. Sei que tenho qualidades e defeitos, como qualquer ser humano, mas quais são? Como sei que essas qualidades e esses defeitos são verdadeiros? Que fazem mesmo parte de mim, que não foram criados, inventados ou fingidos? As respostas a essas perguntas já são mais de difícil resposta.
Na verdade, todos nós usamos máscaras, nem que seja apenas num certo e determinado momento, com esta ou aquela pessoa, mas será que o fazemos propositadamente? Será que o fazemos para nos protegermos, para não nos expormos? Não sei. Podia inventar respostas, podia dizer que acho que sou assim e assado e que tenho este e aquele defeito, mas não, não o vou fazer porque, na verdade, não sei quem sou. Tal como Fernando Pessoa, também eu não “sei quantas almas tenho”. Como eu o compreendo!

Mariana Carvalho; 12º D

Procuro-me

Quem sou eu? Podia dizer que sou uma mulher rica, uma sem-abrigo com todos os sonhos do Mundo dentro da minha alma. Até poderia ser um homem de negócios bem sucedido… Mas não é o que sou.
Já me desviei da pergunta. Dei possíveis respostas à pergunta ‘O que sou eu?’ e não a ‘Quem sou eu?’, mas sou da opinião de que não podemos responder a uma sem mencionar a outra.
Certamente existem pequenas e certas coisas de que tenho a certeza, sobre mim. Não são muitas, mas sempre é qualquer coisa. Sei que sou uma rapariga em crescimento. Já não sou uma menina, mas ainda não sou uma mulher. Sou sonhadora. Sou empenhada. Sou responsável. Sou alegre. Sou tudo isso e muito mais. Sou tudo o que eu quiser ser.
Tal como Fernando Pessoa proferiu, “Eu sou do tamanho daquilo que vejo e não do da minha altura” (Alberto Caeiro). Sou também do tamanho dos meus sonhos e das minhas vontades.
Já fui uma menina envergonhada que se escondia quando alguém lhe dirigia a palavra. Já fui alguém que ansiava pelos treinos de patinagem. E, sobretudo, já fui a pessoa que mais admirava o seu pai.
Esses dias passaram. Passaram e já vão longe, assim como essa menina está longe da rapariga que sou hoje.
Sei quem fui, não sei quem sou e muito menos saberei quem vou ser amanhã. A cada dia que passa modifico-me à procura da melhor versão que poderei vir a ser de mim mesma.

Ana Laura Miranda – 12ºC