
Acordei numa fria manhã de primavera. No entanto, não passava de uma manhã como todas as outras, fria mas solarenga, habitual na primavera alvaladense.
Era apenas um rapaz que pouco do mundo conhecia, era um rapaz jovem, com 8 anos.
Nesse dia, saí de casa para ir para a escola; estava no terceiro ano e, como já era habitual, nesse dia encontrei-me com o meu colega e amigo Frederico no caminho para a escola. Chegámos à escola sem nenhum contratempo. Foi quando lá chegámos que aconteceu o inesperado, ou seja, absolutamente nada. Entrámos calmamente para a aula e sentámo-nos confortavelmente nos nossos lugares habituais. A professora que até já estava presente na sala, deu início à aula como sempre dava, ordenando-nos que escrevêssemos, no meu caso, “Francisco Miguel Correia Fernandes, Alvalade-Sado” e depois a data, da qual já não me recordo. A meio desta aula, batem à porta da nossa sala. Achámos estranho, pois a única altura em que tal era habitual era quando a higienista oral ia à escola, algo que tínhamos a certeza que não era o caso, pois se fosse teríamos sido avisados previamente. Quem batia à porta era a auxiliar de educação que chamou a professora para ir ver uma criatura que, pelas grandes portas da escola, tinha entrado e que se encontrava encostado à porta da nossa sala de aula e não arredava pé, ou melhor, pata. Eu que estava completamente alheio da situação apercebi-me de alguns colegas meus a interrogarem-se “Francisco aquele não é o teu cão?”. E não é que era mesmo. Parece que o cão pulou a vedação e seguiu o meu rasto até à escola. Como tínhamos uma professora muito compreensiva e eu prometi que o cão não faria as suas necessidades dentro da sala de aula, ela permitiu que o cão permanecesse na sala durante o resto da manhã. A princípio, o meu cão estava muito irrequieto e “viajou” por toda sala como procurasse algo. Por fim, conseguiu sentar-se debaixo da minha carteira.
Ouviu-se o toque para que pudéssemos sair para o intervalo. Como em todos os intervalos, desafiámos a turma do quarto ano para um jogo de bola e como em todos os intervalos, ganhámos. Quanto ao meu cão, ele lá passou todo o intervalo fechado na sala, coitado!
Voltámos para a sala e nada de importante aconteceu até que chegou a hora de saída. Era quarta-feira e, por isso, não tínhamos aulas da parte da tarde. Saí com a intenção de regressar a casa, mas o meu cão recusava-se a fazê-lo, de maneira que tive que levá-lo ao colo. Como tinha uma blusa de malha, fiquei com a blusa cheia de pêlos do cão. Quando cheguei a casa de minha avó levei um grande sermão por causa da quantidade absurda de pêlos que trazia na blusa.
Portanto, posso dizer que aquele cão, que já não se senta ao pé de mim, que já não está entre nós, conseguiu transformar um dia como os outros num dia que nunca esquecerei.
Era apenas um rapaz que pouco do mundo conhecia, era um rapaz jovem, com 8 anos.
Nesse dia, saí de casa para ir para a escola; estava no terceiro ano e, como já era habitual, nesse dia encontrei-me com o meu colega e amigo Frederico no caminho para a escola. Chegámos à escola sem nenhum contratempo. Foi quando lá chegámos que aconteceu o inesperado, ou seja, absolutamente nada. Entrámos calmamente para a aula e sentámo-nos confortavelmente nos nossos lugares habituais. A professora que até já estava presente na sala, deu início à aula como sempre dava, ordenando-nos que escrevêssemos, no meu caso, “Francisco Miguel Correia Fernandes, Alvalade-Sado” e depois a data, da qual já não me recordo. A meio desta aula, batem à porta da nossa sala. Achámos estranho, pois a única altura em que tal era habitual era quando a higienista oral ia à escola, algo que tínhamos a certeza que não era o caso, pois se fosse teríamos sido avisados previamente. Quem batia à porta era a auxiliar de educação que chamou a professora para ir ver uma criatura que, pelas grandes portas da escola, tinha entrado e que se encontrava encostado à porta da nossa sala de aula e não arredava pé, ou melhor, pata. Eu que estava completamente alheio da situação apercebi-me de alguns colegas meus a interrogarem-se “Francisco aquele não é o teu cão?”. E não é que era mesmo. Parece que o cão pulou a vedação e seguiu o meu rasto até à escola. Como tínhamos uma professora muito compreensiva e eu prometi que o cão não faria as suas necessidades dentro da sala de aula, ela permitiu que o cão permanecesse na sala durante o resto da manhã. A princípio, o meu cão estava muito irrequieto e “viajou” por toda sala como procurasse algo. Por fim, conseguiu sentar-se debaixo da minha carteira.
Ouviu-se o toque para que pudéssemos sair para o intervalo. Como em todos os intervalos, desafiámos a turma do quarto ano para um jogo de bola e como em todos os intervalos, ganhámos. Quanto ao meu cão, ele lá passou todo o intervalo fechado na sala, coitado!
Voltámos para a sala e nada de importante aconteceu até que chegou a hora de saída. Era quarta-feira e, por isso, não tínhamos aulas da parte da tarde. Saí com a intenção de regressar a casa, mas o meu cão recusava-se a fazê-lo, de maneira que tive que levá-lo ao colo. Como tinha uma blusa de malha, fiquei com a blusa cheia de pêlos do cão. Quando cheguei a casa de minha avó levei um grande sermão por causa da quantidade absurda de pêlos que trazia na blusa.
Portanto, posso dizer que aquele cão, que já não se senta ao pé de mim, que já não está entre nós, conseguiu transformar um dia como os outros num dia que nunca esquecerei.
Francisco Fernandes
Nº 14; 10ºB
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